Sto.André confirma primeiro registro de febre amarela

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O Grande ABC registra novo caso confirmado
de febre amarela. Trata-se de paciente de Santo André que
viajou a Minas Gerais, Estado que enfrenta surto da doença –
987 casos e 68 óbitos no totalidade. Conforme a administração
andreense, a vítima é um varão de 57 anos, morador do bairro
Cimalha de Santo André, foi contaminado em Santa Maria do Suaçuí,
e atendido na rede de Saúde de São
Paulo.

O totalidade de casos confirmados de
vítimas acometidas pela febre amarela na região é incerto,
tendo em vista imprecisão em relação aos dados encaminhados
pelas administrações. Diadema confirmou, no dia 30 de janeiro,
dois pacientes da cidade com a doença (jovem de 11 anos e
um varão de 60), ambos casos importados. Já São Bernardo
destacou, um dia depois, registro de paciente infectado pelo
vírus transmitida por mosquitos Haemagogus e Sabethes, comuns
em áreas de mata, no entanto, trata-se de pessoa que mora em
Diadema e foi atendida pela rede de Saúde da cidade
vizinha.

O Grande ABC tem ainda outros
seis casos da doença sob investigação, sendo dois em Santo
André (mulher de 28 anos, moradora da Vila Luzita, e que esteve
em Minas Gerais; e mulher de 29 anos, moradora de Diadema, e
que viajou recentemente para o Paraguai, para o Pantanal e para
o Interno do Estado). São Caetano destacou que há registro de
um caso suspeito, sem especificar sexo e
idade.

Diadema afirma que aguarda
resultado de laudo de exames de dois pacientes para confirmar
ou descartar a febre amarela e Ribeirão Pires continua
investigando caso de paciente do sexo masculino que visitou a
Minas Gerais, Espírito Santo e Mato
Grosso.

Mauá e São Bernardo destacaram
que não têm registros de pacientes em situação suspeita ou
confirmada da doença. Rio Grande da Serra não forneceu
informações ao Diário.

Conforme o professor de
Infectologia da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC) Munir Akar
Ayub, o aumento dos casos confirmados e suspeitos de febre
amarela na região é preocupante, mas não motivo para orgulho. “A
preocupação é para quem vai para a área de risco. O mosquito
(Aedes aegypti) pode transmitir essa doença para outras
pessoas, mas as chances são poucas. As pessoas estão se
contaminando pelo mosquito da mata. Aqueles que não vão viajar
não têm por que tomar a vacina”,
afirmou.

O Aedes aegypti, transmissor da
dengue, zika vírus e febre chikungunya, também pode transmitir
o vírus da doença, caso o mosquito pique o paciente infectado e
outra pessoa. No entanto, a febre amarela não é transmitida de
pessoa para pessoa.

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