São Bernardo ganha 1º Banco de Ração público

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Por Danillo Leite
  •   Publicado em: 25 de agosto de 2026

A Prefeitura de São Bernardo inaugurou nesta terça-feira (25) o primeiro Banco de Ração municipal da cidade. O espaço, integrado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania e estruturado com recursos próprios, recebe e distribui doações de alimentos para cães e gatos, além de outros insumos. A iniciativa virou política permanente pela Lei Municipal nº 7.616/2026. O prefeito Marcelo Lima e o secretário Henrique Kabeça destacaram o fortalecimento do bem-estar animal e o suporte a protetoras independentes e ONGs. Protetoras ouvidas no ato ressaltaram o alívio para quem resgata animais de rua. O projeto dialoga com outras ações, como o futuro Hospital Veterinário Municipal 24 horas.

São Bernardo ganha 1º Banco de Ração público

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A Prefeitura de São Bernardo deu um passo concreto nesta terça-feira (25) ao inaugurar o primeiro Banco de Ração municipal da cidade. O espaço fica integrado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania e foi preparado com recursos próprios para receber, triar e destinar doações de alimentos para cães e gatos, além de outros itens usados no cuidado diário dos animais. A separação entre ração para filhotes e adultos já está organizada, e o local também aceita areias para felinos e insumos semelhantes.

O prefeito Marcelo Lima (Podemos) falou durante a inauguração sobre o sentido da medida. “Estamos fortalecendo as ações para garantir o bem-estar animal em nossa cidade. Fazemos isso para que os moradores que tenham um cão, gato, possam ter acesso a serviços voltados aos cuidados com seus pets. Os animais de estimação são parte da família e inspiram carinho. Estamos trabalhando para que, por meio de políticas públicas, a população possa recorrer ao Banco de Ração e, muito em breve, ao Hospital Veterinário Municipal que funcionará 24 horas por dia. Novos equipamentos que vão contribuir, especialmente, com o trabalho de protetoras independentes e ONGs que atuam com a causa animal.”

A fala do prefeito deixa claro o enquadramento dado pela gestão: o pet não é tratado como detalhe secundário. Ele entra na lógica de políticas públicas de assistência e de cidadania. O secretário municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, Henrique Kabeça, reforçou o caráter integrado da ação. “Mais uma conquista que estamos entregando para a cidade. Desta vez pensando também nos animais. Uma iniciativa integrada, que tem parceria com as equipes da Saúde, do Meio Ambiente, e que veio para dar suporte para importantes projetos de proteção na cidade.”

O que o espaço oferece na prática

O Banco de Ração de São Bernardo foi montado para funcionar de forma contínua. Ele recebe doações, faz a triagem e destina o material conforme a necessidade. A estrutura prevê separação clara entre alimentos para filhotes e para adultos. Além da ração, o local está preparado para outros itens de uso diário, como areia para gatos. A operação acontece dentro da estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, o que facilita a articulação com outras frentes de assistência já existentes no município.

Durante o ato de inauguração estiveram presentes protetoras independentes que já atuam há anos no resgate e no cuidado de animais abandonados. Raquel Rosimeire Vieira, 44 anos, protetora há cinco anos, visitou o espaço e avaliou o impacto direto no dia a dia. “Cuido de sete cachorros resgatados da rua. São vítimas de abandono e de maus-tratos que sofreram muito. O Banco de Ração vai ajudar muito nesse cuidado. Também porque recebemos muitos pedidos de ajuda. Por alimento, castração, veterinário. Isso vai nos auxiliar demais.”

A fala de Raquel resume a realidade de quem trabalha na ponta: a demanda por ração é constante, os pedidos de ajuda chegam todos os dias e o custo do cuidado de vários animais resgatados pesa no orçamento pessoal de quem se dedica à causa. O novo serviço municipal entra exatamente nesse ponto de estrangulamento.

São Bernardo ganha 1º Banco de Ração público

São Bernardo ganha 1º Banco de Ração público

FOTO: Johnn Menezes/Prefeitura de São Bernardo

A lei que transforma a ação em política permanente

Em julho de 2026 a Câmara Municipal aprovou, de forma unânime, a Lei Municipal nº 7.616/2026, que instituiu o Programa ‘Banco Municipal de Ração e Utensílios para Proteção de Animais’. A norma transforma o que poderia ser apenas uma ação pontual em política de Estado. Um dos autores da legislação, o vereador Pery Cartola (Cidadania), participou tanto do processo de implantação quanto da inauguração do espaço.

“Esse é mais um sonho que a gente consegue realizar pela proteção animal em São Bernardo. Quem vive a causa sabe o quanto a falta de recursos dificulta o trabalho de quem resgata e cuida dos animais. Agora temos uma política pública para fortalecer essa rede e garantir mais cuidado e dignidade para os animais. Quero agradecer ao prefeito Marcelo Lima e ao secretário Henrique Kabeça, que foram fundamentais para que esse projeto pudesse sair do papel, e também a todos os vereadores que votaram de forma unânime pela aprovação da proposta. Essa união mostra que, quando trabalhamos juntos, quem ganha é a causa animal”, afirmou o vereador.

A unanimidade na votação e a presença do autor da lei no ato de inauguração reforçam que o tema ultrapassou divisões partidárias. A proteção animal passou a ser tratada como pauta de consenso local.

A visão de quem trabalha há mais de uma década na causa

Rosilene Luzinete da Silva, 53 anos e protetora há 14 anos, destacou o caráter de longo prazo da iniciativa. “Não se trata de uma ação que pensa na proteção animal só até a próxima semana, ou até os próximos meses. É uma ação permanente, que já pensa na questão para o futuro, porque está assinada no papel.” Ela também relacionou o Banco de Ração a outras medidas recentes da Prefeitura. “Já resgatei muitos animais, e o Banco de Ração, assim como o Hospital Veterinário 24 horas, vai ajudar muito. Em dois anos, a Prefeitura está fazendo muitas coisas para os animais.”

A menção ao Hospital Veterinário Municipal não é isolada. A gestão já iniciou o processo de reforma e ampliação do Hospital Veterinário Municipal Waldir Cartola dos Santos, com investimento de R$ 3,2 milhões. A previsão é que, após as obras, a unidade funcione 24 horas por dia e conte com uma unidade móvel para levar castração e atendimentos aos bairros. O prefeito tem reiterado publicamente o compromisso com o atendimento contínuo e a descentralização do serviço.

Como a medida se encaixa na rotina de quem protege animais

Protetoras independentes e organizações que atuam com resgate enfrentam, de forma recorrente, três dificuldades centrais: o custo elevado da ração, a falta de estoque regular e a pressão de pedidos de ajuda que chegam todos os dias. O Banco de Ração atua exatamente nesses três pontos. Ao centralizar o recebimento e a distribuição, o município reduz a dispersão de esforços e oferece uma referência pública e permanente.

A integração com as equipes de Saúde e de Meio Ambiente, citada pelo secretário Henrique Kabeça, indica que a operação não fica restrita a uma única secretaria. O fluxo de doações, a triagem e a destinação passam a contar com suporte técnico de áreas que já lidam com questões sanitárias e ambientais ligadas aos animais.

Para as famílias que cuidam de pets e enfrentam dificuldades financeiras, o espaço também representa uma possibilidade de apoio. Embora o foco imediato da inauguração tenha sido o reforço à rede de protetoras e ONGs, a fala do prefeito deixa aberta a perspectiva de acesso mais amplo da população a serviços voltados aos cuidados com os animais de estimação.

O que muda no cotidiano da causa animal em São Bernardo

Antes da lei e da inauguração, o trabalho de proteção dependia quase exclusivamente de doações espontâneas e do esforço individual de quem resgatava. A falta de estoque constante e a ausência de um ponto oficial de referência aumentavam a insegurança de quem mantém vários animais sob cuidados. Com o Banco de Ração funcionando e amparado por legislação específica, a rede ganha previsibilidade.

A separação entre ração de filhotes e de adultos, a possibilidade de receber areia e outros insumos, e a localização dentro da estrutura da Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania são detalhes operacionais que facilitam o uso prático do serviço. Não se trata apenas de um depósito. Trata-se de um equipamento público pensado para o fluxo real de quem já atua na proteção.

A presença das protetoras no ato de inauguração e os depoimentos registrados no local mostram que a medida foi recebida como resposta concreta a uma demanda antiga. Quem cuida de sete ou de dezenas de animais resgatados sabe que a ração é o item de maior volume e de maior frequência de gasto. Qualquer ponto oficial de distribuição regular alivia a pressão financeira e permite que o tempo e a energia sejam direcionados para o cuidado veterinário, a castração e a busca por adoção responsável.

A construção de uma política pública de bem-estar animal

A combinação entre a Lei nº 7.616/2026, a inauguração do espaço físico e o andamento das obras do Hospital Veterinário Municipal forma um conjunto de ações que apontam para a consolidação de uma política municipal de bem-estar animal. O prefeito e o secretário repetiram, no mesmo ato, a ideia de que os animais de estimação fazem parte da família e que a cidade precisa oferecer equipamentos públicos que reconheçam essa realidade.

O vereador Pery Cartola, um dos autores da lei e figura ligada à causa animal na cidade, enfatizou o aspecto de união. A aprovação unânime e o agradecimento público ao Executivo e aos demais vereadores reforçam que a pauta conseguiu atravessar as diferenças partidárias. Quando a legislação sai do papel e o equipamento é entregue, o discurso se transforma em serviço concreto.

As protetoras ouvidas no dia da inauguração trazem a dimensão humana e prática. Raquel, com cinco anos de atuação e sete cães resgatados, e Rosilene, com 14 anos de estrada na proteção, traduzem o que a política pública significa no dia a dia: menos preocupação com a próxima sacola de ração e mais capacidade de responder aos pedidos de ajuda que não param de chegar.

O Banco de Ração de São Bernardo nasce, portanto, como equipamento permanente, amparado por lei, integrado a outras secretarias e conectado a um horizonte mais amplo de serviços, incluindo o Hospital Veterinário Municipal em processo de reforma para funcionamento 24 horas. A inauguração desta terça-feira (25) marca o início da operação de um serviço que as protetoras e a rede de proteção animal da cidade já identificavam como necessário.

Perguntas Frequentes (FAQ)

  • 1. O que é o Banco de Ração municipal de São Bernardo?

É o primeiro espaço público da cidade destinado a receber, triar e distribuir doações de ração para cães e gatos, além de outros insumos como areia para felinos. Fica integrado à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania.

  • 2. Quando o Banco de Ração foi inaugurado?

A inauguração ocorreu nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026.

  • 3. O serviço é temporário ou permanente?

É permanente. A Lei Municipal nº 7.616/2026 instituiu o Programa ‘Banco Municipal de Ração e Utensílios para Proteção de Animais’, transformando a iniciativa em política pública.

  • 4. Quem pode se beneficiar do Banco de Ração?

O espaço foi apresentado como suporte especialmente para protetoras independentes e ONGs que atuam com a causa animal. A fala do prefeito também abriu a perspectiva de acesso da população a serviços de cuidado com pets.

  • 5. Há relação com o Hospital Veterinário Municipal?

Sim. O prefeito mencionou o Hospital Veterinário Municipal que funcionará 24 horas por dia como próximo equipamento a ser entregue na mesma linha de políticas de bem-estar animal. A reforma da unidade já está em andamento.

Referências

  • Texto oficial da inauguração e depoimentos: Prefeitura de São Bernardo / Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania (25/08/2026).
  • Lei Municipal nº 7.616/2026 – Programa Banco Municipal de Ração e Utensílios para Proteção de Animais.
  • Reforma do Hospital Veterinário Municipal Waldir Cartola dos Santos: TV São Bernardo e ABC Repórter (fevereiro de 2026).

OPINIÃO

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.

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