Santo André moderniza logística da distribuição de medicamentos

Crédito: Ricardo Trida/PSA
A Prefeitura de Santo André deu mais um importante passo rumo à modernização do sistema de saúde, com a entrega, nesta sexta-feira (27), do novo Centro de Gestão de Suprimentos da Saúde, na Vila Homero Thon. O espaço de 3.200 m² vai acomodar todos os medicamentos utilizados na rede municipal de saúde e também o arquivo morto de prontuários. Mais do que um novo local de armazenamento, a inauguração marca o início de um inédito sistema informatizado de distribuição de remédios, com logística que vai agilizar a entrega dos medicamentos, combater desperdícios e garantir o abastecimento nas unidades, dentro das diretrizes do programa Qualisaúde.A disponibilização do espaço, além de toda logística de entrada e saída de medicamentos será feita pela empresa LogFarma, por meio de um contrato de R$ 350 mil por mês. Dentro desse serviço, a empresa disponibilizará também nova frota de veículos para atendimento das demandas, com duas vans e um caminhão com refrigeração, mais de 50 funcionários e um sistema informatizado para controle e catalogação dos produtos, a fim de garantir a austeridade do processo e evitar a perda de medicamentos. “A informatização de todo o processo é imprescindível. Estimamos que pelo menos 40% das perdas financeiras causadas por ferramentas ultrapassadas serão evitadas. Com esse novo sistema, teremos pessoas da prefeitura e da empresa contratada conferindo a quantidade entregue pelos fornecedores, a quantidade estocada, a distribuída e quanto ainda está disponível nas unidades. Tudo com código de barras”, explicou o prefeito Paulo Serra, durante a cerimônia de inauguração do Centro de Gestão.O novo formato também terá impacto no atendimento dentro do consultório. “O médico, ao prescrever o medicamento, terá acesso à disponibilidade do remédio no próprio computador. Tudo isso faz parte da modernização prevista pelo Qualisaúde”, afirmou o prefeito. “Dentro desse mesmo contrato, está previsto o fornecimento de motocicletas, bem como a contratação de motoristas, para entregar medicamento na casa dos pacientes com maior dificuldade de locomoção”, anunciou o secretário de Saúde, Márcio Chaves.HISTÓRICOLogo quando assumiu a gestão, o prefeito Paulo Serra vistoriou o então Almoxarifado Central, localizado na Vila Pires, onde eram armazenados todos os materiais da rede de saúde. No local, o chefe do Executivo constatou diversos problemas estruturais, como baixa condição sanitária, controle antiquado e manual dos produtos, além do desabastecimento de 75% do setor de medicamentos. “Em janeiro de 2017, a situação estava caótica por conta de uma paralisação no fornecimento no final de 2016, devido a problemas de pagamento. As unidades não tinham remédio nas farmácias. Ao mesmo tempo, havia também algumas unidades com excesso de insumos, pois solicitavam quantia maior do que precisavam, prejudicando o abastecimento de outras, ou até solicitando material que não utilizavam”, relembra.A partir desse diagnóstico, a primeira ação do governo foi resolver as pendências financeiras para normalizar o abastecimento na cidade. Em maio de 2017, foram pagos R$ 7 milhões de restos a pagar aos fornecedores dos medicamentos da rede municipal, saldando totalmente a dívida dessa natureza e recuperando a credibilidade do Executivo perante os fornecedores. Na sequência, foi lançado o programa Qualisaúde, que está modernizando toda a rede de saúde andreense.Os novos materiais que forem adquiridos já irão para o novo endereço da LogFarma. Os insumos já armazenados no imóvel da Vila Pires vão ser distribuídos para os equipamentos da cidade. Dessa forma, o antigo endereço será esvaziado até o encerramento do contrato de aluguel, em outubro deste ano. Apenas com a locação do prédio e com os serviços de portaria eram gastos mais de R$ 62 mil por mês. Toda a conferência da expedição dos insumos era feita por planilhas em papel.Outro problema que será resolvido com o novo modelo do serviço será o controle da validade dos produtos. Em 2017, 18 produtos venceram antes de serem utilizados, por conta do processo manual, o que representou uma perda de R$ 18.450,13 aos cofres públicos.FORNECIMENTOO abastecimento das unidades era feito semanalmente no Centro Hospitalar Dr. Newton da Costa Brandão CHM e UPAs, enquanto os demais equipamentos eram abastecidos mensalmente. Agora, os suprimentos serão reabastecidos constantemente, de acordo com as notificações do sistema. No momento, os remédios previstos na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (REMUME) estão 100% abastecidos nas unidades. Faltas pontuais podem acontecer nos casos dos medicamentos fornecidos pelo Estado ou pela União.

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