Um mês de Rogério Ceni: o que de fato mudou dentro do São Paulo

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Neste sábado, Rogério Ceni completa um mês como técnico do São
Paulo. Apesar de o time ainda não ter disputado uma partida
oficial no Brasil, muita coisa está diferente dentro do clube
desde a reapresentação dos jogadores no dia 4 de janeiro.

Uma das primeiras mudanças é de ordem prática, na rotina de
quem trabalha no CT da Barra Funda. Na maior parte do tempo, o
ex-goleiro tentou implantar o sistema de cinco períodos de
trabalho para um de folga. Assim, por exemplo, o time treinava
de manhã e à tarde na segunda-feira e na terça. Fazia mais uma
sessão na quarta antes do almoço e depois ganhava um descanso.

Desta maneira, durante a pré-temporada, nos Estados Unidos, os
atletas conseguiram alguns momentos para ficarem livres para
fazer compras ou sair para comer, com a moderação necessária
para um profissional, como recomendou o ex-goleiro. Tal postura
de Rogério Ceni foi vista com bons olhos pelo elenco.

Nos treinamentos, apesar do clima amistoso, o comandante não
poupou os seus pupilos. Como era previsto, as atividades
passaram a ser mais intensas. Os treinos são montados por
Rogério Ceni e o seu assistente inglês Michael Beale um dia
antes.

Algumas novidades foram implantadas. Os jogadores tiveram, por
exemplo, de treinar em um labirinto de estacas, que eram
colocadas no meio do campo. No caso, um atleta passava para o
outro, que era marcado por Rogério Ceni ou Pintado, sem a bola
poder encostar em uma das estacas. Depois de superar os
obstáculos e o marcador, era feito o chute para o gol.

Os goleiros também não ficaram sem ter um tratamento
diferenciado. Sob a supervisão do preparador Haroldo Lamounier,
que substituiu Carlos neste ano, os arqueiros já tiveram, por
exemplo, de defender bolas de tênis que eram lançadas por
raquete.

Os jogadores que subiram recentemente das categorias de base,
como Shaylon e Luiz Araújo, também passaram a contar com o
apoio e a confiança do treinador. Não são raros os momentos em
que ele aproveita um tempo do treinamento para conversar e dar
conselhos aos mais jovens.

A pressão sobre a equipe, ao menos nesse início de trabalho,
diminuiu. Afinal, além de contar com Rogério Ceni, um dos
maiores ídolos da história do clube, como escudo, os jogadores
conquistaram o torneio amistoso Florida Cup, nos Estados
Unidos, sobre o Corinthians.

 

Para tentar unir mais o time, Rogério Ceni promoveu partidas
de futebol americano e foi com todo o elenco passear nos
parques de diversão de Orlando, durante a folga da Florida
Cup.

 

Também um pouco por conta do prestígio de Ceni, a diretoria
se empenha para reforçar o elenco após a saída de David
Neres, vendido ao Ajax, da Holanda, por R$ 50 milhões. A
ideia é contratar um centroavante, um volante e tentar
antecipar a volta do atacante Rogério, que está emprestado ao
Sport até maio. A intenção da diretoria é não repetir com
Rogério Ceni o que aconteceu com Juan Carlos Osorio, que
perdeu oito jogadores no meio da temporada em 2015.

 

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