O Seta Atacadista, rede que mistura atacado e varejo, vem
anunciando desde janeiro o fechamento de unidades em todo o
Estado e, inclusive, no Grande ABC. Até então, haviam sido
encerradas sete das nove lojas da região, porém, na
segunda-feira, as duas últimas – na Vila João Ramalho, em Santo
André, e na Vila Noemia, em Mauá – finalizaram as atividades e
demitiram 150 trabalhadores, segundo o Secabc (Sindicato dos
Comerciários do ABC). Ao todo, portanto, o atacarejo dispensou
500 profissionais neste ano.

De entendimento com o diretor do Secabc, Daniel Dias, um benefício
foi negociado e os trabalhadores poderão comprar até R$ 1.000
em mercadorias a serem descontados do valor da rescisão. A
homologação deve sobrevir em até dez dias, e o pleito da
entidade é que o Seta garanta o pagamento integral dos direitos
dos ex-funcionários. “O sindicato irá entrar com ações
individuais caso a empresa não cumpra com sua secção”, avisa.

Vale lembrar que os demitidos em janeiro terão suas rescisões
parceladas em dez vezes e obrigaçãoão receber a primeira parcela
até o termo deste mês. O Diário não conseguiu contato com o Seta.
 

Seta Atacadista fecha duas últimas unidades da região
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