Santo André de Múltiplos Tons visita o samba na última edição do ano

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Programa que visa o fortalecimento e intercâmbio da produção cultural da cidade reuniu vários grupos de samba na feira da Vila Luzita, neste domingo
Crédito: divulgação
Neste domingo (17), a última edição do ano do programa Santo André de Múltiplos Tons, da Secretaria de Cultura, reuniu grupos e coletivos de samba que se apresentaram na feira da Vila Luzita, em frente ao terminal rodoviário, onde o projeto Samba da Feira toca em domingos alternados há cerca de cinco anos. A reunião de músicos do segmento do samba teve como objetivo dar início ao diálogo entre os diversos grupos que realizam trabalho nessa área de forma espontânea durante o ano, e assim possibilitar o desenvolvimento do segmento como um todo.“A gente escolheu o pessoal do Samba da Feira para começar esse diálogo. Depois esse projeto vai percorrer cada roda de samba da cidade de forma a promover a circulação desses artistas ligados a essas rodas, do público que acompanha os grupos e promover a visibilidade para uma produção cultural que está espalhada pelos bairros”, destacou Kedley Correia de Moraes, assessor de gabinete da Secretaria de Cultura.Além do pessoal do Samba da Feira, se apresentaram o Grupo Morada, Samba Solidário, Rose Calixto, Comunidade do Samba de Santo André, Mumu de Oliveira e o Projeto Juntos da Samba e o Projeto Samba é Nossa Cara. O encerramento ficou por conta de Nego Lessa e a rapaziada do Projeto Samba da Feira.oordenador do Coletivo Samba Solidário, Mauricio da Silva conta que a intensificação do diálogo entre os grupos era um desejo antigo. “Já fizemos encontros de grupos de samba, mas acabamos alcançando apenas quem está mais próximo. Por isso a presença da prefeitura é importante. Ela tem um alcance maior, amplia a adesão e unifica mais. Santo André  é uma cidade muito grande e a prefeitura tem essa força para atingir a todos”, afirma. O Coletivo, além de fazer samba, atende cerca de 100 pessoas por mês com doação de alimentos, cursos, atendimento psicológico entre outras atividades.“Normalmente a gente anda distante de outras pessoas do samba, cada um com um propósito, cuidando dos seu trabalho e ações como esta  unem todos nós e fortalecem também a musica em si. Nós procuramos resgatar sambas de outras épocas e ao ver outros projetos, acabamos agregando valor, porque cada um tem um repertório diferente e isso é muito positivo.  O samba de fato, ao contrário do pagode, não tem espaço na mídia” destacou um dos componentes do grupo Samba da Feira.O projeto Santo André de Múltiplos Tons já realizou neste ano as edições Capoeira, Rock, Circo, Hip Hop, Comunidades Tradicionais de Terreiros (Mês da Consciência Negra) e Culturas Tradicionais Populares (Feira de Oratórios e Presépios de Paranapiacaba) que tambémm terão continuidade com novas reuniões no próximo ano.

Santo André de Múltiplos Tons visita o samba na última edição do ano
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