UFABC participa do desenvolvimento de sistema para nanossatélites

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A UFABC está participando do projeto de desenvolvimento de um
sistema para nanossatélites da categoria CubeSat, no âmbito de
uma cooperação com a Universidade Federalista de Minas Gerais
(UFMG) e o Instituto Pátrio de Pesquisas Espaciais (INPE).
CubeSats são microssatélites em forma de cubo, com unicamente 10
centímetros de aresta, e figuram na lista de tendências futuras
de tecnologia da Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE), publicada no Relatório OECD
Science, Technology and Innovation Outlook 2016.

As finalidades e aplicações dos nanossatélites são as mais
diversas e estão ampliando-se com a miniaturização de sistemas,
uma vez que sensores para imageamento. Em comparação com grande
projetos (uma vez que os satélites CBERS, da cooperação Brasil-China),
seus custos são muito inferiores, tanto em desenvolvimento e
construção quando em lançamento. “Um foguete pode lançar
dezenas de CubeSats simultaneamente, assim uma vez que um coletivo de
satélites pode lançar vários deles para executar missões, em
vez de unicamente um satélite maior e mais multíplice. Isso dá
robustez ao sistema, pois quando um lacuna, os demais podem
continuar cumprindo a missão”, explica o professor Luiz
Martins. Além disso, enfatiza, os nanossatélites democratizam a
tecnologia espacial, uma vez que tornam viável que pequenas
empresas e universidades desenvolvam sistemas desse tipo.

O módulo de do qual desenvolvimento a UFABC participa é denominado
Sistema de Determinação de Atitude Tolerante a Falhas (SDATF).
Formado por processadores, sensores e softwares, sua função é
computar a orientação espacial do satélite a partir de medidas
do campo geomagnético e da direção do Sol. Entre suas
características principais estão a arquitetura, que compreende
redundância em hardware; ferramentas de tolerância a falhas
causadas pela radiação, que atinge o satélite em seu voo
espacial; e o esforço de construção de um dispositivo de ordinário
dispêndio, dimensões e peso adequados às restrições dos
nanossatélites. O software do SDATF contém códigos
computacionais que realizam a determinação de atitude e de
algoritmos auxiliares, uma vez que a propagação de órbita, além de
cálculo dos valores teóricos da posição do Sol e do vetor do
campo geomagnético, a partir da posição onde se encontra o
satélite.

A lanço seguinte do desenvolvimento do dispositivo consiste de
testes em laboratórios especializados (a serem realizados no
INPE), seguidos do teste em voo, na condição de trouxa útil
embarcada num satélite da Universidade Federalista de Santa Maria
(UFSM): o NanoSatC-BR2. Esse satélite faz segmento de um programa
de desenvolvimento de nanossatélites do INPE e da UFSM, bravo
pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e coordenado pelo
pesquisador Otávio Durão (INPE), denominado NanoSatC-BR. O
primeiro satélite do programa (NanoSatC-BR1) foi lançado há
quase três anos e segue voando, em órbita no espaço. O
NanoSatC-BR2 é um nanossatélite 2U do tipo CubeSat. Nessa
categoria, os satélites seguem um padrão de dimensões onde uma
unidade 1U equivale a um cubo de 10 centímetros de aresta. Além
do módulo SDATF, o NanoSatC-BR2 levará uma segunda trouxa útil:
uma sonda de Lagmuir, experimento científico de pesquisadores
do INPE para medir temperatura e densidade de plasma no espaço.

A equipe do projeto é composta pelos professores Luiz Martins
(UFABC) e Ricardo Duarte (UFMG), além dos pesquisadores Hélio
Kuga e Valdemir Carrara (INPE) e de estudantes de ambas as
universidades. Para o professor Luiz Martins, “a participação
da UFABC no desenvolvimento do SDATF, assim uma vez que nossa
participação no projeto do porvir nanossatélite SERPENS-3 (da
AEB), nos insere em temas de ponta do cenário mundial das
inovações tecnológicas relevantes”.

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