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Santo André lidera vagas no ABC; veja como entrar
Tempo estimado para leitura 11 minutos
Por
Danillo Leite
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Publicado em: 30 de setembro de 2026
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Atualizado em: 30 de setembro de 2026
Santo André teve o maior saldo positivo de empregos formais do Grande ABC em agosto de 2026, com 831 vagas, segundo o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. A cidade fez 13.151 contratações no mês, a maioria no setor de serviços. No primeiro semestre, foram 4.505 novos empregos com carteira assinada, o melhor resultado da região. Em 2025, o saldo anual foi de 5.040 vagas. A Prefeitura abre em 6 de outubro o segundo Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego do ano, com 9.103 vagas de 110 empresas, disponíveis até 31 de outubro apenas pelo portal da Casa do Trabalhador.
Santo André fecha agosto na liderança do emprego formal no ABC
Quem cresceu em Santo André se acostumou a medir a saúde da cidade pelo movimento das fábricas. Durante décadas, o Grande ABC foi sinônimo de indústria, e o emprego com carteira assinada estava ligado ao apito das linhas de produção. Os números de agosto de 2026 mostram com clareza como esse retrato mudou: hoje, quem mais contrata na cidade é o setor de serviços, e não a indústria.
De acordo com o levantamento mais recente do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego na terça-feira (29), Santo André encerrou o oitavo mês do ano com saldo positivo de 831 empregos formais. Foi o melhor resultado entre as sete cidades da região.
O saldo é a diferença entre admissões e desligamentos. Ele não mostra quantas pessoas foram contratadas, mas quantos postos de trabalho a mais existem no fim do mês em comparação com o início. Esse detalhe muda bastante a leitura dos números, como você vai ver adiante.
Como ficou o ranking das cidades do ABC em agosto
Santo André ficou à frente de São Bernardo do Campo, que gerou 478 vagas. Diadema teve saldo de 403 postos, Mauá de 196, Ribeirão Pires de 33 e São Caetano do Sul de 16. Rio Grande da Serra foi a única cidade com resultado negativo, com três postos de trabalho a menos.
Somando os saldos das sete cidades, o ABC fechou agosto com 1.954 empregos formais a mais. Isso significa que Santo André, sozinha, respondeu por cerca de 42,5% de todo o saldo positivo da região no mês. É uma fatia expressiva para um único município entre sete.
Cidade
Saldo de empregos em agosto de 2026
Santo André
+831
São Bernardo do Campo
+478
Diadema
+403
Mauá
+196
Ribeirão Pires
+33
São Caetano do Sul
+16
Rio Grande da Serra
-3
Total do ABC
+1.954
Fonte: Novo Caged/Ministério do Trabalho e Emprego, dados divulgados pela Prefeitura de Santo André. Total calculado a partir dos saldos municipais.
O número que quase ninguém olha: 13 mil contratações para 831 vagas
Aqui está o dado que mais chama atenção quando se lê o levantamento com calma. Em agosto, 13.151 pessoas foram admitidas em Santo André. Se o saldo final foi de 831 vagas, a conta indica que houve cerca de 12.320 desligamentos no mesmo período.
Em outras palavras, para cada vaga nova que realmente sobrou no fim do mês, a cidade fez quase 16 contratações. O mercado de trabalho andreense gira muito: gente entrando, gente saindo, gente trocando de empresa. Isso é comum em cidades com forte presença de comércio e serviços, onde a rotatividade tende a ser maior do que na indústria.
Para comparação, no Brasil inteiro a proporção foi parecida. O país criou 165.827 postos de trabalho formais em agosto de 2026, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Isso dá perto de 14 contratações para cada vaga líquida criada. Santo André, portanto, gira um pouco mais que a média nacional. correiobraziliense
Para quem procura emprego, essa rotatividade tem um lado prático: há muito mais portas abrindo e fechando do que o saldo de 831 faz parecer. As 13 mil admissões mostram o tamanho real do movimento de contratação na cidade.
Quem mais contratou na cidade e o que isso diz sobre a economia local
A distribuição das 13.151 admissões de agosto por setor mostra onde está o motor da economia local:
Serviços: 9.270 pessoas contratadas, cerca de 70,5% do total;
Comércio: 2.343 contratações, perto de 17,8%;
Construção civil: 870 trabalhadores contratados, cerca de 6,6%;
Indústria: 668 contratações, aproximadamente 5,1%.
É importante entender que esses números são de admissões, e não de saldo por setor. Ainda assim, eles mostram onde está a maior porta de entrada para quem busca trabalho em Santo André hoje. Sete em cada dez contratações do mês aconteceram em serviços.
Esse perfil acompanha o que aconteceu no país. Segundo os dados nacionais do Novo Caged, os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo em agosto, e o setor de serviços liderou a geração de empregos, com 110.346 novas vagas. Ou seja, a força dos serviços não é uma exclusividade andreense, mas a cidade acompanha essa tendência com intensidade.
Santo André lidera vagas no ABC; veja como entrar
Foto: Alex Cavanha/PSA
De cidade de fábricas a cidade de serviços
Para quem viveu a Santo André das décadas passadas, a comparação é inevitável. A região foi construída em torno da indústria, e boa parte das famílias do ABC tem ou teve alguém trabalhando em chão de fábrica. Os números atuais mostram que a indústria segue presente, mas deixou de ser a principal porta de entrada para o mercado de trabalho.
Com 668 admissões em agosto, a indústria contratou menos que a construção civil e bem menos que o comércio. Isso não quer dizer que o setor perdeu importância econômica, já que o Caged mede contratações e não valor produzido. Mas, do ponto de vista de quem procura vaga, o caminho mais provável hoje passa por serviços e comércio.
O estoque de empregos formais da cidade, somando setor público e privado, ficou em 229.013 pessoas empregadas. O saldo de agosto representa um crescimento de cerca de 0,36% sobre esse estoque em apenas um mês.
Mas afinal, o resultado de agosto é bom ou ruim?
Depende do ângulo. No recorte regional, é o melhor do ABC. No acumulado, o desempenho também se sustenta. Ao longo do primeiro semestre de 2026, Santo André registrou 4.505 novos empregos formais com carteira assinada, ficando em primeiro lugar no ranking da região. No total, o ABC gerou 10.562 empregos formais nos primeiros seis meses do ano. A fatia andreense foi de cerca de 42,7%, praticamente a mesma proporção vista em agosto.
Outro dado ajuda a dimensionar o ritmo. Durante todo o ano de 2025, de acordo com a plataforma do Novo Caged, Santo André teve saldo positivo de 5.040 empregos, o maior do ABC no ano passado. Os 4.505 postos do primeiro semestre de 2026 já equivalem a quase 90% de tudo o que foi criado no ano anterior inteiro.
Vale lembrar que o cenário nacional é de desaceleração em relação ao ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, foram criados 1.134.033 empregos formais em 2026, contra 1.516.881 no mesmo intervalo de 2025. Nesse contexto, manter a liderança regional ganha peso.
O prefeito Gilvan Ferreira atribuiu o resultado a uma economia em reação e ao trabalho da Prefeitura para criar um ambiente favorável a quem quer investir, empreender e contratar. Segundo ele, o compromisso é transformar esse crescimento em oportunidades concretas, aproximando trabalhadores das empresas.
O secretário de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, Evandro Banzato, afirmou que as políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento econômico, de atração de investimentos e de apoio aos setores produtivos são os principais fatores por trás do resultado. Ele destacou que a criação de vagas acontece mesmo em um cenário econômico desafiador e citou o planejamento estratégico e o diálogo com a iniciativa privada, instituições de ensino e entidades de classe.
Feirão de outubro: como as 9.103 vagas chegam ao trabalhador
Se o Caged mostra o passado recente, o Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego aponta para as próximas semanas. No dia 6 de outubro, terça-feira, a Prefeitura de Santo André, por meio do Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda (CPETR), inicia o segundo feirão de 2026.
São 9.103 vagas oferecidas por 110 empresas participantes. Para ter uma ideia do tamanho, esse número é mais de dez vezes o saldo de empregos que a cidade registrou em agosto. Na média, cada empresa participante oferece cerca de 83 vagas.
Como funciona o acesso às vagas
Como nas edições anteriores, o feirão é totalmente digital. As oportunidades ficam disponíveis de 6 a 31 de outubro somente no portal da Casa do Trabalhador, no endereço https://acesse.santoandre.br/FeiraoVirtual2026.
Os pontos principais do feirão são:
Vagas para todos os níveis de escolaridade, do ensino fundamental incompleto ao superior;
Oportunidades em alimentação, serviços terceirizados (como segurança e limpeza), comércio, construção civil, indústria e transportes, entre outros segmentos;
Remuneração que vai de R$ 600, no caso de estágio, até R$ 5 mil, o maior salário registrado na ação;
Prazo de acesso de quase quatro semanas, encerrando em 31 de outubro.
Como isso altera a vida de quem procura emprego?
O perfil das vagas conversa diretamente com os números do Caged. Se os serviços e o comércio concentram a maior parte das contratações na cidade, faz sentido que o feirão traga muitas oportunidades nesses segmentos, como alimentação e serviços terceirizados.
A abertura para quem tem ensino fundamental incompleto também é relevante. Ela amplia o alcance do feirão para trabalhadores que costumam ter mais dificuldade de conseguir uma vaga formal.
O histórico recente mostra que a procura é alta. Em abril, o primeiro feirão de 2026 teve mais de 21,1 mil acessos de interessados em 5.804 vagas oferecidas por 150 empresas. Isso dá mais de três acessos para cada vaga disponível. A edição de outubro chega com cerca de 57% mais vagas do que a de abril, embora com menos empresas participantes.
Em 24 de julho, o CPETR também realizou uma edição especial voltada à construção civil, reunindo empresas do setor com 350 vagas para diferentes perfis profissionais.
O papel do CPETR e da Casa do Trabalhador
O Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda é a estrutura da Prefeitura que faz a ponte entre quem procura e quem oferece trabalho. Para o trabalhador, o CPETR oferece um painel atualizado de vagas, informações sobre qualificação profissional gratuita, cadastro de currículos, agendamento de serviços e ações de empreendedorismo e economia solidária.
Para as empresas, o centro dá apoio nos processos seletivos e na busca de candidatos com o perfil adequado. Segundo a Prefeitura, grandes redes usam o serviço para recrutamento.
Os números do Novo Caged ganham ainda mais confiabilidade quando se entende de onde vêm. Desde janeiro de 2020, o sistema do Caged foi substituído gradativamente pelo eSocial, e hoje todas as empresas são obrigadas a declarar as movimentações por meio dele. Ou seja, os dados refletem declarações obrigatórias dos próprios empregadores, e não estimativas. www
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quantas vagas de emprego Santo André gerou em agosto de 2026?
Santo André teve saldo positivo de 831 empregos formais em agosto, o maior do ABC, segundo o Novo Caged do Ministério do Trabalho e Emprego.
2. Qual setor mais contratou em Santo André em agosto?
O setor de serviços, com 9.270 das 13.151 admissões do mês, cerca de 70% do total.
3. Por que a cidade contratou mais de 13 mil pessoas, mas o saldo foi de apenas 831?
Porque o saldo desconta os desligamentos. Com 13.151 admissões e saldo de 831, houve cerca de 12.320 desligamentos no mês.
4. Qual cidade do ABC teve saldo negativo em agosto?
Rio Grande da Serra, com três postos de trabalho a menos.
5. Quantos empregos Santo André criou no primeiro semestre de 2026?
Foram 4.505 empregos formais, o maior resultado do ABC no período. A região toda somou 10.562.
6. Quando começa o Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego de outubro?
No dia 6 de outubro de 2026, com vagas disponíveis até 31 de outubro.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.