Santo André ficou entre as dez cidades paulistas que mais criaram empregos nos últimos 12 meses, de acordo com dados da Fundação Seade baseados no Caged do Ministério do Trabalho e Emprego. No ranking de 50 municípios, a cidade alcançou a 8ª posição no período de um ano (agosto de 2025 a agosto de 2026), com 3.362 novas vagas, superando cidades como Ribeirão Preto e Guarulhos. Em agosto de 2026, Santo André foi a 7ª colocada no ranking mensal e a que mais gerou empregos no Grande ABC, com saldo de 831 vagas. O segundo Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego de 2026 está em curso com 9.103 oportunidades disponíveis até 31 de outubro.
Santo André entre os 10 maiores geradores de emprego de São Paulo
Quando se fala em geração de emprego formal, o senso comum associa o topo do ranking paulista a cidades como São Paulo, Guarulhos, Campinas ou Ribeirão Preto — municípios com grandes complexos industriais, aeroportos internacionais ou polos regionais consolidados. Os dados da Fundação Seade publicados com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Santo André entrou nesse grupo de elite.
No acumulado de 12 meses até agosto de 2026, a cidade ocupou a 8ª posição entre os 50 maiores municípios paulistas em geração de emprego formal, com 3.362 novas vagas com carteira assinada. Esse resultado coloca Santo André à frente de Ribeirão Preto (9ª posição) e de Guarulhos (10ª posição) — cidades com economias de escala muito maiores.
Para o prefeito Gilvan Ferreira, os números refletem uma estratégia deliberada: “Os números mostram que Santo André está avançando na geração de emprego e que esse movimento é resultado de um trabalho permanente da Prefeitura para fortalecer a economia e aproximar quem oferece oportunidades de quem está em busca de uma vaga.”
Como o ranking da Fundação Seade funciona
A Fundação Seade, entidade do governo paulista responsável pela análise de dados socioeconômicos do Estado de São Paulo, compara a geração de empregos entre 50 municípios em três períodos distintos: mensal, acumulado de oito meses e acumulado de 12 meses. Isso permite identificar tanto os resultados pontuais quanto as tendências sustentadas de crescimento ou retração do mercado de trabalho em cada cidade.
O saldo de vagas é calculado pela diferença entre admissões e desligamentos. Quando uma empresa contrata mais do que demite, o saldo é positivo. Quando as demissões superam as contratações, o saldo é negativo. Esse método é simples e direto, mas reflete apenas os vínculos formais com carteira assinada — as relações informais de trabalho não entram na conta.
Os três períodos do ranking e onde Santo André ficou em cada um
O desempenho de Santo André foi consistente nas três janelas temporais do ranking:
Período
Posição no ranking
Vagas criadas
Agosto de 2026 (mensal)
7º lugar
831 vagas
Janeiro a agosto de 2026 (8 meses)
10º lugar
4.670 vagas
Setembro de 2025 a agosto de 2026 (12 meses)
8º lugar
3.362 vagas
A consistência ao longo dos três períodos é um dado importante. Não se trata de um pico pontual de um mês isolado, mas de uma tendência sustentada que se reflete em todas as janelas temporais do ranking — mensal, semestral e anual.
Outro dado relevante: no ranking mensal de agosto de 2026, Santo André foi também a cidade que mais gerou empregos no Grande ABC, com 831 vagas — o maior saldo entre as sete cidades da região naquele mês.
O contexto histórico: de onde vem esse resultado
A comparação com 2025
Em 2025, com um saldo positivo de 5.183 novas vagas, Santo André ficou na 8ª posição entre os 100 municípios paulistas com maior número de empregos formais criados, segundo a mesma Fundação Seade. O número de 2025 é maior em termos absolutos do que os 3.362 dos últimos 12 meses — mas é preciso lembrar que os 3.362 cobrem apenas o período de um ano encerrado em agosto, e que o ano ainda não terminou em 2026. Os primeiros 8 meses de 2026 já registraram 4.670 vagas, o que indica que o ritmo de criação de empregos está superior ao de 2025 no acumulado do ano.
A comparação direta revela uma aceleração: em todo o ano de 2025 foram 5.183 vagas; nos primeiros 8 meses de 2026 já são 4.670. Se o ritmo se mantiver até dezembro, Santo André pode superar o resultado de 2025 com mais de dois meses de antecipação.
O setor de serviços como motor da contratação
O perfil de quem está sendo contratado em Santo André acompanha uma tendência nacional. Em agosto de 2026, das 13.151 admissões registradas no município, 9.270 foram no setor de serviços — cerca de 70% do total. O comércio respondeu por 2.343 contratações, a construção civil por 870 e a indústria por 668.
Esse perfil muda o retrato histórico da cidade, que foi construída ao redor de fábricas e linhas de produção ao longo do século XX. Hoje, o motor das contratações é o setor de serviços — um reflexo da transformação econômica que o Grande ABC viveu nas últimas décadas e que o secretário Evandro Banzato sintetiza: “Os bons resultados divulgados pela Fundação Seade comprovam que nossos esforços em identificar oportunidades, estabelecer prioridades, dialogar com todos os atores de nossa sociedade e planejar nossas próximas décadas representam política de desenvolvimento econômico exitosa e transformadora.”
Os serviços que conectam trabalhadores a vagas em Santo André
O CPETR: Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda
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Foto: Renato Silva
A estrutura que sustenta boa parte desses resultados é o Centro Público de Emprego, Trabalho e Renda (CPETR), operado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego da Prefeitura. O centro oferece atendimento presencial no Paço Municipal e online pelo Portal da Casa do Trabalhador, em https://portais.santoandre.sp.gov.br/casadotrabalhador.
O portal reúne em um único ambiente:
Painel de Vagas: lista atualizada das oportunidades cadastradas no CPETR, com descrição de funções, requisitos e orientações para candidatura;
Informações sobre qualificação profissional gratuita: cursos e capacitações disponíveis para trabalhadores em busca de recolocação;
Cadastramento de currículos: para que o perfil do trabalhador fique disponível para as empresas parceiras;
Agendamento de serviços: para otimizar o atendimento presencial;
Ações de empreendedorismo e economia solidária: para quem não busca emprego formal, mas quer criar o próprio negócio ou organizar iniciativas coletivas.
Prefeitura Presente – Rumo ao Emprego: levando o serviço às periferias
Uma das iniciativas que mais diferenciam a política de emprego de Santo André é o programa Prefeitura Presente – Rumo ao Emprego. O programa leva os serviços do CPETR diretamente aos territórios mais vulneráveis da cidade, com atendimento nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras).
A iniciativa vai além do simples cadastramento de currículos: oferece encaminhamento para entrevistas, orientação profissional e oficinas de capacitação. Para quem mora em bairros mais distantes do centro ou enfrenta barreiras de mobilidade, esse modelo elimina a necessidade de se deslocar até o Paço Municipal para ter acesso às mesmas oportunidades.
Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego: 9.103 vagas abertas até 31 de outubro
O segundo Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego de 2026 começou na terça-feira (6 de outubro) e vai até o dia 31 de outubro. São 9.103 vagas oferecidas por 110 empresas participantes, disponíveis exclusivamente pelo portal digital da Casa do Trabalhador: https://acesse.santoandre.br/FeiraoVirtual2026.
O feirão é totalmente digital e aberto para todos os níveis de escolaridade, do ensino fundamental incompleto ao superior. Os segmentos representados incluem alimentação, comércio, construção civil, indústria e transportes, entre outros. A menor remuneração é de R$ 600 (para estagiário) e o maior salário registrado é de R$ 5 mil.
Para comparação, o primeiro feirão de 2026, realizado em abril, teve mais de 21,1 mil acessos para 5.804 vagas oferecidas por 150 empresas. O segundo feirão tem menos empresas, mas significativamente mais vagas — uma média de cerca de 83 vagas por empresa participante.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Em que posição Santo André ficou no ranking de empregos de 12 meses da Fundação Seade?
8ª posição entre 50 municípios paulistas, com 3.362 novas vagas criadas no período de setembro de 2025 a agosto de 2026.
2. Quais cidades famosas ficaram atrás de Santo André no ranking?
Ribeirão Preto (9ª) e Guarulhos (10ª).
3. Quantas vagas Santo André criou em agosto de 2026?
831 vagas, o maior saldo do Grande ABC naquele mês.
4. Quantas vagas foram criadas nos primeiros 8 meses de 2026?
4.670 vagas com carteira assinada, colocando Santo André na 10ª posição no ranking de janeiro a agosto.
Sim. O segundo Feirão de Inclusão Produtiva e Emprego de 2026 vai até 31 de outubro, com 9.103 vagas disponíveis em acesse.santoandre.br/FeiraoVirtual2026.
6. Quem pode participar do feirão?
Qualquer trabalhador, de todos os níveis de escolaridade, do ensino fundamental incompleto ao superior.
7. Qual é o salário mais alto e o mais baixo no feirão?
A menor remuneração é R$ 600 (para estagiário) e o maior salário registrado é R$ 5 mil.
8. Onde encontrar vagas de emprego em Santo André fora do feirão?
No Portal da Casa do Trabalhador (portais.santoandre.sp.gov.br/casadotrabalhador) e no canal de WhatsApp da Casa do Trabalhador.
9. O que é o programa Prefeitura Presente – Rumo ao Emprego?
É um programa que leva os serviços do CPETR aos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) nos bairros, oferecendo cadastro de currículos, encaminhamento para entrevistas, orientação profissional e oficinas de capacitação.
10. Qual fonte de dados comprova o desempenho de Santo André no emprego?
A Fundação Seade, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Referências
https://www.seade.gov.br/ – Fundação Seade (ranking de municípios paulistas por geração de emprego, dados do Caged)
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.