Tiroteio em Farmácia de SBC: O Crime Perdeu o Medo?

Compartilhe: Uma tentativa de assalto a uma farmácia em São Bernardo do Campo que terminou com um suspeito baleado neste fim de semana não é um incidente isolado. É o sintoma de uma mudança preocupante na segurança pública do Grande ABC: a migração do crime organizado “clássico” (bancos, cargas) para o roubo de varejo, que […]

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  •   Publicado em: 03 de novembro de 2025
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Uma tentativa de assalto a uma farmácia em São Bernardo do Campo que terminou com um suspeito baleado neste fim de semana não é um incidente isolado. É o sintoma de uma mudança preocupante na segurança pública do Grande ABC: a migração do crime organizado “clássico” (bancos, cargas) para o roubo de varejo, que é mais desesperado, imprevisível e violento para o morador comum.

Tiroteio em Farmácia de SBC: O Crime Perdeu o Medo?

Isso é inacreditável, sabia? Quando eu penso que já vi de tudo nesses 40 anos morando em Santo André, e trabalhando desde os anos 2000 aqui no ABcTudo.com.br, me aparece outra dessa.

A notícia do fim de semana que fez o estômago de todo mundo revirar: uma tentativa de assalto a uma farmácia, em São Bernardo do Campo, que terminou em tiroteio e com um dos suspeitos baleado.

Não estamos falando de um beco escuro às 3 da manhã. Estamos falando de um comércio, um lugar onde sua mãe, sua filha, ou você mesmo, poderia estar comprando um remédio.

Como jornalista e morador, eu não consigo ler isso como “só” mais uma notícia policial. Isso é um termômetro. É um sinal febril de que a sensação de insegurança no Grande ABC, que nós achávamos que estava melhorando com tanta tecnologia, talvez esteja só mudando de endereço.

 

O Contexto (Memória de 40 anos): O Crime que “Nós” Conhecia

Quem é mais antigo como eu, quem nasceu e cresceu aqui nos anos 80 e 90, sabe que o Grande ABC nunca foi a Suíça. Mas o crime era diferente.

Eu lembro bem. O Grande ABC era a capital da indústria. E o crime “pesado” refletia isso.

 

A Era dos “Grandes Golpes”

Nos anos 90, o que assustava a gente nas manchetes?

  • Roubo a Banco: Era a “especialidade” da casa. Quadrilhas organizadas, que usavam dinamite, que fechavam quarteirões. Era o “crime do vapor”. Assustava, mas era cirúrgico, longe do morador comum.
  • Roubo de Carga: Com a Anchieta e a Imigrantes aqui, e o Polo Petroquímico em Mauá, o foco era o caminhão. Quadrilhas especializadas em roubar carga valiosa.
  • Desmanches: O Grande ABC era a capital do carro. São Bernardo e Santo André tinham as montadoras. E, infelizmente, “nós” também tínhamos os maiores desmanches do país. O furto de veículo era (e ainda é) um problema crônico.

A violência existia, claro. Mas o crime de grande porte era focado no industrial, no logístico. O morador comum, na rua, se preocupava com o “trombadinha”, com o furto.

Tiroteio em Farmácia de SBC: O Crime Perdeu o Medo?

Tiroteio em Farmácia de SBC: O Crime Perdeu o Medo?

A Mudança na Economia (e no Crime)

Mas o Grande ABC mudou. Eu vi isso da minha janela, aqui de Santo André. A indústria pesada (como a Ford) se foi. Os galpões viraram atacarejos. A economia local virou serviços.

E o crime? O crime, meu caro, é um negócio. Ele se adapta.

O crime organizado “clássico” ficou mais difícil. Os bancos investiram bilhões em segurança. As transportadoras usam rastreadores. O que sobrou?

Sobrou o varejo. A padaria, o posto de gasolina, a loja de celular. E a farmácia.

 

A Análise (O Fato Cru): O Assalto na Farmácia de SBC

Vamos ao que interessa. O que o pessoal está relatando sobre o caso de São Bernardo?

Ainda é cedo para ter todos os detalhes, mas a dinâmica é a que “nós” infelizmente “tá” se acostumando a ver:

  • Indivíduos armados entram no estabelecimento comercial (a farmácia).
  • Eles não querem o cofre; eles querem o dinheiro rápido do caixa e os celulares dos clientes. É o crime de oportunidade.
  • Neste caso específico, houve uma reação. (As fontes ainda divergem se foi um segurança ou um policial à paisana que estava no local – um cenário muito comum).
  • O resultado: pânico, tiros dentro da loja, e um suspeito baleado.

 

O Perigo do “Novo Crime” do Varejo

Por que eu digo que isso é mais assustador que o roubo a banco dos anos 90?

Porque o roubo a banco era profissional. O assalto ao varejo é, muitas vezes, desesperado.

O criminoso que entra na farmácia “pra” levar o caixa “tá” (muitas vezes) sob efeito de drogas, está nervoso, e o riscode ele atirar em um refém ou em um cliente por qualquer movimento brusco é infinitamente maior.

Ele não coloca o morador do ABC em “risco colateral”. Ele coloca o morador como alvo primário (pelo celular) e escudo (na hora da fuga).

 

A Opinião (O “Bairrismo” Moderado): O Paradoxo da “Smart City”

Francamente, isso é um absurdo com o morador do ABC. “A gente paga imposto”, e um IPTU caríssimo.

E o que “nós” “recebemos” de volta?

 

Onde Estão as Câmeras? (E os Policiais?)

Na semana passada mesmo, “nós” “escreveu” aqui no ABcTudo.com.br sobre Santo André indo “pra” Barcelona falar de Smart City. São Bernardo tem o seu COI (Centro de Operações Integradas), uma muralha digital com milhares de câmeras.

São Caetano é a “capital” do monitoramento.

E, mesmo assim, um sujeito decide assaltar uma farmácia numa rua movimentada de São Bernardo.

O que isso nos diz?

Que a tecnologia (a câmera) é excelente “pra” depois do crime: “pra” rastrear a placa do carro, “pra” identificar o suspeito. Ela é investigativa.

Mas ela “tá” falhando miseravelmente como ferramenta de inibição. O criminoso não está com medo da câmera.

Por quê? Porque a câmera não “dá o bote”.

 

A Ausência do Policiamento Ostensivo

O que inibe o crime de oportunidade (o assalto na farmácia) não é a câmera no poste. É o policial na esquina.

Quem, como eu, tem 40 anos e anda pelo Grande ABC, sente falta disso. “Nós” trocou o policiamento ostensivo (o PM “a pé”, a “duplinha” da GCM na esquina) pelo patrulhamento de viatura (que passa rápido) e pelo monitoramento digital (que vê, mas não age na hora).

O prefeito Orlando Morando (de SBC) investiu, e muito, na GCM. O prefeito Paulo Serra (de Santo André) também. Mas “nós” “precisamos” perguntar: esse investimento “tá” sendo usado da forma correta? A estratégia de segurança “tá” focada em prevenir o assalto na farmácia, ou só em contar os crimes “pra” estatística de Barcelona?

 

Conclusão: O “Trabalho” do ABcTudo.com.br

E aí, o que você acha? Eu “tô” aqui no meu ‘Trabalho’, no ABcTudo.com.br, e fico com essa sensação amarga.

A estatística oficial (que “nós” já “mostrou” aqui) “diz” que os crimes violentos (como homicídio e latrocínio) caíramno Grande ABC. E isso é ótimo.

Mas o tiroteio na farmácia (o roubo) “mostra” que o medo do morador comum “tá” “justificado”. A violência só “trocou” de CEP.

Deixa sua opinião aí: você se sente seguro hoje andando nos centros comerciais de Santo André ou São Bernardo? Você policiamento na sua rua?


 

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que aconteceu em São Bernardo? Houve uma tentativa de assalto a uma farmácia de rede. Durante a ação, houve uma reação (provavelmente de um segurança ou policial) e uma troca de tiros, que terminou com um dos suspeitos baleado.

2. Por que o artigo diz que o crime “mudou”? Nos anos 90, o crime de “alto impacto” no Grande ABC era focado na indústria (roubo a bancos, cargas, desmanches). A análise é que, com a mudança econômica “pra” serviços e varejo, o crime “migrou” “pra” alvos mais “fáceis” e urbanos, como farmácias e lojas, colocando o morador comum em risco direto.

3. As câmeras de segurança não deveriam impedir isso? O artigo argumenta que as câmeras (como as do COI em São Bernardo) são mais reativas (ajudam a investigar depois) do que preventivas. Elas não estão inibindo o criminoso de agir, pois falta o policiamento ostensivo (o policial “na rua”).

4. Esse tipo de assalto ao varejo “tá” aumentando? Embora as estatísticas gerais de roubo possam estar estáveis ou em queda (segundo a SSP), a percepção é de que a violência nesses assaltos (o uso de arma em locais públicos, como farmácias) “tá” mais descarada e perigosa “pro” cidadão.

5. Qual a diferença entre “sensação de insegurança” e “estatística”? A estatística é o número frio de crimes registrados (ex: “roubos caíram 10%”). A sensação de insegurança é o medo que o morador sente no dia a dia. O artigo sugere que, mesmo que a estatística melhore, um tiroteio em uma farmácia (como o de São Bernardo) faz a sensação de insegurança piorar muito.


OPINIÃO

ABCTudo Paulista

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.

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