A cidade de Santo André, sob a gestão do prefeito Gilvan Ferreira, registrou uma alta histórica de mais de 35% em suas exportações em 2025, atingindo a impressionante marca de US$ 572,45 milhões, segundo dados oficiais do MDIC. Esse crescimento expressivo superou com folga a média de todo o Grande ABC e foi impulsionado pela venda de borracha, pneus, plásticos, produtos químicos e até armas. Com o apoio estratégico do secretário Evandro Banzato, a cidade reforça sua economia local vendendo para gigantes como Estados Unidos e Argentina. Descubra neste artigo como essa verdadeira injeção de dólares estrangeiros movimenta o mercado de trabalho, financia a infraestrutura urbana e beneficia diretamente a vida e a rotina dos moradores do ABC.
O Renascimento Industrial no Coração do ABC Paulista
Para quem nasceu, cresceu e caminhou pelas ruas da nossa região ao longo das últimas décadas, a identidade visual e sonora da cidade sempre esteve atrelada à força do maquinário pesado. Nós, moradores do ABC, guardamos na memória o som das sirenes de troca de turno das grandes fábricas, o cheiro característico da produção de borracha nos arredores do Polo Petroquímico de Capuava e o orgulho de pertencer à chamada “Manchester Paulista”. Durante muito tempo, contudo, houve um temor generalizado de que a desindustrialização esvaziasse os nossos galpões. A notícia divulgada nesta terça-feira, 10 de março de 2026, prova exatamente o contrário: a nossa indústria não apenas sobreviveu, como aprendeu a dominar o mundo.
Os dados consolidados e recém-publicados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmam que as exportações de bens produzidos no município de Santo André fecharam o ano de 2025 com uma alta estrondosa de mais de 35% em relação ao ano anterior. Estamos falando da injeção de centenas de milhões de dólares diretamente na base produtiva da nossa cidade.
Para compreender a magnitude deste feito, é preciso olhar para o retrovisor histórico da metrópole. O Grande ABC foi o grande motor do “milagre econômico” brasileiro no século XX, fabricando de automóveis a utilidades domésticas para o mercado interno. A transição para o século XXI exigiu dor, adaptação e, acima de tudo, inovação tecnológica. O salto nas vendas externas prova que as empresas instaladas em território andreense atingiram um nível de qualidade e competitividade global, capazes de disputar espaço nas prateleiras dos mercados mais exigentes do planeta, da América do Norte à Ásia.
Os Números da Vitória: Dissecando o Salto de 35%
A matemática do comércio exterior é fria, mas, neste caso, ela conta uma história de sucesso absoluto. De acordo com os relatórios oficiais do MDIC, as vendas para o exterior originadas em Santo André somaram o montante de US$ 572,45 milhões ao longo de todo o ano de 2025.
Para termos uma base de comparação real, no mesmo período do ano de 2024, o resultado havia sido de US$ 423,97 milhões. Esse acréscimo de quase US$ 150 milhões em apenas doze meses é um indicativo claro de que as indústrias locais conseguiram expandir suas carteiras de clientes internacionais, otimizar sua logística (aproveitando a proximidade estratégica com o Rodoanel Mário Covas e o Porto de Santos) e entregar produtos de alto valor agregado.
O destaque andreense torna-se ainda mais brilhante quando colocado lado a lado com o desempenho dos seus vizinhos. A cidade obteve um aumento brutal se comparado à média da própria região. No mesmo período analisado, o Grande ABC como um todo exportou cerca de US$ 6,15 bilhões. Isso representou um aumento respeitável de 10,02% em relação a 2024 (quando a região exportou US$ 5,59 bilhões). Ou seja, enquanto a região cresceu na casa dos 10%, Santo André acelerou mais que o triplo, puxando a locomotiva do comércio exterior regional para cima.
A Estratégia do Poder Público: Gilvan Ferreira e Evandro Banzato
O sucesso nas prateleiras globais não é fruto do acaso ou apenas da flutuação favorável da taxa de câmbio do dólar. Ele resulta de um ecossistema de negócios favorável, onde o poder público atua como um facilitador, não como um obstáculo burocrático.
O prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira, foi enfático ao analisar o balanço anual, creditando a vitória à sinergia entre as políticas municipais e a garra do empresariado local:
“O crescimento de mais de 35% nas exportações de Santo André em 2025 demonstra a força da nossa indústria e a capacidade das empresas da cidade de competir em mercados internacionais. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto entre o poder público e o setor produtivo para fortalecer o ambiente de negócios, incentivar a inovação e ampliar oportunidades para nossa economia. Seguiremos investindo em políticas de desenvolvimento econômico, geração de empregos e apoio às empresas, para que Santo André continue ampliando sua presença no comércio exterior e consolidando seu papel estratégico no Grande ABC”, enalteceu o prefeito Gilvan Ferreira.
Na mesma linha de raciocínio, a execução tática dessas políticas de incentivo fica a cargo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego. O titular da pasta, o secretário Evandro Banzato, é uma figura central na articulação entre as fábricas, as associações comerciais e as rodadas de negócios internacionais promovidas pelo município.
De acordo com Evandro Banzato, os números não mentem sobre o clima de competitividade que foi instaurado: “o crescimento das exportações de bens produzidos em nossa cidade reflete as políticas de incentivo à competitividade industrial e o apoio logístico às empresas locais. Os dados positivos do MDIC são o reflexo de um trabalho feito com muita dedicação e entusiasmo para tornar nossa indústria cada vez mais global”.
Chuva de Dólares – Santo André Bate Recorde!
Foto: Divulgação – Prefeitura Municipal de Santo André
O Que Santo André Vende Para o Mundo?
Quando imaginamos navios cargueiros zarpando do Porto de Santos rumo ao exterior, é natural nos perguntarmos o que exatamente está dentro daqueles contêineres metálicos. A matriz de exportações de Santo André é historicamente robusta e altamente diversificada, fugindo da armadilha nacional de exportar apenas commodities (como soja e minério de ferro). A nossa cidade vende tecnologia, química fina e manufatura pesada.
Os dados detalhados pelo ministério e pelas associações industriais apontam os campeões de venda das fábricas andreenses.
Lista 1: Os Principais Produtos Exportados por Santo André
Borracha e derivados: Herança direta das grandes multinacionais do setor de pneumáticos instaladas na região ao longo do último século.
Pneus e artefatos automotivos: Produtos de alto valor agregado essenciais para frotas de veículos leves e pesados em diversos continentes.
Plásticos (Polímeros diversos): Materiais oriundos do polo petroquímico, base para indústrias de embalagens, construção civil e tecnologia médica global.
Produtos diversos da indústria química: Reagentes, tintas, solventes e insumos essenciais para a cadeia produtiva mundial.
Armas e munições: Um segmento de alta tecnologia e precisão, destacado pela presença de indústrias bélicas de padrão internacional estabelecidas na divisa estratégica da Diretoria Regional.
Essa diversidade industrial é um escudo contra crises econômicas globais. Se o mercado de plásticos sofre uma retração temporária, a venda de pneus ou químicos compensa a balança comercial, garantindo que o chão de fábrica na Avenida dos Estados e arredores não pare de funcionar.
Para Onde Vão Nossos Produtos? O Mapa do Comércio
Vender muito exige compradores de peso. E a carteira de clientes internacionais de Santo André e da sua Diretoria Regional (que compreende também Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, sob a ótica do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – CIESP) é um verdadeiro mapa-múndi de potências econômicas e mercados emergentes sedentos por qualidade.
O raio-x geográfico das vendas mostra que a produção andreense atende desde as exigentes normas de segurança da União Europeia até as necessidades logísticas do Sudeste Asiático.
Tabela: Principais Destinos das Exportações Andreenses e Regionais (CIESP)
Para facilitar a visualização de onde o trabalho do operário do ABC está parando, preparamos a tabela abaixo, segmentando os compradores oficiais do município e os parceiros comerciais da Diretoria Regional do CIESP:
Região / Bloco
Países Compradores
Destaque de Demanda
América do Norte
Estados Unidos, México
Armas, munições, borracha, plásticos pesados e peças.
América do Sul
Argentina, Colômbia, Paraguai, Chile
Pneus, manufaturados químicos e produtos industriais de base.
Produtos de alta adequação técnica, química fina e derivados petroquímicos.
África
Marrocos
Plásticos e manufaturas diversificadas da indústria pesada.
A presença dos Estados Unidos e da Argentina como clientes âncoras é estratégica. Enquanto os americanos compram volume e alta tecnologia (como o setor de defesa e munições), a Argentina (nosso parceiro de Mercosul) absorve enormemente a produção da cadeia automotiva e de borrachas.
É natural e perfeitamente justificável que o cidadão comum, lendo sobre cifras de US$ 572 milhões e navios indo para a Tailândia, faça a pergunta definitiva: “Mas afinal, como isso afeta meu bolso?”. A macroeconomia global, por vezes, parece distante da feira de domingo e do pagamento do aluguel, mas a conexão é absolutamente direta e profunda para quem vive na região.
Quando Santo André bate recorde de exportações, uma verdadeira injeção de dólares entra na corrente sanguínea da cidade. Esse dinheiro “novo” não estava circulando internamente; ele foi trazido de fora e gera um efeito multiplicador brutal.
Lista 2: Como as Exportações Transformam a Vida do Morador do ABC
Blindagem de Empregos e Novas Vagas: Fábricas que exportam não dependem apenas da crise ou bonança do Brasil. Se o consumo interno cai, elas continuam produzindo para a China ou EUA. Isso garante que as demissões em massa não ocorram. Mais produção exige turnos extras, contratação de novos operários, engenheiros, técnicos de logística e motoristas de caminhão.
Aquecimento Real da Economia Local: O trabalhador da indústria que recebe seu salário e suas horas extras gasta esse dinheiro perto de casa. Ele consome na padaria do bairro Capuava, compra roupas no calçadão da Oliveira Lima e vai aos restaurantes com a família no final de semana. A economia local prospera de baixo para cima porque a base piramidal está empregada e com poder de compra.
Investimentos em Transporte Público e Infraestrutura: As indústrias pagam impostos massivos (como a fatia municipal do ICMS) sobre toda essa circulação de riquezas. Quando o cofre da Prefeitura de Santo André enche, o governo ganha margem orçamentária para asfaltar ruas esburacadas, modernizar terminais e subsidiar tarifas, resultando em um transporte público mais eficiente para o trabalhador.
Mais Verba Para a Saúde na Região: O excedente orçamentário oriundo da alta tributária do polo industrial permite que a gestão municipal invista pesado em qualidade de vida. Construção de novas UPAs, revitalização de hospitais como o CHM (Centro Hospitalar do Município) e compra de medicamentos essenciais dependem diretamente de uma cidade que arrecada bem. Quando a indústria vai bem, a saúde na região recebe o oxigênio financeiro que salva vidas.
O Papel do CIESP e a Integração Regional
A análise do sucesso andreense não estaria completa sem citar a articulação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP). A Diretoria Regional de Santo André possui um papel guarda-chuva, abrangendo também as cidades vizinhas de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Essa integração é fundamental porque a cadeia produtiva não respeita as fronteiras municipais invisíveis. Uma peça de plástico pode ser moldada em Ribeirão Pires, receber um acabamento químico em Mauá e ser embalada para exportação em um galpão logístico em Santo André. Ao exportar para o México, Países Baixos, Alemanha, Colômbia, Paraguai, China, Chile e Índia, a Diretoria Regional consolida o Grande ABC como uma engrenagem única.
O destaque específico para a exportação de armas e munições, borracha e plásticos — tendo Estados Unidos, Argentina e Marrocos como os principais destinos regionais — demonstra que o CIESP atua fortemente na identificação de parceiros comerciais, promovendo a capacitação aduaneira para que até mesmo empresas de médio porte consigam quebrar a barreira da exportação, ensinando-as a navegar pelas complexas regras de tarifas alfandegárias globais.
O Futuro Promissor da Indústria Andreense
O fechamento do ano de 2025 com a marca de US$ 572,45 milhões é mais do que uma linha em uma planilha do MDIC; é um certificado de resiliência. As empresas locais provaram que a inteligência operacional, a modernização dos parques industriais e a parceria com as esferas de governo (lideradas por Gilvan Ferreira e Evandro Banzato) formam a receita exata para superar a concorrência global asiática e europeia.
Para os próximos anos, o desafio de Santo André é não apenas manter essa taxa de crescimento na casa dos 35%, mas diversificar ainda mais a sua pauta de produtos. A atração de startups focadas em tecnologia da informação e a transição para a chamada “Indústria 4.0” (automação e inteligência artificial) serão os próximos capítulos dessa saga.
A cidade que ajudou a erguer o Brasil agora se lança, de vez, para vestir e equipar o mundo. E para os moradores do ABC, que testemunham o vai e vem de caminhões repletos de produtos de altíssima qualidade pelas vias marginais todos os dias, fica a certeza de que o futuro do trabalho e da prosperidade continua ancorado no chão firme das nossas indústrias.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quanto a cidade de Santo André exportou no ano de 2025?
De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas externas de produtos fabricados em Santo André somaram US$ 572,45 milhões em 2025, um aumento de mais de 35% em relação ao ano anterior.
2. Quais são os principais produtos vendidos por Santo André para outros países?
O polo industrial da cidade se destaca pela alta produção tecnológica e química. Os principais itens exportados incluem borracha, produtos manufaturados (como plásticos e pneus), uma grande diversidade de itens da indústria química e, através da abrangência regional do CIESP, o setor bélico de armas e munições.
3. Quais países compram as mercadorias produzidas no Grande ABC?
A carteira de clientes é vasta. Os principais destinos exclusivos de Santo André foram Estados Unidos, Argentina, Tailândia e Indonésia. Ampliando para a Diretoria Regional do CIESP (que inclui cidades vizinhas), as exportações também chegam a países como México, Holanda (Países Baixos), Alemanha, Colômbia, Paraguai, China, Chile, Índia e Marrocos.
4. Como a prefeitura ajudou as empresas a atingirem esse recorde de exportação?
Segundo o prefeito Gilvan Ferreira e o secretário Evandro Banzato, o poder público atuou na melhoria do ambiente de negócios, no incentivo direto à competitividade industrial, na facilitação de barreiras burocráticas e na prestação de apoio logístico para que as empresas pudessem enviar suas mercadorias para o exterior com maior agilidade.
5. Por que as exportações industriais melhoram os serviços públicos da minha cidade?
Porque o volume massivo de dólares que entra fortalece o faturamento das indústrias, gerando mais empregos e aumentando o recolhimento de impostos pela cidade (como o ICMS). Esse aumento de receita vai direto para os cofres públicos, sendo reinvestido em melhorias vitais na infraestrutura de transporte público, escolas e na saúde na região.
Fontes e Referências
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) – Balança Comercial Municipal (Base de dados 2024/2025).
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) – Diretoria Regional de Santo André – Relatórios Setoriais de Exportação.
Prefeitura Municipal de Santo André – Comunicados oficiais do Gabinete do Prefeito e Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego.
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OPINIÃO
ABCTudo Paulista
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.