Santo André tem repasto mais faceta

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Está cada vez mais custoso se cevar fora de morada no Grande
ABC, isso porque o cenário é de intensa crise econômica. De
combinação com dados de pesquisa da Assert (Associação das Empresas
de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador),
elaborada pelo Instituto Datafolha, o trabalhador de Santo
André é o que mais gasta na Região Metropolitana para manducar em
restaurante, ao desembolsar R$ 35,01. Esse valor corresponde a
refeição composta por prato principal, bebida não alcoólica,
sobremesa e café, e foi feita média com base nas modalidades
mercantil (R$ 27,93), autosserviço (R$ 30,11), executivo (R$
48,90) e à la carte (R$ 66,29) em novembro de 2016.

Esse combo, além de ser o mais custoso dentre nove cidades
pesquisadas na Grande São Paulo, sofreu aumento de 31% em
comparação com igual período de 2015, o que representa subida de
R$10,85. O desembolso médio para manducar fora em estabelecimentos
andreenses supera, inclusive, o valor da Capital, de R$ 33,82 –
segunda colocada no ranking. Custa mais também que a média
pátrio, de R$ 32,94.

Para se ter uma teoria do quanto significa esse gasto no
orçamento do trabalhador que ganha um salário mínimo (à época
da pesquisa, R$ 880) e não recebe vale-refeição, ele consome
87% da renda mensal. Isso se for considerada a alimentação em
restaurante durante jornada de trabalho de 22 dias úteis, de
segunda a sexta-feira.

O presidente do Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e
Alimentação do Grande ABC), Roberto Moreira, entretanto,
contesta o levantamento, ao tutelar que não condiz com a
verdade dos restaurantes de Santo André. “Não acredito que o
preço médio esteja nesse patamar. Todo ano há aumento, mas nem
chega perto desses 31%, geralmente se tem a reposição da
inflação somente (que nos 12 meses encerrados em novembro
acumulava 7%). Os que subiram mais, reajustaram em 20%, no
máximo, e ainda assim notavam desabrigo dos clientes”, diz.
“Além disso, houve queda brusca no movimento dos
estabelecimentos nos últimos dois anos devido à vaga de
demissões. Com isso, as pessoas passaram a se cevar mais em
morada do que fora. Ou seja, não faz sentido sublevar o preço nessa
magnitude com a demanda em queda”.

Para a estudante de Jornalismo Agnes Hehn, que consome em média
R$ 15 por dia para almoçar, o preço de restaurantes por quilo
está imperdoável. “No meu caso só vale a pena porque uma vez que pouco”.
Em 2012, de combinação com a mesma pesquisa, Diadema foi eleita a
mais faceta para se cevar, com preço médio de R$ 37,41 por
refeição. Neste ano, participaram da pesquisa São Caetano, que
ficou com a terceira colocação, com preço médio de R$ 31,73;
São Bernardo em sexto, com R$ 29,26 e por termo, Diadema, com
desembolso de R$ 27,23 e na nona colocação.
 

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