Tesouro no Centro de Santo André

 A sensação de viagem ao passado é inevitável quando se passa – e principalmente quando se entra – na casa instalada na Rua Campos Sales, 414, no Centro de Santo André. O espaço contrasta com prédios altos e lojas, mas mantém, brilhantemente, a lembrança do que foi o município nos anos 1920, período em que foi erguida a construção.
Antiga residência do casal Bernardino Queiroz dos Santos e Paschoalina Guazelli, o espaço, que viveu abandono no início dos anos 2000 e passou por restauro durante 13 meses até ser entregue à população em 2007, abriga a Casa do Olhar Luiz Sacilotto. Ligada ao universo das artes visuais, completa hoje 25 anos.

E em seu aniversário, ainda que sem festa, o local convida a população para apreciá-lo. Só sua arquitetura, vitrais, janelas e corredores já valem a visita. Mas a Casa do Olhar vai além e promove, constantemente, exposições e várias ações. Quem passar por lá até dia 25 pode conferir a mostra RAW, com pinturas do artista paulistano Nilson Sato.
Uma das salas da Casa, como lembra Nilo de Almeida, encarregado pelo espaço, é dedicada às obras do andreense Luiz Sacilotto, morto em 2003 e que dá nome ao local. Lá estão peças importantes, como as gravuras 33 e 28.
Vale lembrar que estão sob tutela da Casa do Olhar o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, que em 2018 chegará à sua 46ª edição, e o Espaço Permanente do Acervo de Arte Contemporânea – Pinacoteca de Santo André, localizado na Sabina Escola Parque do Conhecimento.
“A Casa do Olhar remete à importância das artes visuais em Santo André, que tem relação muito forte com a linguagem artística”, afirma Almeida. Coordenador do local, Milton Toller diz que a casa está livre de rótulos e apresenta desde grafite até obras de nomes consagrados das artes plásticas. “Nossa posição não é passiva, tentamos potencializar todo artista que chega.”
Além dos espaços para exposições, há um ateliê e um jardim com escultura de Sacilotto. O local serve, também, para promover debates e plantar ‘sementes positivas’. Almeida comenta sobre gente que teve contato com a arte por meio do trabalho da casa e se tornou educador social. Segundo o encarregado, o objetivo principal da Casa do Olhar é promover o papel transformador que a arte pode oferecer ao ser humano.

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