A Ferrari confirmou seu favoritismo no Grande Prêmio de Mônaco de 2026 com uma dobradinha expressiva no segundo treino livre (TL2): Lewis Hamilton registrou o melhor tempo (1:13.026) e Charles Leclerc ficou em segundo, apenas 0s111 atrás. O resultado não foi acidente — o SF-26 é tecnicamente projetado para brilhar exatamente em circuitos de baixa velocidade como Monte Carlo. Com a Mercedes dominando a temporada, Monaco surge como a janela perfeita para a Ferrari quebrar o jejum de vitórias em 2026. Gabriel Bortoleto terminou em nono.
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Ferrari Devora Monaco: Hamilton É P1, Leclerc P2 no TL2 — E o Domingo Promete
O dia em que Monte Carlo virou território vermelho
Assim com o no FP1 onde a Ferrari dominou, Não é só uma corrida. É um ritual. As grades de ferro, o barulho que ecoa entre os prédios, o cheiro de borracha misturado com mar. Cresci vendo a lenda de Ayrton Senna vencer aqui seis vezes, de Schumacher controlar corridas inteiras sem deixar brecha. Monaco não é uma pista — é uma armadilha para os imprudentes e um paraíso para os precisos.
E nesta sexta-feira (5 de junho de 2026), Monte Carlo voltou a pertencer à Ferrari.
Lewis Hamilton liderou o segundo treino livre para o GP de Mônaco registrando o melhor tempo da sessão (1:13.026) à frente do companheiro de equipe Charles Leclerc. Max Verstappen, George Russell e Kimi Antonelli completaram o top 5, enquanto Gabriel Bortoleto terminou na nona colocação.
A dobradinha foi construída com frieza cirúrgica. A Ferrari colocou pneus macios em seus dois carros e voltou ao topo da tabela de tempos. Hamilton assumiu a liderança definitiva do treino, seguido por Leclerc, garantindo uma dobradinha da equipe italiana em Monte Carlo.
O GP de Mônaco pode representar uma mudança importante no equilíbrio de forças da Fórmula 1 em 2026. As características únicas do circuito de rua e algumas adaptações regulamentares para o fim de semana tendem a reduzir um dos principais trunfos da Mercedes nas primeiras corridas da temporada. Desde o início do campeonato, as equipes enfrentam dificuldades para lidar com o equilíbrio entre o motor a combustão e a parte elétrica das unidades de potência.
O ponto central está na recuperação de energia. Em Monte Carlo, o traçado conta com várias zonas de frenagem, fundamentais para a recuperação de energia, e retas curtas, o que altera completamente a dinâmica observada até agora.
Isso beneficia diretamente o SF-26. O SF-26 apresentou evolução em seu comportamento dinâmico após as atualizações introduzidas em Miami, desempenho confirmado posteriormente por Lewis Hamilton no GP do Canadá. O britânico encontrou uma configuração que aumentou sua confiança ao volante, fator especialmente importante nas ruas de Monte Carlo. A Ferrari também poderá explorar uma das características marcantes do SF-26: a forte capacidade de aceleração, sobretudo nas saídas de curva.
Quem reforçou esse diagnóstico não foi a Ferrari — foi o rival direto. Andrea Stella, dirigente da McLaren, revelou que os dados de GPS apontam uma competitividade consistente da Ferrari nos tipos de curvas presentes em Monte Carlo. Ele destacou especialmente o primeiro setor do circuito. Segundo o dirigente, a combinação entre curvas lentas e trechos fluidos favorece diretamente o comportamento do SF-26.
Tanto Oscar Piastri quanto Lando Norris afirmaram que não ficariam surpresos se a Ferrari ocupasse a primeira fila do grid para a corrida de domingo.
Mas Monaco não é só Ferrari contra o mundo. Dentro da própria equipe, existe um duelo que vai muito além dos décimos de segundo.
A Fórmula 1 vive um momento em que Hamilton parece cada vez mais adaptado ao carro da Ferrari. Depois de um 2025 complicado, o britânico reduziu significativamente a diferença para o companheiro de equipe em 2026 e já soma dois pódios na temporada, algo que não havia conseguido no ano passado.
Os números falam por si. Na disputa direta de classificação, Leclerc lidera por apenas 3 a 2 em 2026, contraste significativo em relação ao domínio de 19 a 5 registrado pelo monegasco na temporada passada.
E o que está em jogo em Monaco vai além de pontos. Uma vitória particular de Hamilton sobre Leclerc em Mônaco teria um peso muito maior do que o resultado obtido no Canadá. Além de fortalecer sua posição interna na Ferrari, o britânico poderia alterar a dinâmica de forças dentro da equipe em um momento importante da temporada, justamente quando a Ferrari busca reduzir a diferença para a Mercedes após as cinco primeiras etapas da temporada 2026.
Para Leclerc, o contexto é igualmente carregado. Monaco é literalmente sua casa. O monegasco nasceu a poucos quilômetros do circuito, e depois de anos de frustrações históricas nesta pista — batidas na classificação, abandonos na corrida, pneus quentíssimos sem poder atacar —, conquistou sua vitória em casa em 2024. Desde 2021, acumula três pole positions aqui. F1 analistas destacam que Monte Carlo se destaca como o ponto mais forte do calendário para Leclerc e que o monegasco permanece candidato permanente à vitória em seu circuito de casa mesmo sem a maquinaria mais rápida.
Uma decisão regulatória da FIA adicionou mais combustível à fogueira do favoritismo da Ferrari. A FIA decidiu que o GP de Mônaco 2026 terá carros sem modo reta. As equipes devem se preparar especificamente para esta corrida, buscando a máxima downforce em vez de minimizar o arrasto, estratégia comum em outros circuitos.
A Ferrari, por exemplo, pode se beneficiar desta mudança, já que seu SF-26 é considerado forte em chassi e aerodinâmica em curvas de média e baixa velocidade.
Mercedes domina 2026 — mas Monaco pode ser a exceção
É importante colocar o favoritismo em perspectiva. A Mercedes chegou a Monaco como a equipe a bater na temporada. George Russell venceu a abertura do campeonato na Austrália, enquanto Kimi Antonelli triunfou na China, Japão, Miami e Canadá, consolidando uma vantagem confortável na liderança do campeonato.
Mas Monaco tem uma tradição de subverter a ordem estabelecida. Monaco é um dos poucos circuitos onde potência e eficiência aerodinâmica se tornam menos decisivas do que precisão, confiança e desempenho mecânico. Como consequência, a ordem competitiva tradicional pode ser embaralhada, criando oportunidades para equipes que podem ter lutado em outros lugares.
Analistas sugeriram que a Mercedes poderia ser retirada completamente do pódio em Monaco antes de retornar à sua forma dominante habitual na corrida seguinte, em Barcelona.
O TL2 de hoje confirmou essa leitura. A sexta-feira terminou com a Ferrari “confirmando” o domínio nas ruas de Monte Carlo — o heptacampeão mundial liderou a dobradinha de Maranello com um tempo de 1:13.026.
O que esperar para sábado e domingo
Nas ruas de Monaco, a classificação de sábado vale mais do que em qualquer outra pista do calendário. Ultrapassar aqui é quase impossível — quem sair na frente, normalmente fica na frente. Isso eleva ainda mais a pressão sobre Hamilton e Leclerc, que chegam ao Q3 de sábado como favoritos naturais.
Se a performance do TL2 se repetir na classificação, a Ferrari pode garantir a primeira fila inteira e praticamente selar o desfecho da corrida antes mesmo de ela começar. O histórico do circuito comprova: desde que a Fórmula 1 voltou às ruas do Principado, vencer a partir da pole position em Monaco é o caminho mais seguro para a vitória.
A temporada 2026 foi, até aqui, um monólogo da Mercedes. Monaco pode ser o primeiro capítulo que a Ferrariescreve por conta própria.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual foi o tempo de Lewis Hamilton no TL2 do GP de Mônaco 2026? Hamilton registrou 1:13.026, o melhor da sessão, 0s111 à frente do companheiro Charles Leclerc.
2. Por que a Ferrari é favorita em Monaco especificamente? O SF-26 tem forte desempenho em curvas de baixa velocidade e saídas de curva — exatamente o perfil que domina o traçado de Monte Carlo. Além disso, a decisão da FIA de proibir o “modo reta” em Monaco favorece configurações de máxima carga aerodinâmica, onde a Ferrari se destaca.
3. A Mercedes ainda pode vencer em Monaco mesmo com a Ferrari dominando os treinos? Sim, é possível, mas os dados dos treinos e as análises técnicas indicam que Monaco reduz as principais vantagens da Mercedes — especialmente o gerenciamento da unidade de potência híbrida em retas longas.
4. Gabriel Bortoleto, representante brasileiro, como se saiu? Bortoleto terminou em nono no TL2, um resultado consistente para o brasileiro em uma pista extremamente difícil para ultrapassagens e onde a classificação costuma ser decisiva.
5. Hamilton ou Leclerc: quem tem mais chances de vencer o GP de Mônaco 2026? Dentro da Ferrari, os dois são candidatos reais. Leclerc conhece cada centímetro das ruas de casa e tem três pole positions em Monaco desde 2021. Hamilton, por outro lado, mostrou evolução consistente em 2026 e reduziu a diferença interna para o monegasco de 19 a 5 no duelo direto do ano passado para apenas 3 a 2 neste ano.
6. O que define o resultado em Monaco mais do que em qualquer outra pista? A classificação de sábado. As ruas do Principado oferecem praticamente nenhum espaço para ultrapassagem — quem sai na frente, normalmente chega na frente.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.