Sto.André traça meta para Saúde da Família

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Com somente 25% de cobertura do PSF (Programa Saúde da Família)
em Santo André, a Prefeitura tem uma vez que meta a ampliação para 85%
até 2020. O anúncio foi feito ontem pelo prefeito Paulo Serra
(PSDB), durante a brecha do Primeiro Encontro de Interação
com os agentes comunitários de Saúde (296, no totalidade), realizado
em parceria com a Fundíbuloção do ABC, na Faculdade de Medicina do
ABC.

O município conta com 165,6 milénio pessoas assistidas, o que
corresponde a aproximadamente 41,4 milénio famílias. As
responsáveis pelos atendimentos são 50 equipes de Estratégia
Saúde da Família e duas equipes de Estratégia de Agentes
Comunitários de Saúde.

A projeção da administração é que, até o termo do ano, a
cobertura chegue a 35%. Uma das UBSs (Unidades Básicas de
Saúde) que já está com a expansão em planejamento é a da Vila
Guiomar. “Vamos levar o Ambulatório de Moléstias Infecciosas,
que funciona lá (Vila Guiomar), para a UBS Meio (a teoria é
que passe a funcionar no prédio que abrigava a UPA Meio, na
Rua Coronel Agenor de Camargo) e conseguiremos um espaço vago
na UBS Vila Guiomar para ampliar de uma para sete as equipes da
Estratégia de Saúde da Família”, explicou a secretária de
Saúde, Ana Paula Peña Dias. Para o próximo ano, o projecto é que a
cobertura atinja 50%, passando a 70% em 2019 e, finalmente, a
85% em 2020.

Durante o anúncio, o prefeito ressaltou que, além da ampliação
do quadro de colaboradores, será feito trabalho de valorização
dos agentes comunitários. “Já estamos implantando melhorias
para a categoria, uma vez que a entrega de novos uniformes, e
discutimos atualmente questões salariais com o sindicato.
Precisamos valorizar os agentes comunitários em nosso
município, pois contamos com o trabalho e o esforço desses
profissionais para que a Saúde na cidade volte ao patamar do
qual nunca deveria ter saído.”

DEMAIS CIDADES

Reportagem publicada pelo Diário em 8 de maio
mostrou que o PSF atende a respeito de 1,2 milhão de pessoas no
Grande ABC. Diadema atinge cobertura de 67,06%, seguida por São
Bernardo (60%), Mauá (57,14%), São Caetano (54,97%), Ribeirão
Pires (30,17%) e Rio Grande da Serra (7,66%).

Na ocasião da publicação da matéria, a Prefeitura
são-bernardense declarou que planeja chegar a 80% de cobertura
em até dois anos. Mauá afirmou que mudanças nas equipes ou no
programa estão em estudos de viabilidade, Ribeirão Pires não se
posicionou sobre o tópico, enquanto as demais cidades não
informaram.

A professora de Saúde Coletiva da FMABC (Faculdade de Medicina
do ABC) Vânia Barbosa do Promanação salientou a importância da
procura pela cobertura de 100%. “Com o programa, as pessoas não
ficam batendo em todos os serviços atrás de atendimento, pois
tem equipe em quem confia, que vai estimar o caso e encaminhar
para o sítio correto. Isso diminui o atendimento no
pronto-socorro e as internações, pois 70% dos problemas de
Saúde podem ser resolvidos na Atenção Básica.”  

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