Suzantur mantém veículos fora do padrão após segundo prazo

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A Suzantur continua operando com veículos fora do padrão nas 15
linhas administradas em caráter emergencial na região da Vila
Luzita, em Santo André. A empresa descumpriu o segundo prazo
dado pela administração municipal para adequações exigidas no
contrato, expirado ontem. Entretanto, a Prefeitura segue
fazendo vista grossa para os problemas, já que a SATrans
(autarquia responsável pelo transporte municipal) autorizou a
manutenção dos coletivos nas cores branca e vermelha, quando o
ideal seria azul, amarelo e branco.

O primeiro prazo para que toda a frota estivesse padronizada e
completa venceu no dia 7 de novembro, um mês após o início da
operação da empresa no município. Mesmo não estando previsto em
contrato, houve prorrogação do período de maneira informal por
parte da administração, fato repetido ontem.

“Por ser contrato emergencial de seis meses, não foi
obrigatório pintar os veículos (nas cores branca, azul e
amarela) iguais aos demais que possuem contrato por 15 anos”,
disse em nota a Prefeitura.

No Terminal Vila Luzita, os coletivos se dividem entre dois
tipos: os de cor vermelha com detalhe em azul e os que são
totalmente brancos. “Confunde muito. Quem não é daqui não sabe
se o ônibus é intermunicipal ou não. Nos primeiros dias, todo
mundo perguntava para os motoristas”, declarou o aposentado
Jorge Ricardo Matos, 65 anos.

Outra exigência do edital, a frota total da Suzantur só foi
ampliada recentemente. Até então, a viação disponibilizava
apenas 80 coletivos. O mínimo exigido em contrato é de 82
veículos, sendo que a empresa atua hoje com 86.

Mesmo assim, os usuários reclamam da lotação dos ônibus e do
longo tempo de espera. A linha TR-101, que faz o itinerário
entre o Terminal da Vila Luzita e a Estação Santo André, é
operada por 15 ônibus. A equipe do Diário foi até uma das
estações na Avenida Capitão Mário Toledo de Camargo e observou
que a maioria dos veículos estava lotada, mesmo sendo por volta
das 14h. “A gente percebe que demora bem mais do que antes.
Pode demorar até 20 minutos para chegar e, se for em horário de
pico, ele não para de tanta gente que tem dentro, afirmou a
dona de casa Sandra Toselli, 42.

A equipe do Diário também flagrou dois ônibus que não pararam
na estação. Um deles por estar muito cheio e o outro por vir
direto da garagem. No momento, a estação tinha cerca de dez
pessoas, que tiveram de pouco mais de dez minutos até outro
coletivo. “É um absurdo que a gente passe por isso. Desde que
essa nova empresa assumiu não tem mais condições de usar o
transporte público. Tive de esperar passar três ônibus para
conseguir subir”, reclamou o metalúrgico João Pereira de Souza,
63.

O copeiro Manoel Lacerda, 58, mora no Jardim Represa e acorda
mais cedo para não correr o risco de perder a hora. “É melhor
ficar de pé mais cedo uns 20 minutos (no ponto), para não
chegar atrasado, Sem dúvida, esse é o principal problema.”

A Prefeitura não se pronunciou a respeito de punições à
empresa. Conforme o contrato emergencial, frota em desacordo
com o estipulado no documento prevê multa de 250 FMPs (Fatores
Monetários Padrão) – cerca de R$ 877.

A garagem da empresa, localizada em um terreno no Centro,
também não está adequada para o abastecimento dos veículos. Em
caso do espaço estar em desacordo com o estabelecido no
contrato, a multa prevista é de aproximadamente R$ 1.228.

O edital para escolha da nova empresa que vai assumir as linhas
da Vila Luzita em definitivo e substituir a Expresso Guarará
tem previsão de ser publicado no dia 29. O cronograma da
administração prevê que as propostas das empresas interessadas
sejam abertas em fevereiro e o contrato, assinado em março.
Todo o trâmite deve estar concluído em abril de 2017.

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