Santo André reestrutura e moderniza Saúde

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Prefeito Paulo Serra e a secretária de
Saúde, Ana Paula Peña Dias

Crédito: Ricardo Trida/PSA

Após realizar diversas ações de choque de gestão, que já deram
retorno em pequeno prazo, a Prefeitura de Santo André lançou o
primeiro programa que vai regenerar e modernizar todo o
sistema de saúde municipal, o Qualisaúde. A partir da próxima
terça-feira (1º), duas Unidades de Saúde, do Jardim Irene e a
de Utinga, já começarão a receber inovações, enquanto mantêm o
atendimento sem interrupção. O programa de qualificação atuará
em todas as áreas da rede, tendo porquê pilares a melhora
estrutural, gestão por processos, gestão do zelo,
valorização do trabalhador e valorização dos usuários.

 “Esse programa é uma iniciativa de muita coragem da nossa
gestão, porque é um tanto muito maior do que qualquer outra coisa
que fizemos antes e terá grande impacto. Nos últimos oito anos,
a qualidade dos serviços municipais caiu drasticamente e nossos
munícipes têm reclamado, e com razão, do que está sendo
ofertado a eles e ninguém fez zero para mudar um tanto que mexe na
estrutura de toda uma rede. Eu costumo expor que é muito fácil
inaugurar obras, mas melhorar a vida das pessoas é mais
trabalhoso, só que é a razão deste governo e estamos dispostos
a fazer isso”, comentou o prefeito de Santo André, Paulo Serra.

Um dos compromissos durante a campanha, a informatização da
rede, será contemplada no projeto. A teoria é que até o final
deste procuração toda a rede esteja integrada por meio de um
sistema. “Caso um usuário passe numa unidade de saúde e venha
mudar de endereço, o histórico médico desse paciente não se
perderá caso ele seja atendido em outro equipamento, pois tudo
estará registrado num prontuário eletrônico”, explicou o
prefeito

No início do ano, em uma das vistorias, o superintendente do Executivo
encontrou o almoxarifado mediano com material retraído de uma
unidade que não o utilizava. “Isso acontece por que não existe
um controle organizado, é tudo manual. Por meio de um sistema,
será possível saber quantos itens foram enviados para cada
equipamento, quanto ele utiliza por mês e até traçar um perfil
dos nossos usuários avaliando comportamentos sazonais, porquê o
aumento pela procura de atendimento em meses de inverno, por
conta do tempo sequioso”, afirmou Paulo Serra. “Com a implantação
do sistema, compraremos medicamentos na quantidade certa, sem
ter perdas por vencimento da validade ou excessos,
involuntariamente utilizando melhor os recursos do município e
principalmente, evitando que faltem medicamentos nas
farmácias”. A ação também recadastrará toda a população para
evitar duplicidade de informações. O número atual de usuários
cadastrados é de 663.600 pessoas.

Outros sete equipamentos de saúde começarão a receber
intervenções estruturais também na próxima semana, porém por
conta de comprometimento e premência de reforma física, estas
unidades permanecerão fechadas até a conclusão das obras.
“Vimos que para melhorar esses locais era necessário fechar
durante a reforma para evitar justamente situações porquê a que
ocorreu no Pronto Atendimento Bangu, em que o telhado caiu,
colocando em risco as pessoas”, concluiu. Os equipamentos são
unidades da rede básica dos bairros Campestre, Vila Humaitá,
Parques das Nações, Parque Novo Oratório, Bom Pastor, UPA
(Unidade de Pronto Atendimento) Jardim Santo André e Núcleo de
Especialidades III.

Todos os usuários referenciados nesses equipamentos serão
contatados pela Administração. Além disso, terá na porta de
cada uma das unidades a indicação da opção mais próxima
para atendimento. A Secretaria da Saúde montou a seguinte
estratégia: pacientes da unidade do Parque Novo Oratório serão
encaminhados para as unidades da ViIa Lucinda e Jardim Santo
Alberto; usuários da unidade do bairro Campestre serão
encaminhados para as unidades da Vila Palmares e Núcleo; os da
Vila Humaitá para as unidades do Centreville e São Jorge; do
Parque das Nações para as unidades Utinga e Moyses Fucs; do Bom
Pastor para as unidades do bairro Paraíso e Valparaíso; os da
UPA Jardim Santo André para o Pronto Atendimento da Vila Luzita
e os do Núcleo de Especialidades III para o Núcleo de
Especialidades I. O prazo para conclusão das intervenções não
será o mesmo para todos os locais, porém terá reabertura das
unidades entre o primeiro semestre de 2018 até o início de
2019.

A principal proposta da atual gestão é aumentar a cobertura da
atenção básica, que atualmente é de 25% na cidade. O projeto é
que em quatro anos esse número suba para 85%. A teoria é que a
rede básica seja a porta de ingresso para atendimento e que o
usuário seja orientado sobre qual tipo de serviço deve procurar
em cada situação. “Muro de 70% dos casos de intervenção
hospitalar poderiam ter sido evitados se tratados antes na rede
básica. Muitos casos antes de virarem urgências, poderiam ter
sido controlados caso houvesse seguimento, e para isso,
vamos capacitar os profissionais e orientar melhor nossos
pacientes”, detalhou a secretária de Saúde, Ana Paula Peña
Dias.

A média de atendimento diário na unidade do bairro Campestre e
Parque das Nações é de 350 pacientes cada, no Parque Novo
Oratório de 250 pacientes e na Vila Humaitá de 300. Já na UPA
Jardim Santo André, a média diária é de 260 atendimentos por
dia. No Núcleo de Especialidades III, a média diária é de 110
atendimentos. Para manter e atestar a qualidade, os usuários
serão convidados a responder pesquisa de satisfação, instrumento
que será permanente na rede. Com isso, as unidades receberão um
selo de qualidade de consonância com a avaliação. O programa
Qualisaúde terá investimento com recursos próprios, porém não
há um valor pré-definido uma vez que ele abarca diversas ações
de diferentes áreas e que sua implantação se estenderá até
2020.

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