Google diz que deixará de vender Anúncios com base no Histórico

Google diz que deixará de vender anúncios com base no histórico individual de navegação: Citando preocupações com privacidade, empresa afirma que não irá desenvolver ou usar tecnologias que permitam que as pessoas sejam identificadas ao navegar na web.

Histórico de Navegação agora é Privacidade?

Era para ser seu, tudo o que você produz em seu tempo particular, certo? Errado! Sua privacidade foi vendida a partir do momento em que você ingressa em redes “gratis” para ver e conversar com os amigos.

Com a Palavra o Google! No seu blog, a Google disse que tem planos para parar de vender anúncios que dependem do seu histórico de navegação individual na web. Além disso, refere ainda que não criará nenhuma ferramenta para seguir dados específicos dos utilizadores nos seus produtos lançados no futuro.

Não é de hoje que está em jogo tudo o que produzimos em nosso Celular. O Smartphone já foi pesquisa para saber se estava nos ouvindo de for escondida para fazer propaganda.

Lá em 2011… nos primórdios do sistema operacional do google o Android: Celulares Android transmitem dados de localização de usuário – ‘Wall Street Journal’ testou aparelho com o sistema do Google. Mas não parava apenas nos androids, iPhones e iPads da Apple também coletariam dados de localização dos usuários.

 

Recordar é viver

Após o jornal “The Guardian” afirmar que o iPhone e o iPad 3G armazenam histórico de localização de seus usuários, reportagem do jornal “Wall Street Journal” confirma que celulares com o sistema operacional Android, do Google, transmitem os dados para as operadoras.

A publicação pediu que um analista de segurança que examinasse um smartphone da marca HTC com o sistema Android. A constatação foi que o dispositivo transmite uma base de dados que é utilizada para fornecer anúncios relativos à localização do usuário. O sistema utiliza as antenas de celular para gerar uma localização de latitude e de longitude aproximada do usuário e estes dados não são protegidos.

O Google anunciou nesta terça-feira (03/03/2021) que deixará de usar o histórico específico de navegação das pessoas para vender anúncios na internet a partir do ano que vem.

Google 2021

A companhia anunciou em 2020 que deixaria de autorizar a coleta de cookies de terceiros em seu navegador Chrome, um mecanismo que permite rastreamento através de diferentes sites (entenda mais abaixo).

Agora, a gigante das buscas afirmou que não criará identificadores alternativos para rastrear as pessoas enquanto elas navegam na web, que serviriam para substituir os cookies de terceiros.

Para continuar oferecendo publicidade direcionada para as pessoas com base em seus interesses, o Google afirmou que trabalha em uma abordagem que “esconde” as pessoas “no meio da multidão”, agrupando usuários com comportamentos similares.

A decisão do Google é relevante pelo fato de ser a maior empresa de publicidade digital do mundo.

Esse mercado é a principal fonte de receitas da companhia – o negócio gerou US$ 46,2 bilhões no 4º trimestre de 2020, o que representa 82% de seu faturamento.

Os rastreadores são utilizados para oferecer anúncios na web especificamente direcionados, o que aumenta as chances de interessarem as pessoas.

O rastreamento individualizado é alvo de críticas por especialistas que defendem a privacidade. O tema também aparece em leis que regulamentam a proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A novidade não muda a maneira com que o Google lida com dados proprietários – aqueles que uma empresa recebe diretamente de um usuário e que não resultam de um intercâmbio de informações.

Se um anunciante quiser mostrar publicidade para um usuário específico no YouTube e usar o endereço de e-mail dessa pessoa para encontrá-la, por exemplo, nada irá mudar.

A diferença é que esse mesmo anúncio não vai poder ser exibido quando o usuário estiver navegando em outros sites (o que seria possível com cookies de terceiros).

Mas afinal – O que são cookies?

O anúncio do Google está relacionado com uma novidade no navegador Chrome, anunciada em 2020, que passou a bloquear cookies de terceiros. O plano da empresa é parar de usar essa tecnologia de rastreamento até 2022.

Os cookies são dados armazenados pelo navegador a pedido dos sites na internet.
São pequenos arquivos enviados por sites que ficam armazenados no navegador do seu computador que contam às empresas algumas informações de comportamento.

É com eles que o seu navegador pode contar a um site que você já esteve ali ou que adicionou um item ao carrinho de compras em uma loja virtual, por exemplo.

Cookies de rastreamento armazenam números identificadores que anúncios publicitários podem ler para associar cliques e visitas a um mesmo internauta.

Os cookies de terceiros permitem um intercâmbio de informações entre diferentes sites, para oferecer publicidade personalizada com base num histórico de navegação amplo.

Com o bloqueio de cookies de terceiros no Chrome, havia a expectativa de o Google criar novos mecanismos de rastrear os usuários para oferecer publicidade personalizada – o que não irá acontecer, de acordo com o anúncio desta quarta (3).

 

Alternativa para novos Anúncios

Para continuar entregando publicidade digital com base nos interesses das pessoas, o Google afirmou estar desenvolvendo soluções que consideram a privacidade.

Uma tecnologia da companhia analisa os hábitos de navegação dos usuários em seus próprios dispositivos e permite que os anunciantes direcionem seus anúncios para grupos agregados de usuários com interesses semelhantes, em vez de usuários individuais.

Na prática, em vez de vender anúncios com base no histórico de um indivíduo, a companhia irá analisar históricos de várias pessoas e reuni-las em grupos com interesses similares para vender a publicidade.

O Google disse que planeja iniciar testes para que anunciantes comprem espaços publicitários usando essa tecnologia no segundo trimestre desse ano.

Os esforços centrados em privacidade não são exclusividade da gigante das buscas. Empresas como a Apple e navegadores como o Firefox se posicionam contra a utilização dos cookies de terceiros.

Por outro lado, empresas menores que utilizam rastreamento entre sites acusam a Apple e o Google de usar a privacidade como pretexto para mudanças que prejudicam os concorrentes.

Processos contra o Google

O Google é alvo de 3 processos nos EUA por práticas anticompetitivas. Todos se relacionam em alguma medida com o poder da companhia no mercado de publicidade digital.

Em uma dessas ações, as autoridades dizem que a empresa teria mantido sua posição no mercado de buscas on-line ao abusar de seu poder em outras áreas como o de assistentes de voz, carros conectados e publicidade digital.

O Google nega as acusações e diz que “as pessoas usam o Google porque querem – não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas”.

 

Fonte Google Blog
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