Servidores andreenses e de Diadema projetam paralisações e protestos na semana que vem

Os sindicatos de servidores públicos de Santo André e Diadema intensificaram a pressão por reajuste salarial e já começam na terça-feira suas primeiras manifestações.
O Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de Santo André inicia semana que vem série de paralisações pontuais de determinados setores do funcionalismo. A primeira categoria a parar deve ser a dos motoristas da Educação, na terça-feira. Ainda há a possibilidade de motoristas de outros departamentos também realizarem paralisação. No dia 25, o funcionalismo deve realizar ato com carro de som por ruas da cidade.

Já o Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) decidiu ontem, em assembleia, realizar greve geral no dia 24.
No centro das duas manifestações estão impasses entre as propostas salariais dos sindicatos e do Executivo.
Em Santo André, a administração do prefeito Paulo Serra (PSDB) ofereceu a reposição da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que foi de 2,68% em 2017.
O sindicato, por sua vez, pede incorporação de R$ 100 ao salário, quantia que seria referente a valores do reajuste do ano passado. A categoria exige ainda que a correção salarial seja feita pelo IPC/DI (Índice de Preços ao Consumidor Disponibilidade Interna), medido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), que chegou a 3,07%. A pauta inclui ainda a ampliação do vale-alimentação no valor de R$ 110, que chegaria a cerca de 5.000 servidores.
Em Diadema, a pauta do sindicato inclui pedido de 10% de reajuste, retroativo a março, vale-alimentação de R$ 450 e vale-refeição equivalente ao dos servidores da Câmara, de R$ 31 por dia. Além disso, o sindicato também fez críticas às dívidas de R$ 108,3 milhões do Paço com o Ipred (Instituto de Previdência de Diadema).
Para o presidente do Sindema, José Aparecido da Silva, o Neno, a categoria deve negociar uma saída para o rombo. “Queremos buscar meios para que os repasses não atrasem mais. Teremos uma reunião no dia 21 para discutir o assunto com o Ipred e com os vereadores”, comentou.
O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), ofereceu proposta de reajuste salarial de 7,02%. A oferta foi rejeitada pela categoria, que alegou que, apesar de o índice se referir à soma das reposições inflacionárias deste e do ano passado, o governo propôs dividir esse pagamento em duas vezes, além de condicionar a concessão do aumento à redução do limite de gastos com folha de pagamento e ao parcelamento da dívida da Prefeitura com o Ipred.
(Colaborou Fábio Martins) 

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