Santo André faz 50 anos e mostra novo projeto para categoria de base

0
24

São 50 anos de história e com fôlego para completar um século.
O EC Santo André comemora hoje o jubileu de ouro, em festa para
convidados na sede poliesportiva do Jaçatuba, que vai reunir
personalidades importantes da história, entre eles abnegados
dirigentes como o presidente em exercício Sidney Riquetto –
Jairo Livolis passa por problemas de saúde – e o presidente do
conselho deliberativo, Celso Luiz de Almeida.

“Vivo mistura de orgulho e tristeza por estar presidente neste
momento tão importante. Mas, independentemente de quem está à
frente do clube, uma coisa é certa: o Santo André não pode
parar e por isso vamos tocar”, comenta Sidney, que fez parte da
diretoria de cinco ex-presidentes: Lourival Passarelli, Germano
Schmidt, Breno Manoel Gonçalves, Jairo Livolis e Celso Luiz de
Almeida.

Poucas pessoas têm identificação tão grande com o clube quanto
Celso Luiz de Almeida, que completa 40 anos no quadro diretivo
da agremiação desde sua entrada para o conselho deliberativo,
em 1977. “Com muita alegria que comemoro esses 50 anos do Santo
André. Agradecer às pessoas que fizeram e fazem parte do clube,
como Celso Lara, Germano (ex-presidentes, Duílio Pisaneschi, o
Jairo, o Sidney, todos que mantiveram o clube em pé, o Wigand
(Rodrigues dos Santos, fundador), o Acyr (de Souza Lopes,
ex-presidente)…”, enumera.

Um dos pontos altos da festa de hoje deve ser o anúncio da nova
versão do projeto Jovem Santo André, que visa revelar talentos
para o clube.

DA CASA

Sérgio do Prado, que por pelo menos 20 anos desempenhou as mais
diversas funções nos bastidores do Ramalhão – de coordenador de
Esportes no Jaçatuba a gerente de futebol –, faz questão de
parabenizar o clube. “Devo tudo ao Santo André”, diz. “Meio
centenário de um clube que conquistou tantas coisas e tem a
meta de voltar a esse patamar. E que certamente merece estar no
mais alto degrau do futebol brasileiro.”

Adversários, não inimigos, presidentes dão os parabéns

Apesar da rivalidade dentro dos gramados, a relação do Santo
André com os outros clubes da região é de amizade.
Principalmente com o São Caetano, equipe com a qual o Ramalhão
dividiu o protagonismo e as conquistas do futebol do Grande ABC
nas últimas décadas.

“Sempre fomos parceiros, é um prazer muito grande ver o Santo
André chegar a essa marca de meio século de história, isso é
para poucos”, declara o presidente do Azulão, Nairo Ferreira de
Souza.

O dirigente azulino afirma ter muito respeito pelo Santo André
e reconhece a coragem dos envolvidos com o clube para manter a
história ao longo destes 50 anos. “Temos de prestigiar isso,
ver um clube que realmente une a cidade”, diz o mandatário do
São Caetano.

Ao longo dos anos de rivalidade entre as equipes, Nairo não tem
uma partida favorita em especial, mas o último encontro entre
as equipes deixou o presidente do Azulão decepcionado. No ano
passado, o Ramalhão eliminou o São Caetano nas quartas de final
da Série A-2 do Campeonato Paulista, segurando empate sem gols
no Estádio Anacleto Campanella após vencer por 2 a 1 no Estádio
Bruno Daniel. Em 2018, as equipes poderão ter ao menos mais uma
oportunidade de se enfrentar, já que estarão juntas na Série
A-1 – caso não estejam no mesmo grupo.

A amizade também existe com o São Bernardo FC. Apesar de mais
novo, o Tigre deve muito ao Santo André, segundo o presidente
do Edinho Montemor.

“O sucesso do Santo André foi um dos motivos para o São
Bernardo ser fundado”, conta Edinho, que considera as duas
equipes “co-irmãs”. “Temos laços bem fortes, é só ver o grande
número de atletas que passaram por ambos os times, como o
Everton Santos, Léo Costa, Bady, Raul e Renato Peixe”, conclui
o presidente do Tigre.

Prefeito relembra momentos na torcida pelo Ramalhão

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), também
parabeniza o Ramalhão por alcançar 50 anos de história.

“Este número mostra a concretização de um clube que deu certo,
que é da nossa terra e da nossa gente. Desejo longevidade, que
permaneça fazendo história, como já fez, e com certeza voltará
a fazer”, destaca.

Paulo Serra ressalta a importância do Santo André para a cidade
e relembrou memórias de seu lado torcedor.

“Sou nascido na cidade e meu pai sempre me levava aos jogos.
Isso tudo marca bastante. Tenho imenso carinho e amor pelo
clube”, declara o prefeito andreense.  

Santo André faz 50 anos e mostra novo projeto para categoria de base
Avalie esta notícia