Situação da Saúde gera atos violentos

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 A falta de estrutura que precariza o serviço de Saúde
desperta a revolta da população, fazendo muitas vezes com que
essa ira se transforme em violência, verbal ou física, contra
os profissionais que atuam na área, principalmente os do setor
de enfermagem, contato inicial dos pacientes. Neste ano, ao
menos seis trabalhadores do setor público – quatro em Santo
André e dois em São Caetano – sofreram qualquer tipo de agressão.
As prefeituras das demais cidades não forneceram informações a
saudação do tópico.

No município andreense, as notificações foram comunicadas ao
Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina
do Trabalho. A Prefeitura não informou se as quatro violências
foram verbais ou físicas. Após o ocorrido, dois profissionais
pediram encolhimento do trabalho. Em São Caetano, durante
internação de um paciente, familiar se desentendeu com duas
funcionárias e, após subida, o parente retornou para agredi-las.
Ambas ficaram afastadas por um mês.

Pesquisa realizada pelo Coren-SP (Recomendação Regional de
Enfermagem de São Paulo) revelou que 77% dos profissionais de
enfermagem já sofreram violência no envolvente profissional.
Pacientes e acompanhantes correspondem a 66,5% dos agressores.
“Vivemos situação socioeconômica complicada. Com isso, a
demanda por serviços de Saúde tem aumentado demasiadamente,
serviços estes que estão aquém da complicação de atendimento e
isso pode gerar estresse”, fala a professora de Enfermagem da
USCS (Universidade Municipal de São Caetano) Silvana Tognini.
“A violência é um contexto sério, que deve ser levada a
discussões amplas para que se elabore projetos que melhorem a
qualidade de assistência da Saúde”, completa.

Dois anos atrás, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento)
União/Alvarenga, em São Bernardo, o facilitar de enfermagem
Luciano Rodrigues, 46 anos, foi agredido com tapa na ouvido
pelo namorado de uma mulher que aguardava atendimento. “A UPA
estava lotada e foi durante a triagem, onde avaliamos quais
casos precisam de prioridade.”

A enfermeira Amanda Rodrigues Guedes Fernandes, 30, que
trabalha em um hospital público em Santo André, conta que a
violência verbal é quase que diária. “A falta de estrutura e a
superlotação dos serviços acabam caindo sobre a enfermagem, que
está sempre na risco de frente nos serviços de Saúde. Mas
precisam entender que somos importantes para a recuperação ou
prevenção de doenças.”

Hoje, às 8h30, o Coren-SP promove estirão em Santo André,
partindo da Praça do Carmo, visando mostrar que a violência não
resolve os problemas da Saúde. O ato deve racontar com o prefeito
Paulo Serra (PSDB).

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