Santo André retoma obras do CEU Ana Maria

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espaço abrigará ainda um CRJ, para realizar atendimento social às pessoas com vulnerabilidade social e que necessitem de acompanhamento
Crédito: Alex Cavanha/PSA
O espaço multicultural contará com biblioteca, telecentro, cineauditório e cineteatro, além de salas para realização de oficinas dos mais diversos temas. O local vai contar também com quadra, pista de skate e equipamentos de ginástica. Além disso, um campo de futebol pertencente ao terreno que abrigará o CEU será reformado para utilização da população. O espaço abrigará ainda um Centro de Referência da Juventude (CRJ), para realizar atendimento social às pessoas com vulnerabilidade social e que necessitem de acompanhamento.O prefeito Paulo Serra esteve na tarde desta quarta-feira no local e destacou como a atual administração conseguiu retomar a obra do CEU Ana Maria. “Fizemos a lição de casa para acabar com todas as regalias que existiam, recuperamos a saúde financeira da cidade, o que possibilitou uma nova reclassificação econômica, voltando a um nível de bom pagador. A partir disto, a Caixa voltou a dialogar conosco e a liberar recursos e investimentos. Agora, o passo seguinte será montarmos uma comissão de moradores aqui do bairro para acompanhar junto com a gente o andamento das obras, para que possamos entregar um grande complexo de esporte, cultura, lazer e assistência social”, destacou.As tratativas de liberação dos recursos foram finalizadas com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Cultura para utilização de recurso de R$ 1,6 milhão, mais R$ 205 mil de contrapartida do município. Quando a obra foi interrompida, em março de 2014, 60% das intervenções estavam concluídas, com um valor gasto até aquele momento de R$ 1,7 milhão. O investimento total será de R$ 3,5 milhões.Diversos problemas determinaram a suspensão da obra, desde março de 2014. O CEU Ana Maria foi concebido com base em projeto elaborado pelo Ministério da Cultura, padronizado e disseminado pelo país inteiro. Este projeto, no entanto, seguia padrões da distribuidora de energia elétrica do Distrito Federal, incompatível com as normas da AES Eletropaulo para execução em Santo André. Também não havia no projeto instalações de combate a incêndio nos padrões exigidos em São Paulo, resultando numa reprogramação da obra junto à Caixa Econômica Federal. Esta reprogramação demorou muito para ser aprovada, devido à situação financeira que Santo André se encontrava. Além disto, outro agravante que impactou no tempo para retomada da construção foi a desistência da empresa responsável pela execução da obra.A partir de 2017, com as ações de choque de gestão, a atual administração começou a reequilibrar as contas públicas e, como resultado, o município ganhou uma nova classificação financeira da Caixa, que passou de E para C. Anteriormente, com uma posição mais baixa, todos os projetos deveriam necessariamente passar pelo governo federal para que este fosse avalista e fiador dos projetos e obras. Com esta medida a cidade passou a contar com maior capacidade de pagamento, o que eliminou a necessidade do governo federal ser o fiador das obras, destravando os investimentos com a Caixa. 

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