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Publicador Independente
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Publicado em: 06 de junho de 2026
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Atualizado em: 06 de junho de 2026
São Bernardo do Campo aparece em 7º lugar no ranking nacional de municípios com menores perdas de água, segundo o estudo Perdas de Água 2026 do Instituto Trata Brasil. Com índice de 18,25% — menos da metade da média nacional de 39,53% —, a cidade já superou a meta de 25% exigida pelo Marco Legal do Saneamento para 2033. O resultado é fruto de R$ 35,8 milhões investidos pela Sabesp entre 2024 e 2025 em modernização da rede e tecnologia de combate ao desperdício.
⚠️ Este artigo foi produzido com auxílio de Inteligência Artificial.
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SBC no Top 10: A Cidade do Grande ABC Que Virou Referência Nacional em Água
Quem conhece São Bernardo do Campo sabe que a cidade sempre teve alma industrial. Por décadas, as fábricas do Grande ABC definiram o ritmo da região — e com elas vieram desafios enormes de infraestrutura urbana, saneamento e uso de recursos hídricos. Crescer rápido tem um preço. Mas o que poucos esperavam é que, justamente nessa cidade marcada pelo asfalto quente e pelo cheiro de motor, a gestão da água se tornaria um exemplo para o Brasil inteiro.
Dados do estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, apontam que São Bernardo do Campoocupa a 7ª colocação entre os 100 municípios mais populosos do país com os menores índices de desperdício na distribuição de água. O primeiro lugar ficou com Suzano, também na Região Metropolitana de São Paulo, com perdas de apenas 1,27%.
O levantamento utilizou dados do Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico) com ano-base de 2024 e revelou um dado alarmante sobre o cenário nacional: o Brasil desperdiça 39,53% de sua água tratada antes mesmo que ela chegue às torneiras.
O Número Que Coloca São Bernardo no Mapa
São Bernardo registrou índice de perdas de 18,25%, resultado que é menos da metade da média nacional, fixada em 39,53%. Para quem não é da área técnica, isso significa que a cada 100 litros de água tratada que saem das estações de tratamento, menos de 19 litros se perdem pelo caminho antes de chegar à torneira do morador. No restante do Brasil, essa conta é bem mais amarga: quase 40 litros evaporam em vazamentos, fraudes e falhas de medição.
O levantamento do Instituto Trata Brasil analisou os 99 municípios mais populosos do país com base em norma do Ministério das Cidades, publicada na Portaria 788/2024, que estabelece limites de desperdício para que municípios recebam financiamento federal para abastecimento de água a partir de 2033.
São Paulo se destaca no cenário nacional: sete municípios paulistas estão entre os 12 que cumprem padrões de excelência de combate ao desperdício de água. São Bernardo integra esse grupo seleto — o que coloca o Grande ABC em posição de destaque dentro de um estado que já lidera o país.
A Meta Batida com Anos de Antecedência
Este é o detalhe que separa o resultado de São Bernardo de uma conquista meramente estatística. O Marco Legal do Saneamento determina que as perdas de água devem ser reduzidas dos atuais 40% nacionais para 25% até 2033. A cidade não só atingiu esse patamar — ela está 6,75 pontos percentuais abaixo dele, e com sete anos de antecedência.
O critério de excelência estabelecido pelo Ministério das Cidades é de até 25% em perdas na distribuição e de 216 litros de perdas por ligação por dia, segundo a Portaria nº 788/2024. São Bernardo cumpre ambos.
Não é trivial. Municípios que não reduzirem suas perdas até o prazo correm risco concreto: os municípios que não mantiverem as perdas na distribuição abaixo de 25% até 2033 poderão deixar de ser elegíveis para receber recursos federais de saneamento. Para prefeituras que dependem dessas verbas para obras de infraestrutura, o impacto pode ser paralisante.
Como Isso Me Afeta? A Resposta Está na Sua Conta de Água e no Seu Bairro
Água que vaza pela rede antes de chegar à sua casa não é só perda ambiental — é perda financeira socializada. Quando o índice de desperdício é alto, as companhias de saneamento precisam produzir mais água do que o necessário, o que eleva custos operacionais que, inevitavelmente, são repassados às tarifas. Menor desperdício significa sistema mais eficiente, rede com menos interrupções e, no médio prazo, menos pressão sobre o valor da conta.
Há também o impacto direto na segurança hídrica. O Grande ABC está inserido na bacia hidrográfica do Alto Tietê, historicamente pressionada pelo crescimento urbano e por períodos de estiagem. Cada litro de água que deixa de ser desperdiçado é um litro que permanece disponível no sistema — especialmente relevante em anos de seca, como os que a região enfrentou entre 2014 e 2015, quando os reservatórios chegaram perto do colapso.
O Que a Sabesp Fez Para Chegar Aqui
O resultado de São Bernardo não nasceu do acaso. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), responsável pelo abastecimento de água na cidade, o desempenho é consequência direta de investimentos planejados. Entre 2024 e 2025, a companhia investiu cerca de R$ 35,8 milhões em ações voltadas ao combate ao desperdício no município.
As perdas de água são classificadas em duas categorias distintas. As perdas reais — também chamadas de físicas — ocorrem principalmente por vazamentos ao longo da rede de distribuição: canos antigos, juntas deterioradas, rompimentos não detectados. Já as perdas não físicas correspondem à água consumida mas não registrada adequadamente, seja por fraudes, furtos ou falhas nos hidrômetros.
Combater os dois tipos exige frentes de atuação diferentes: uma é de infraestrutura, outra é de controle e tecnologia. A Sabesp atuou nas duas.
Tipo de Perda
Causa Principal
Estratégia de Combate
Física (Real)
Vazamentos na rede
Modernização de tubulações, monitoramento de pressão
Não Física
Fraudes, furtos, falhas de medição
Substituição de hidrômetros, fiscalização
O Papel da Prefeitura e a Parceria Institucional
A gestão municipal também tem papel nesse resultado. A Prefeitura de São Bernardo destacou que tem atuado de forma permanente para garantir um ambiente de cooperação institucional com a Sabesp, com manutenção, obras no sistema de abastecimento e monitoramento operacional.
Essa articulação entre poder público municipal e concessionária de saneamento é justamente o modelo que o Marco Legal do Saneamento busca institucionalizar em todo o Brasil — algo que São Bernardo já pratica na prática.
O Contexto Nacional: Por Que Isso É Difícil de Replicar
O desempenho de São Bernardo ganha ainda mais peso quando se observa o cenário nacional. Ainda há cerca de 30 milhões de brasileiros sem acesso à água encanada, e o país precisaria investir entre R$ 700 bilhões e R$ 900 bilhões para universalizar os serviços de saneamento — ampliando redes, melhorando infraestruturas com mais de 60 anos e reduzindo perdas.
Outros municípios do próprio Grande ABC não tiveram o mesmo desempenho: Santo André perdeu 12 posições no Ranking do Saneamento 2026, com redução no investimento por habitante acompanhada de aumento nos indicadores de perdas. O contraste dentro da mesma região metropolitana é revelador: eficiência hídrica depende de decisão de gestão, não apenas de localização geográfica.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é o índice de perdas na distribuição de água? É o percentual da água tratada que se perde entre a saída das estações de tratamento e a chegada às torneiras dos consumidores. Esse desperdício ocorre por vazamentos físicos na rede, fraudes, furtos ou falhas nos hidrômetros. Quanto menor o índice, mais eficiente é o sistema.
2. Por que São Bernardo já atingiu a meta de 2033 do Marco Legal do Saneamento? Porque a cidade registrou índice de 18,25% de perdas na distribuição, abaixo dos 25% exigidos pela Portaria 788/2024 do Ministério das Cidades como condição para acesso a recursos federais a partir de 2033. O resultado foi possível graças a investimentos continuados da Sabesp e cooperação com a Prefeitura.
3. O que acontece com os municípios que não atingirem a meta de 25% de perdas até 2033? Esses municípios poderão perder o direito de receber financiamento federal para obras de abastecimento de água. A Portaria 788/2024 do Ministério das Cidades estabelece esse cumprimento como condição para alocação de recursos públicos federais no setor.
4. São Bernardo pode perder essa posição no ranking? Sim. Como mostrou o caso de Santo André — que recuou 12 posições no Ranking do Saneamento 2026 após reduzir investimentos —, a manutenção do desempenho exige continuidade dos aportes. Sem investimento constante, redes envelhecem e as perdas voltam a crescer.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.