Vizinho acusa fábrica de fazer fragor de madrugada

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“A fábrica trabalha durante 24 horas do dia. À noite que a
situação atrapalha.” Cansado do fragor causado por uma empresa
que fica em frente ao seu prédio, na Avenida Dom Pedro II, o
encarregado de produção Nickolas Thomé, 27 anos, já entrou em
contato com todos os órgãos por meios dos quais acreditava
poder resolver o problema. “Já são sete meses convivendo com
leste ruído. Já liguei para a Polícia Militar, para o Semasa
(Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e
para a própria fábrica. Até agora zero”, lamentou o morador.

Apesar de ter buscado auxílio dos órgãos responsáveis, Thomé
relembra não ter recebido qualquer resposta para suas demandas.
O morador ainda afirma que somente a PM chegou a realizar uma
visitante na indústria para averiguar o que ocorria.

Com uma coleção de e-mails enviados com o objetivo de sanar o
problema, Thomé explica que dormir é praticamente impossível e
um dos quartos do imóvel está inutilizado devido ao fragor.
“Estou negociando com a dona do apartamento uma forma de
contornar leste problema. Caso contrário, vou mudar e arcar com
aluguel mais custoso, já que ali pago um pouco aquém do valor do
mercado”, explicou.

Thomé que mora com o irmão Marcelo, 25, também deixou de
testemunhar televisão no quarto, já que nem o som do aparelho
consegue resguardar o ruído que segmento da fábrica. “Às vezes temos
que aumentar muito o volume da TV, o que também fica uma coisa
incôvoga”, disse.

Morando no terceiro marchar do prédio, que segundo o próprio
morador deve permanecer a uns 150 metros da empresa, Thomé também já
procurou os responsáveis da fábrica por telefone e por e-mail.
“Eles nunca me atendem. Sempre dizem que os responsáveis não se
encontram. Os e-mails eles simplesmente ignoram.”

Por meio de nota, a fábrica de usinagem Madope explicou que
estranha o roupa, pois não teve qualquer reclamação sobre
fragor. A empresa ainda explica que opera desde 1966 no regime
de 24 horas e que há laudos atestando a atividade.

O Semasa também foi procurado e, por meio de nota, explicou que
não há reclamações de ruído registradas para leste endereço. A
autonomia também explicou que o morador precisa vincular ao 115,
de preferência quando há ruído, para que o órgão possa
registrar reclamação e fazer a fiscalização. Segundo o
expedido solene, o Semasa tem três horas e meia para
verificar o ruído no lugar.

Notificações

Somente nos seis primeiros meses de 2017, o Semasa atendeu 695
chamadas de reclamações envolvendo som amplificado e 130
chamados para averiguar ruídos provenientes de equipamentos
mecânicos.

Em todo o período de 2016, a autonomia recebeu 1241 reclamações
envolvendo sons amplificados e 396 chamados para apurar a
situação de fragor de equipamentos mecânicos. 

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