Em balanço de um semestre à frente do Paço, o prefeito de Santo
André, Paulo Serra (PSDB), apontou a diminuição de 63% do
deficit herdado da gestão Carlos Grana (PT), fechado no valor
de R$ 325,2 milhões. O montante de sobras a remunerar, segundo o
tucano, está hoje em R$ 120,1 milhões. A redução totalidade das
dívidas de pequeno prazo seria, portanto, de R$ 205,1 milhões,
contabilizando neste balanço financeiro a quitação efetiva de
R$ 110 milhões. O restante da quantia, referente a débitos com
fornecedores, estaria já parcelada, em harmonia com as empresas.
“Foram negociados e deixaram de ser dívidas imediatas. Ficaram
a médio prazo. É número significativo.”

Em relação aos últimos três meses, a contração foi de muro de
R$ 80 milhões, uma vez que o índice havia caído 38% na
oportunidade. Ao lado dos secretários José Grecco (Gestão
Financeira) e Leandro Petrin (Assuntos Estratégicos), o tucano
pontuou que, a partir do decreto em que registra regras para
saldar os débitos deixados pelo governo anterior – rombo
gelado em janeiro, sob o compromisso de voltar a remunerar em
dia –, o Executivo negociou dívidas com 742 fornecedores –
unicamente 21 empresas não procuraram a administração municipal
para firmar parcelamento. “As dívidas de até R$ 30 milénio já
pagamos todas.”

Os acordos para pagamentos se estendem até o termo do procuração. Os
débitos com parcelamento superior a 12 meses atingem R$ 63,4
milhões. Grecco descartou possibilidade de zerar o rombo neste
exercício, apesar do aperto nos cintos anunciado durante
coletiva de prelo. “Temos programado aproximadamente R$ 3
milhões por mês no ano. Reduz um pouco em torno de R$ 20 milhões (a
mais)”, disse. Na atividade, foram destacadas as medidas de
galanteio de cargos comissionados, carros oficiais, celulares
corporativos e cancelamento do Carnaval, além da entrega
gradativa de imóveis alugados. “Maior símbolo desse equívoco
era o prédio da Sosp (antiga Secretaria de Obras). Com essa
liberação (do espaço em agosto), vamos forrar R$ 200 milénio
por mês. No totalidade, (com outras devoluções) o número é de R$ 4,4
milhões”, disse o prefeito.

No que trata-se dos gastos com horas extras do funcionalismo,
Paulo Serra falou que a média de economia é da ordem de R$ 1,8
milhão ao mês em comparação com 2016. A folha de pagamento, por
sua vez, de harmonia com o tucano, enxugou em R$ 1 milhão mensal
em relação ao ano pretérito. “Eram muro de 540 (postos em
comissão) no pretérito. Caiu para 320 hoje. Essa política é
permanente”, sustentou. O tucano citou que, apesar dos
problemas financeiros, conseguiu viabilizar alguns compromissos
de campanha. Elencou o comitê integrado da GCM (Guarda Social
Municipal) com a Polícia Militar, operação delegada municipal,
entrega de kits escolares e uniforme, além de vedar a falta
d’água. 

Sto.André revela redução de 63% de deficit herdado
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