‘Seria ofensa direta a mim cooptar coligado’, alega Campos

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Em visitante ontem à sede do diretório do PTB de Santo André, o presidente paulista do partido, Campos Machado, sugeriu que “seria ofensa direta” a ele caso o PSDB, do prefeito Paulo Serra, busque cooptar um petebista para a disputa do processo eleitoral de 2018 pelo tucanato – depois de prometer propagação em 2016, ao invadir quatro prefeituras no Grande ABC, o PSDB encontra dificuldade para lançar nomes fortes à empreitada do ano que vem.
“Vejo que seria deslealdade imperdoável, vide a situação provocada pelo (prefeito de São Paulo) João Doria (PSDB), pois quem trai Paulo trai João, mas eu tenho certeza que cá (na cidade) não vai sobrevir essa situação de aliciamento. Até porque somos aliados eleitorais e de governo”, minimizou Campos.

Mesmo em tom conciliador, a enunciação do dirigente petebista se dá em momento que se cogitou sondagens do tucanato a políticos da base, uma vez que Edson Sardano (PTB), vereador licenciado e secretário municipal de Segurança Urbana. Sardano tende a ser candidato a deputado federalista e tem falado, nos bastidores, que permanece na para pleitear a vaga no Congresso. “Considero postura incorreta ir detrás de coligado. Qual vantagem seria, para mim, cooptar alguém do PSDB? É romper o cordão da associação, incabível, desleal. Creio que lá (no tucanato) eles também consideram que seria tiro no peito”, disse Campos, ao reiterar que não faz sentido enfraquecer parceiro. “O tempo tem asas. Daqui a pouco estamos em 2020.”
O PTB possui o posto de vice-prefeito, com Luiz Zacarias, registrando ainda três espaços no cimalha escalão do governo tucano. Além de Sardano, o próprio número dois do Paço é secretário de Serviços Urbanos e Dinah Zekcer, presidente municipal da legenda, comanda a Pasta da Ensino. Até o momento, somente Sardano se coloca uma vez que postulante pela grémio. Não há dobrada sítio formada. Apesar de eventual espeque ao pleito, o vice, por exemplo, não sinalizou pretensão de entrar na recontro pela Câmara. “O Zacarias tem todas as condições (políticas), história, só que eu não irei interferir nessa decisão. Meu trabalho será de fortalecer. Não existe esse negócio de suplente de mercado”, citou Campos.
O dirigente se reuniu com as principais lideranças da . Assinalou, no encontro, que o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do esquema do Mensalão do PT e que era filiado ao partido no Rio de Janeiro, já oficializou a mudança do residência eleitoral para São Paulo – movimento que visa retrair votos à legenda. Alegou que um dos principais planos em 2018 é escolher Geraldo Alckmin (PSDB) presidente da República e descartou cenário de espeque a Doria ao governo de São Paulo. “Ninguém aceita marchar ao lado de quem trai”. Requereu geração de três departamentos internos: PTB afro, sindical e resguardo bicho. 

‘Seria ofensa direta a mim cooptar coligado’, alega Campos
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