Dor Crônica e o Tratamento com EMT

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Por Guilherme Toffanelli
  •   Publicado em: 16 de agosto de 2025

Este artigo revela como a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) está revolucionando o tratamento da dor crônica! Atuando diretamente no cérebro, a técnica oferece alívio significativo para pacientes que já tentaram de tudo — com segurança, ciência e excelentes resultados. Uma abordagem promissora e poderosa contra a dor!

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Dor Crônica e o Tratamento com EMT

A dor crônica é uma condição que afeta milhões de pessoas e pode comprometer seriamente a qualidade de vida. Embora existam diversas abordagens terapêuticas, nem sempre elas são suficientes. Neste artigo, você vai entender como a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) vem se tornando uma ferramenta inovadora e eficaz no controle da dor crônica, atuando diretamente no cérebro para modular sua resposta à dor.

Por quê a EMT é Necessária Contra Dor Crônica?

A dor crônica é um desafio muito grande para diversos pacientes, seja a neuropática, uma enxaqueca crônica, uma fibromialgia ou até mesmo uma dor na coluna crônica. Diversos tipos de dores crônicas têm a característica de modificar o funcionamento do cérebro, que fica muito mais sensível e perceptível à dor.

O cérebro de quem tem dor crônica está treinado a perceber dor e tem mais dificuldade em inibir o processo dela. E, às vezes, mesmo com fortes medicamentos para controlar ou prevenir a dor, ou até mesmo procedimentos para que tentem abrandá-la, não chegam a ser suficientes para controlar a dor do paciente, justamente porque a percepção de dor no cérebro está muito grande. Qualquer mínimo estímulo de dor, o cérebro a percebe e também a capacidade de inibir a dor do cérebro está reduzida.

O funcionamento do cérebro foi modificado ao longo do tempo devido à dor crônica, isso chama-se sensibilização central, que é a maior capacidade do cérebro em perceber a dor e a menor capacidade de inibir a mesma.

Já existem diversos estudos de ressonância funcional comparando o cérebro de quem tem dor crônica com o de quem não tem e sabe-se que a forma de funcionar do cérebro de quem tem a dor crônica é diferente, justamente por conta que está tendo a dor crônica.

E como o tratamento dela é multimodal, quanto mais ferramentas que tenham evidência científica, de eficácia para o tratamento da dor, melhor para o paciente, e aí entra a estimulação magnética.

Lembra da EMT?

A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é uma técnica que permite modular a atividade elétrica dos neurônios de forma localizada, podendo excitá-los ou inibi-los. Como já explicado, o cérebro funciona como um processador biológico com áreas específicas para diferentes funções, e sua atividade ocorre por impulsos elétricos.

Além de abordagens químicas (como medicamentos) e físicas (como exercícios repetitivos), a EMT utiliza campos magnéticos para gerar atividade elétrica em regiões específicas do cérebro, promovendo efeitos excitatórios ou inibitórios.

Assim, por exemplo, para inibir áreas ligadas à ansiedade, aplica-se uma frequência específica que reduz a atividade dos neurônios. Já para casos como depressão, em que há queda de atividade relacionada ao foco, prazer e bem-estar, estimula-se regiões específicas com frequências que aumentam a atividade neural.

Como ela é realizada em Casos de Dor Crônica?

No caso da dor crônica, a EMT ainda não foi aprovada pelo FDA para uso terapêutico, pois não há consenso sobre o protocolo ideal. No entanto, diversos estudos já demonstram eficácia, e seu uso clínico é permitido, embora sem cobertura obrigatória por planos de saúde ou pelo SUS.

A técnica tem se mostrado especialmente eficaz quando aplicada com alta frequência (excitatória) sobre o córtex motor primário (área M1). A justificativa é que essa área contém conexões neurais envolvidas na inibição da percepção da dor. Ao estimular essa região, fortalece-se o sistema cerebral que regula e reduz a dor.

Procedimento

A aplicação é semelhante à usada em outros tratamentos com EMT:

  1. Localização das áreas cerebrais por meio de medições cranianas, com marcação na touca para manter a precisão em sessões futuras — especialmente a área motora (M1) e, quando necessário, a região pré-frontal dorsolateral esquerda.
  2. Determinação do limiar motor, feita por meio de estímulos que provocam movimentos involuntários da mão. O objetivo é encontrar a menor intensidade necessária para gerar esse movimento, ajustando a dosagem do tratamento ao paciente.
  3. Inicia-se então a estimulação magnética repetitiva e excitatória no córtex motor. Em seguida (ou nos intervalos), são realizados exercícios de fisioterapia, potencializando os efeitos analgésicos da EMT.
  4. Quando indicado, também se estimula a área pré-frontal dorsolateral esquerda, que atua como complemento ao controle da dor e contribui para a melhora do estado emocional, aspecto frequentemente impactado pela dor crônica.

OK, e Quanto aos Resultados?

Os resultados que se espera com a terapêutica da estimulação magnética transcraniana são que pelo menos 50% dos pacientes tenham uma redução da dor em pelo menos 50% do nível da dor e que isso dure em cerca de um a seis meses, sendo que tem casos que podem durar até um ano.

O tamanho da eficácia do tratamento está diretamente relacionado ao número e à frequência das sessões, que devem ser aplicadas uma próxima da outra, diariamente, ou seja, todos os dias da semana, pelo menos no início do tratamento.

Logo, quanto mais intensa é a aplicação e quanto maior é o tempo de aplicação, quanto maior o número de sessões, maior é a chance de um resultado positivo no controle da dor. Então, o paciente que aplica uma vez, duas vezes na semana não vai ter efeito nenhum, isso já é comprovado.

Mais uma Arma Contra a Dor Crônica

A técnica de estimulação magnética transcraniana para a dor é uma opção terapêutica extremamente válida para diversas situações na jornada do paciente com dor crônica. E, muitas vezes, quando conseguimos deixá-lo sem dor com a EMT, também é realizada a continuidade de tratamentos com medicamentos, terapias físicas e controle emocional para evitar o retorno da dor.

É uma técnica que é segura, com comprovação científica, poucos efeitos colaterais e tem pouquíssimas contraindicações, então, é um arsenal de mão cheia para o tratamento das pessoas que têm dor crônica.

ATENÇÃO

Conteúdo informativo, não substitui médico

Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui o diagnóstico feito em consulta médica.
Em caso de dúvidas ou aparecimento de sintomas mencionados neste artigo procure um profissional de saúde qualificado para obter um diagnóstico preciso.
Lembre-se a automedicação pode ocasionar graves complicações.


OPINIÃO

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.

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