UPA Meio está dentro de planejamento

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A UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Meio de Santo André,
fechada desde abril de 2016, está inserida no pacote de
retomada de obras da administração municipal. Segundo o
prefeito Paulo Serra (PSDB), o impasse é saber se a Prefeitura
terá de repor repasses ao Ministério da Saúde, estimado em
R$ 1,5 milhão. O lugar acabou virando refúgio de moradores de
rua. “A única discussão é se a gente vai ter de repor nascente
recurso, e isso esta sub judice do ministério, porque a UPA
funcionou durante um tempo. O PT fechou a UPA, o motivo não vou
discutir, e o governo federalista está decidindo se um tanto vai ter de
ser devolvido. É a única pendência.” 

A atual gestão vai integrar a unidade a EFS (Estratégia de
Saúde da Família) com o Armi (Ambulatório de Moléstias
Infecciosas). Hoje, a cobertura da Saúde da Família no
município é de 25%, e a meta é preconizar esse número para 90% até
2020. A previsão para reabertura do equipamento é maio de 2018.

Questionado, o Ministério da Saúde informou que a Prefeitura
não tinha formalizado a intenção de fechar a UPA 24 horas nem
de transformá-la em outro serviço. Mas, ressaltou ter publicado
portaria em janeiro, segundo a qual redefine as diretrizes de
padrão assistencial das unidades do tipo, na tentativa de
colocar as UPAs do País em funcionamento. “Com isso, a partir
de agora, os gestores poderão definir e escolher a capacidade
de atendimento das unidades com base em oito opções de
funcionamento e capacidade operacional, vinculando os repasses
de custeio mensais à quantidade de profissionais em atendimento
e não mais por tipologia de porte. A expectativa é que estas
unidades, que estão prontas ou em temporada de finalização das
obras, comecem a funcionar em um pequeno espaço de tempo”,
informou, por nota.

A Prefeitura de Santo André informou ter protocolado em março
ofício solicitando o descredenciamento do equipamento uma vez que UPA.
“O Ministério da Saúde nos retornou exclusivamente no término de junho,
orientando o município que, caso a Pasta de Saúde siga com a
desistência de utilizar o espaço uma vez que UPA, deveria enviar
alguns documentos para concluir o processo. Esses documentos
estão sendo levantados pela secretaria para serem enviados ao
governo federalista. Inclusive, no parecer, o ministério reconhece
que a unidade interrompeu os serviços em 2016. Paralelo a isso,
o prefeito, em suas idas a Brasília, tem articulado a
possibilidade de não repor o valor já repassado ao
município”, informou a administração. A saudação dos moradores
de rua, Paulo Serra informou que eles estão sendo retirados do
lugar, hoje desativado. “A administração mantém os programas de
abordagem social e Meio Pop permanentemente, além de oferecer
80 vagas em albergue. Sobre a segurança do equipamento, a GCM
(Guarda Social Municipal) aumentou as rondas na região”,
informou o texto. 

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