Semasa, um pesadelo

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“A situação financeira do Semasa ficou inviável”. A declaração
do prefeito Paulo Serra (PSDB) a leste Diário a saudação da
autonomia que administra a água e esgoto de Santo André é, para
manifestar o mínimo, assustadora. A rota no Cade (Parecer
Administrativo de Resguardo Econômica), com o arquivamento de
pedido de apuração de suposta cobrança abusiva da Sabesp pelo
metro cúponta de água, deixou a administração na alça de mira da
estatal paulista, que agora pode executar dívida de R$ 1,7
bilhão da cidade.

Para complicar, o Paço viu o débito entrar na lista de
precatórios do município, agora na mansão dos R$ 3,2 bilhões,
valor que Santo André deve em decorrência de ações judiciais.
Preocupam ainda mais os fatos de a quantia ser superior aos R$
3,18 milhões previstos para o Orçamento deste ano e a
premência de ser quitada até 31 de dezembro de 2020, porquê
determina regra do STF (Supremo Tribunal Federalista). Se tiver de
satisfazer o estebelecido pelo órgão, Santo André teria de
depositar R$ 78 milhões ao mês – ou R$ 936,6 milhões ao ano –,
o que é inviável.

Diante da agravante situação, o dirigente do Executivo agendou
encontro com o comando da Sabesp, nesta semana, para discutir
uma saída para o impasse. E um convénio mostra-se mais do que
urgente. Revela-se a única saída para Santo André se livrar de
passivo bilionário e evitar contratempos no aprovisionamento de
água.

São Bernardo e Diadema enfrentaram situação semelhante e, para
se livrar de dívidas bilionárias, cederam o controle sobre o
sistema de água à Sabesp, que se comprometeu a realizar
investimentos na rede de água e esgoto, além de sorver segmento
dos funcionários do DAE – no caso dos são-bernardenses – e da
Saned – em referência aos de Diadema.

Resta saber qual será o caminho escolhido por Paulo Serra. Mas
que a decisão seja rápida e menos dolorosa possível para que
Prefeitura e população possam se ver livres deste pesadelo.
Santo André aposta nisso. 

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