Seminário reúne ações de combate à violência contra a mulher

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A atuação dos serviços atendimento a autores de violência
contra a mulher, criados a partir da Lei Maria da Penha (Lei
Federalista 11.340/2006), mostra que homens envolvidos nessas
situações podem mudar de comportamento, por meio da avaliação
das suas atitudes. Em seminário realizado nesta sexta-feira
(9), o Consórcio Intermunicipal Grande ABC reuniu experiências
de coordenadores e representantes de iniciativas realizadas nas
sete cidades e em outras regiões do país. A organização do
encontro foi do Grupo Temático Gênero e Masculinidades.

Delegada titular de Resguardo da Mulher em Diadema, Renata Lima de
Andrade Cruppi, apresentou o trabalho do Programa Varão Sim,
Consciente Também. A iniciativa consiste em formar grupos de
homens com traços de agressividade e vícios e colocá-los para
conversar sobre seus problemas e sentimentos, auxiliando na
diminuição de ocorrências de violência. “Se conseguirmos mudar
o comportamento de um a cada dez homens podemos considerar um
grande avanço, pois isso representa uma família recuperada”,
afirmou.

Reginaldo Bombini, membro do GT e profissional em Segurança
Pública, Cidadania e em Direitos Humanos, compartilhou a
experiência do Programa E Agora, José?, desenvolvido em Santo
André. A iniciativa procura questionar os papéis sociais de
gênero que têm legitimado as desigualdades sociais e a
violência contra as mulheres, por meio de um processo
socioeducativo que conduza a responsabilização do responsável de
violência. “Muitas vezes os autores de violência perguntam se
tudo o que aprenderam em relação a comportamento estava falso.
Infelizmente, temos que responder que sim”, disse.

Coordenador do Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde, o
psicólogo Leandro Feitosa Andrade falou sobre a atuação da
organização não governamental (ONG) uma vez que espaço de socialização
masculina. “O grupo reflexivo não funciona uma vez que autoajuda. As
reuniões despertam muita emoção entre os homens participantes,
que não têm uma vez que permanecer neutros quando todos os colegas estão
mobilizados na discussão dos temas trabalhados”, explicou.

O encontro contou ainda com a participação da psicanalista
Malvina Muszkat, do Programa de Mediação Transdisciplinar da
Pró-Mulher, Família e Cidadania, de São Paulo; e do filósofo
Sérgio Flávio Barbosa, do Programa Tempo de Despertar, de
Taboão da Serra; e do psicólogo Fernando Acosta, do Serviço de
Educação e Responsabilização de Homens, de Novidade Iguaçu (RJ).

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