No sentido Grande ABC–São Paulo, a Rodovia Anchieta tem lentidão do km 13 ao km 10 e a Rodovia dos Imigrantes do km 17 ao km 14, ambas por alto fluxo. Os demais trechos sob concessão seguem com tráfego considerado bom. O tempo está encoberto no planalto, na serra e na interligação. Antes das pistas da Ecovias, o volume já se forma na Avenida dos Estados, na Avenida Prestes Maia e na Avenida Pereira Barreto, vias que a Wikipedia de Santo André descreve como acessos entre o ABC, a capital e a SP-150. Cerca de 150 mil veículos passam por dia em um trecho da dos Estados, segundo a prefeitura andreense na abertura do Complexo Santa Teresinha.
Quem sai de Santo André, São Bernardo ou São Caetano rumo a São Paulo quase nunca pisa direto na cabine da concessionária. O percurso começa no asfalto municipal. A Wikipedia lista a Avenida dos Estados às margens do rio Tamanduateí como ligação da região central e da Zona Leste da capital a Santo André e, no outro extremo, a Mauá. A Avenida Pereira Barreto liga Santo André ao centro de São Bernardo e à Rodovia Anchieta. A Avenida Prestes Maia liga o Campestre a São Bernardo e de novo à Anchieta. A saída 16 da SP-150, em São Bernardo, desemboca no anel viário formado pelas avenidas Lions e Prestes Maia.
A dos Estados nasceu por etapas, acompanhando a indústria à beira do Tamanduateí. O Diário do Grande ABC, em texto de 1999, lembra que ela não teve “dono” político único: foi colcha de retalhos, primeiro chamada de Marginal do Tamanduateí nas plantas dos anos 1940, com trechos em paralelepípedo no fim daquela década. O desenho antigo previa uma via metropolitana do Santana, no norte da capital, até Rio Grande da Serra. O que restou é o corredor que hoje mistura caminhão, ônibus e carro de quem trabalha na Mooca, no Ipiranga ou no centro.
A Prefeitura de Santo André, na entrega de ponte e viaduto do Complexo Viário Santa Teresinha, registrou cerca de 150 mil veículos por dia naquele trecho da dos Estados. O objetivo das obras era reduzir cruzamento em nível com o Viaduto Presidente Castelo Branco e priorizar, no semáforo que sobra, a Prestes Maia e o Corredor ABD. O viaduto liberado no sentido São Caetano–Mauá tem 719 metros. A Prestes Maia, revitalizada em 2021, foi escolhida para a primeira Faixa Azul de moto fora da capital: largura média de 3,28 m, ligação entre São Bernardo, a dos Estados e Santo André. Sinistros com moto na cidade subiram de 169 em 2021 para 311 em 2023, segundo o DET municipal citado pelo Repórter Diário.
A Pereira Barreto corta o tecido entre o centro andreense e São Bernardo. Rotas cartográficas colocam pouco mais de 6 km entre ela e a Prestes Maia, passando pela Lauro Gomes. Na prática da segunda-feira, esse quilômetro curto é fila quando a Anchieta segura o km 13. A Dom Pedro II faz o outro eixo: Santo André–São Caetano. A Perimetral (Coronel Alfredo Fláquer, Santos Dumont, Giovanni Battista Pirelli) liga Santo André a Mauá. A Rua Oratório e a Atlântica completam o leque para a Zona Leste e para o Rudge Ramos. Nenhuma dessas placas substitui a SP-150 ou a SP-160. Elas só empurram o mesmo volume até o pedágio.
Onde a fila da cidade vira fila da serra
A Anchieta (SP-150) entra em São Bernardo e sobe até o Sacomã. A Imigrantes (SP-160) margeia Diadema e deságua no Jabaquara e na dos Bandeirantes. Quando a concessionária marca lentidão nos quilômetros baixos — perto da capital —, o refluxo sobe a Prestes Maia, a Lions e a dos Estados. Boletins repetidos da Ecovias, reproduzidos pela Gazeta de São Paulo e pelo Costa Norte, usam a mesma faixa: Anchieta do km 13 ao 10 ou do km 12 ao 10; Imigrantes do km 16 ao 14 ou do km 14 ao 16, sempre sentido São Paulo, sempre “alto fluxo”. O boletim desta manhã cabe nesse padrão: Anchieta km 13–10; Imigrantes km 17–14. Demais trechos da concessão, tráfego bom.
O Sistema Anchieta-Imigrantes junta as duas pistas no planalto pela Interligação. O tempo encoberto no planalto, na serra e na interligação reduz contraste de faixa e de neblina no topo, mesmo sem chuva descrita neste boletim. A Ecovias publica condições das 7h às 22h em dia útil e mantém o 0800 019 7878 para emergência. Operação 5×5 (cinco faixas em cada sentido no conjunto das pistas) ou 5×3 aparece em outros dias, quando a concessionária fecha faixa de serra. Este texto não atribui esquema de faixas que o boletim atual não citou.
A chegada à capital não é um único funil. Na Anchieta, o km 10–13 é a porta do Sacomã: a pista larga vira avenida. Na Imigrantes, o km 14–17 é a porta de Diadema–Jabaquara. Quem tenta “fugir” de uma para a outra nesta manhã encontra as duas lentas no mesmo sentido. Os demais quilômetros da concessão — serra, interligação, baixada — estão, segundo o mesmo aviso, com condição boa. A fila desta hora está na borda urbana, não na descida inteira.
O que o encoberto muda no trecho de planalto
Encoberto no planalto e na serra não é o mesmo que temporal. Não há, neste boletim, registro de pista escorregadia nem de bloqueio por acidente. Há céu fechado na interligação, o ponto em que Anchieta e Imigrantes se falam no alto da Serra do Mar, por volta do km 40. Em outros dias a Ecovias já descreveu chuva no planalto e encoberto no topo. Hoje o recorte é só encoberto nos três pedaços — planalto, serra, interligação.
A rotina de segunda no Grande ABC é essa costura: casa na Vila Guiomar ou no Rudge Ramos, Prestes Maia ou Pereira Barreto, alça da saída 16, SP-150 ou SP-160, Sacomã ou Jabaquara. A dos Estados, se o destino é Mooca ou o Brás, dispensa a serra e entrega o Tamanduateí até a marginal. São dois sistemas no mesmo horário de pico: o corredor de rio (Estados–São Caetano–capital) e o corredor de serra (Pereira Barreto / Prestes Maia / Lions–Anchieta ou Imigrantes). Os dois incham juntos quando a indústria e o escritório começam no mesmo relógio.
O Complexo Santa Teresinha tentou separar o fluxo da dos Estados do semáforo da Prestes Maia. A Faixa Azul tentou separar moto de carro na mesma Prestes Maia. Nenhuma das duas obras apaga o km 13 da Anchieta. O volume que a prefeitura mediu — 150 mil por dia num ponto só — explica por que 3 km de lentidão na rodovia viram 40 minutos na avenida.
Via
Papel no sentido ABC → São Paulo
Situação no boletim / fonte
Avenida dos Estados
Tamanduateí: ABC, Mauá, Zona Leste e centro da capital
Corredor urbano; ~150 mil veículos/dia no trecho do complexo
A Indio Tibiriçá e o Rodoanel existem no mapa da região, mas não entram neste boletim. O que entra é o par Anchieta–Imigrantes e as três avenidas que o alimentam. Quem está no km 11 da Anchieta já saiu do ABC municipal e ainda não entrou na avenida paulistana. São três quilômetros em que o relógio da segunda-feira costuma parar.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Onde está a lentidão na Anchieta agora? Do km 13 ao km 10, sentido São Paulo, por alto fluxo de veículos.
2. E na Imigrantes? Do km 17 ao km 14, também sentido São Paulo, pelo mesmo motivo.
3. O restante da rodovia está ruim? Nos demais trechos sob concessão o tráfego é considerado bom.
4. Qual avenida liga Santo André à Anchieta? A Wikipedia cita a Avenida Pereira Barreto e a Avenida Prestes Maia. A saída 16 da Anchieta, em São Bernardo, chega ao anel Lions–Prestes Maia.
5. Para que serve a Avenida dos Estados? Segue o Tamanduateí e liga Santo André à Zona Leste e ao centro de São Paulo, além de Mauá.
6. Como está o tempo na serra? Encoberto no planalto, na serra e na interligação.
7. A Prestes Maia só corta Santo André? Não. Liga o Campestre a São Bernardo e à Anchieta e forma anel com a Lions.
8. Quantos carros passam na dos Estados? A Prefeitura de Santo André citou cerca de 150 mil veículos por dia no trecho das obras do Complexo Santa Teresinha.
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