Um pedaço do paraíso muito no meio da cidade

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 No meio da cidade, um cenário típico de rancho do
Interno. Há mais de 20 anos, moradores do bairro Santa
Terezinha, em Santo André, ajudam a manter o Pesqueiro
Girassol, localizado na Avenida Engenheiro Olavo Alaysio de
Lima, próximo à Craisa (Companhia Regional de Fornecimento
Integrado de Santo André).

A área em questão, que ocupa trecho do Córrego Jundiaí, era
antigamente segmento de piscinão, que foi fechado pela população e
hoje abriga diversas espécies de peixes, porquê tilápias,
traíras, piramboias, pacus, bagres e tambaquis, além de outros
animais, porquê tartarugas, gansos, garças e galinhas.

O aproximação e o uso do pesqueiro são gratuitos. Os visitantes, no
entanto, só podem praticar a pesca esportiva – isto é, pescar e
restituir o peixe ao lago. Placas espalhadas pelo sítio advertem
os pescadores que o peixe é impróprio para consumo. O espaço
também abriga diversas árvores frutíferas, porquê ameixeiras,
mangueiras, pitangueiras, laranjeiras, limoeiros e abacateiros,
livres para o consumo da população.

O Pesqueiro Girassol não possui um proprietário único e
definido, já que é mantido pela população do Santa Terezinha.
Edson Barbosa, 29 anos, é indicado pelos frequentadores porquê um
dos administradores do espaço. Ele informa que passou a tomar
conta do sítio após a morte do idoso possuinte, em 2010. “Ele havia
tentado me vender o pesqueiro, mas não comprei. Seis anos
atrás, ele veio a falecer e então comecei a cuidar daqui”.
Mesmo com a gratuidade do serviço, os visitantes podem
contribuir voluntariamente para ajudar a custear a manutenção e
a ampliação do sítio, que deve lucrar uma cobertura para
possibilitar o uso durante as chuvas.

Marco Antônio Gilber, 59, frequenta o lugar há mais de 15 anos.
“A primeira vez que vim cá, caiu-me o queixo. É inimaginável
um espaço desses no meio de um meio urbano. É um mini
paraíso”, disse o emérito. “Já trouxe a minha neta, as
crianças se divertem muito.”

E até mesmo quem não pesca se diverte no sítio. “A natureza é
um envolvente gostoso. A prefeitura poderia ajudar mais cá, mas
quem cuida em universal é o pessoal do bairro”, declarou o pintor
Alexandre Almeida, 41.

“Conheci o lugar por invitação do pastor da minha igreja, há uns
oito ou nove anos, e agora venho todo dia”, contou o emérito
Ênio Peixoto, 88 anos, considerado o frequentador mais velho do
pesqueiro. Ele substituiu seu tempo em morada para viver
histórias de pescador. “Tem uns peixes de até dez quilos cá,
e eles devem ter um arsenal de anzóis na boca, de tanto que
quebram.”

 

População se queixa de galhos de árvores longos e lixo nas
calçadas

 

Apesar de os moradores se esforçarem para cuidar do interno do
Pesqueiro Girassol, no bairro Santa Terezinha, Santo André, as
condições ao volta do espaço não estão boas.

As calçadas da Avenida Engenheiro Olavo Alaysio de Lima
frequentemente estão cobertas por objetos descartados
irregularmente. Em algumas situações, o lixo, que varia de
galhos de árvores caídos a disquetes de computador, chegam a
cobri-las completamente, forçando os pedestres a se aventurar e
a marchar pela rua.

Além das calçadas, o trecho de grama que muro o córrego
Jundiaí, paralelo à avenida, também sofre com o descarte
irregular de entulho e detritos de grande porte, porquê sobras de
móveis.

Os moradores e os frequentadores do pesqueiro comunitário
também se queixam das árvores ao volta da avenida, cujos galhos
se estendem até a rua. Eles sugerem a poda.

Procurado pela equipe do Diário, o Departamento de Parques e
Áreas Verdes informou que reclamações e solicitações para a
vistoria de árvores devem ser encaminhadas pelo telefone 0800
019 1944. O prazo de resposta aos munícipes é, em média, 30
dias. A Resguardo Social informa que nenhuma solicitação sobre o
endereço foi feita desde 2016.

Em relação ao lixo, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento
Ambiental de Santo André) informou, em nota, que faz limpeza no
sítio mensalmente, sendo que a última foi feita entre quarta e
quinta-feira. A autonomia recomenda que o sítio adequado mais
próximo para o descarte de lixo volumoso é a estação de coleta
Antonina, no número 945 da mesma avenida, esquina com a Rua
Alemanha.

O córrego Jundiaí passa por limpeza manual a cada dois meses. A
última intervenção foi em novembro, segundo o Semasa, e ainda
em janeiro a área deve passar por outra.

Um pedaço do paraíso muito no meio da cidade
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