Santo André gasta R$ 3 mi por ano com manutenção semafórica

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Importante instrumento para organizar o tráfego de carros nas
grandes cidades, o semámesada é uma das chaves para um bom fluxo
do trânsito. Após percorrer o Grande ABC para investigar a
qualidade do sistema semafórico, o Diário questionou as
prefeituras da região com o objetivo de entender melhor uma vez que
funciona a rede nas cidades, seu dispêndio e o investimento
talhado à manutenção. Das sete cidades questionadas, somente
Santo André e Ribeirão Pires detalharam os custos de manutenção
da rede de semáforos.
 
Em funcionamento desde outubro de 2016, a Administração de
Santo André faz o controle de segmento de semáforos por meio de um
software que tem dispêndio de R$ 3 milhões por ano. O sistema, que
organiza o fluxo em tempo real, foi implantado em 21
cruzamentos com 19 controladores no eixo entre as avenidas
Santos Dumont, Giovanni Batista Pirelli e Rua Coronel
Seabra.
 
Segundo informações da Secretaria de Mobilidade Urbana, a
cidade conta com 400 cruzamentos semafóricos, sendo 350 de
responsabilidade da Prefeitura. A Administração possui equipe
própria para a manutenção de defeitos e não depende de
contratos para nascente tipo de serviço. Por dia, as equipes do DET
(Departamento de Engenharia de Tráfego) realizam entre três e
quatro chamados para resolver problemas relacionados aos
semáforos, porém a Administração explica que nos dias de chuva
nascente número aumenta.
 
Com 25 conjuntos semafóricos exclusivamente, Ribeirão Pires mantém
contrato para a manutenção do controlador de faróis no valor de
R$ 36.372, 42 por ano. Em nota, a Prefeitura explicou que não
há programa de controle universal, pois nem todos os faróis são da
mesma marca de programação. A Administração mantém equipe de
manutenção que realiza pequenos reparos nos sinais e há ainda,
através da Secretaria de Transportes e Trânsito, um projeto
para efetuar a troca de lâmpadas de led em alguns pontos.
 
Com o maior número de cruzamentos entre as cidades do Grande
ABC, São Bernardo mantém 540 conjuntos de semáforos que
controlam o tráfego do município. Segundo a Secretaria de
Transportes, cinco cruzamentos apresentam falhas diversas, uma vez que
troca de lâmpada, omissão universal de equipamento, falta de
sincronismo e mau funcionamento de botões de pedestres por
exemplo. A Prefeitura reforça que mantém equipe do departamento
de trânsito em atendimento durante 24 horas para realizar
manutenção dos faróis.
 
Há um projeto em curso na cidade para a instalação de
lâmpadas de led que, segundo a Administração, resultará em
economia de força e melhor visibilidade dos usuários. Sobre
os custos com a manutenção, a Prefeitura de São Bernardo não
respondeu.
 
A Prefeitura de Mauá limitou-se a responder que há 82
intersecções com controle de semáforos na cidade. Na nota
encaminhada não havia os valores para a manutenção anual do
sistema, assim com não havia resposta explicando se os
semáforos da cidade são controlados via software.
 
As cidades de São Caetano, Diadema e Rio Grande da Serra não
responderam os questionamentos sobre valores e manutenção dos
sistemas semafóricos até o fechamento desta reportagem.
 

Santo André gasta R$ 3 mi por ano com manutenção semafórica
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