Terceirizados da FSA paralisam os serviços

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Funcionários terceirizados do serviço de limpeza do colégio da
Fundíbuloção Santo André, na Vila Príncipe de Gales, estão com os
braços cruzados desde a terça-feira. O motivo é o detido de 55
dias do pagamento de salário de maio, além de benefícios porquê
vale-transporte e alimentação. Está agendada para hoje reunião
entre a empresa Setta Serviços Terceirizados Eireli, a
instituição de ensino e o Siemaco-ABC (Sindicato dos
Trabalhadores em Empresas de Higiene e Retémção Ambiental,
Limpeza Urbana e Áreas Verdes).

Na manhã de ontem, secção dos 48 trabalhadores contratados para
atuar na limpeza do colégio da Fundíbuloção Santo André se reuniu
em frente à instituição de ensino para cobrar solução para o
problema. “A informação que temos é a de que a Fundíbuloção pagou a
empresa, que não repassou aos funcionários. Os trabalhadores
estão sem assistência. Chegaram ao ponto de ter de coletar
latinhas de alumínio para conseguir recursos para comprar pães
para o café da manhã e custear o transporte”, observa o
assessor de base do Siemaco-ABC, Roberto Gomes.

Para uma das funcionárias, que prefere não se identificar por
temer represálias, a situação é ainda mais grave, tendo em
vista que o marido também é prestador de serviços da Setta
Serviços Terceirizados Eireli. “Estamos trabalhando há três
meses e a renda totalidade da família está comprometida. Eu trabalho
no vez das 6h às 15h e meu marido, das 15h às 22h”, destaca a
mãe de cinco filhos. Cada funcionário recebe salário de R$
1.078. “A situação está crítica, tem de pesquisar latinha para
poder comprar o pão das crianças. Estou há dois meses sem remunerar
aluguel (R$ 700 por mês). A dona da vivenda falou que tenho até o
dia 9 para assestar, mas não sei de onde tirar”, revela.

Outra trabalhadora que também tem pavor de dar o nome ressalta
ter vindo de Macapá, capital do Amapá, há um ano para o Grande
ABC e, depois de batalhar o trabalho, tem pavor do porvir. “Pago
aluguel de R$ 500 e moro sozinha. O proprietário da vivenda está
entediado comigo pelo detido”, lamenta.

A FSA destacou que o pagamento referente ao mês de abril foi
saldado à empresa terceirizada no dia 4 de maio e que, assim
que tomou conhecimento de que o repasse não havia sido feito
aos funcionários, notificou a Setta, que não apresentou
qualquer explicação formal. A instituição afirma estar
tomando providências para a rescisão contratual. Além disso, a
fatura do mês de maio será retida para resguardar os direitos
dos funcionários terceirizados.

A equipe de reportagem do Diário não conseguiu contato com
representantes da Setta Serviços Terceirizados Eireli, empresa
fundada em 2015 em Botucatu, no Interno.

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