Convulsão ou Crise Epiléptica – Como Diferenciar – Neurocirurgião Dr Victor Barboza

Convulsão ou Crise Epiléptica: Muitas pessoas acreditam que Convulsão ou Crise Epiléptica tratam-se da mesma situação. No entanto, a ocorrência de convulsão não necessariamente está relacionada à epilepsia: a cada 10 pessoas que sofrem de crises convulsivas, apenas uma apresenta a doença.

Convulsão ou Crise Epiléptica

Este fato que demonstra que não há uma relação direta entre ambos. No momento da crise, para detectar se trata-se de uma convulsão ou de uma crise epiléptica, é necessário atentar-se aos sinais, que poderão facilitar também o diagnóstico clínico. Convulsão ou Crise Epiléptica – Como Diferenciar

A convulsão, ou crise convulsiva, é um evento muito comum na área da saúde. Estima-se que cerca de 5% da população é acometida por ocorrência de crises convulsivas. A condição incide sobre pessoas de todas as faixas etárias, em especial crianças nos seus primeiros anos de vida.

Existem diversos tipos de convulsão; dentre eles, o mais conhecido e frequente é a crise convulsiva generalizada.

Os sintomas mais comuns são abalos musculares, perda da consciência, febre, salivação e, em alguns casos, perda esfincteriana.Mas afinal, como diferenciar uma convulsão de uma crise epiléptica? O paciente pode ter de uma a duas convulsões (com um longo intervalo de tempo) durante toda sua vida, sem ter epilepsia, ou seja, apresentar um quadro somente de convulsão. Entretanto, surge a suspeita de epilepsia quando o paciente apresenta duas ou mais convulsões em um curto período de tempo. Nesse caso, há uma avaliação clínica que detecta a possível causa dessas crises repetitivas, confirmando o diagnóstico da doença.

Convulsão ou Crise Epiléptica – Diagnóstico Clínico A ocorrência de duas ou mais convulsões espontâneas em um período de 24 horas já pode indicar um quadro de epilepsia. Após a primeira crise convulsiva, o especialista deve avaliar qual a probabilidade de ocorrer uma segunda crise e dar início à busca do diagnóstico do evento, através de uma série de exames.

Histórico familiar, atraso no desenvolvimento, identificação de outros problemas clínico, presença de fatores de risco, histórico de outras crises convulsivas, faixa etária e outras particularidades do paciente são fatores que colaboram no fechamento do diagnóstico, para confirmar ou eliminar as suspeitas de epilepsia.

Para o fechamento do diagnóstico clínico, durante a avaliação com o neurologista, é fundamental a presença de alguém que testemunhou a convulsão e saiba descrever com detalhes o que aconteceu durante o evento. Isso ajudará o especialista a desvendar a origem e localização da crise, e assim classificá-la como um ataque epiléptico ou não, e dar início ao tratamento adequado.

Além de ouvir a descrição detalhada do paciente e das testemunhas em relação à crise convulsiva, o médico solicitará a realização de uma série de exames, como exame de sangue, exame de urina, eletroencefalograma e, em alguns casos, tomografia e ressonância do crânio.

Convulsão ou Crise Epiléptica – Tratamento Atualmente, existe uma série de possibilidades de tratamento para controle das crises convulsivas e ataques epilépticos, como o uso de medicamentos e cirurgias.

O paciente epiléptico deve ter consciência da importância do tratamento adequado para o controle da doença, prevenindo futuras crises que possam se manifestar em momentos importunos, e, consequentemente, evitando possíveis acidentes e consequências mais graves decorrentes da perda de consciência. Diante de uma crise convulsiva, deve-se buscar ajuda médica emergencial.

O médico especialista poderá classificar a crise como epiléptica ou não. Por isso, a consulta com o especialista é essencial, para que o tratamento adequado seja solicitado e iniciado com prontidão.

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