Por
Publicador Independente
•
Publicado em: 24 de abril de 2026
•
Atualizado em: 24 de abril de 2026
A Fundação do ABC (FUABC) venceu chamamento público do Governo do Estado de São Paulo e assumiu, em 23 de abril de 2026, a gestão de leitos no Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), na Capital — referência nacional em doenças infecciosas desde 1880. O convênio prevê o gerenciamento de 20 leitos de UTI e atuação assistencial em 56 leitos de Enfermaria, com implantação faseada. A instituição, criada em 1967 e sediada no Grande ABC, já gerencia o IIER2 no Guarujá desde 2019 e acaba de receber a certificação ONA Nível 2. A parceria reforça a rede pública de saúde e marca a chegada da FUABC à capital paulista.
⚠️ Este artigo foi produzido com auxílio de Inteligência Artificial.
Compartilhe:
A Notícia Que o Grande ABC Esperava: FUABC Chega à Capital
Para quem acompanha a trajetória da Fundação do ABC ao longo das últimas décadas, a notícia desta semana não é apenas um novo contrato institucional — é o coroamento de uma estratégia construída tijolo a tijolo. Na manhã de 23 de abril de 2026, a FUABC iniciou oficialmente suas atividades no Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), em São Paulo, após vencer o chamamento público lançado pelo Governo do Estado de São Paulo.
O convênio firmado com o IIER prevê a transferência de recursos estaduais para o gerenciamento técnico e administrativo de 20 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a execução dos serviços assistenciais de enfermagem em 56 leitos de Enfermaria — um total de 76 leitos sob responsabilidade direta da FUABC. A proposta, nas palavras da própria fundação, busca “ampliar e qualificar a assistência hospitalar, garantindo atendimento integral, humanizado e contínuo aos usuários do SUS“.
É uma virada histórica. Pela primeira vez, a Fundação do ABC — cujas raízes estão no Grande ABC — passa a gerir leitos dentro de um dos hospitais mais emblemáticos da medicina brasileira.
Quem É o Emílio Ribas — e Por Que Isso Importa
Quem cresceu em Santo André, São Bernardo do Campo ou São Caetano do Sul e precisou de atendimento especializado para doenças infecciosassabe o peso do nome Emílio Ribas. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas não é apenas um hospital — é uma instituição histórica que carrega no nome o legado de um dos maiores sanitaristas brasileiros.
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é uma das mais antigas instituições públicas do Brasil ainda em atividade. É um hospital especializado no tratamento de doenças infecciosas, com atendimento 100% voltado aos usuários do SUS— Sistema Único de Saúde. Situado na Avenida Dr. Arnaldo, 165, no Cerqueira César, em São Paulo, o instituto é reconhecido como Hospital de Ensino e recebe há décadas estudantes de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Farmácia e outras áreas da saúde para estágios supervisionados.
A história do instituto remonta ao final do século XIX. O médico Emílio Marcondes Ribas, que batiza a instituição, foi uma figura decisiva na saúde pública do Estado de São Paulo: ele debelou surtos epidêmicos de febre amarela, febre tifóide, varíola e cólera e, na Capital, malária, além de ter provado experimentalmente a transmissão da febre amarela por vetor — tornando-se voluntário no próprio experimento.
O hospital que hoje leva seu nome acompanhou cada grande epidemia brasileira: da varíola ao HIV/Aids, da dengue ao coronavírus. Nas últimas décadas, pesquisadores afiliados ao instituto publicaram 786 trabalhos científicos, com mais de 15,7 mil citações indexadas, em áreas como Epidemiologia, Doenças Infecciosas e Saúde Pública. É, portanto, muito mais do que um hospital: é um centro de excelência científica e assistencial que influencia políticas públicas de saúde em todo o país.
O Que o Convênio Prevê na Prática
O escopo do convênio entre a FUABC e o IIER vai além da simples gestão de leitos. A Fundação do ABC assume a responsabilidade integral pela coordenação, organização e execução de todas as atividades assistenciais nos leitos conveniados — o que inclui o fornecimento de recursos humanos e operacionais necessários ao funcionamento dos serviços.
Na prática, isso significa:
Gerenciamento técnico e administrativo de 20 leitos de UTI
Organização da linha de cuidados médicos nas enfermarias
Execução dos serviços assistenciais de enfermagem em 56 leitos
Cobertura contínua, incluindo períodos noturnos, finais de semana e feriados
Adoção de protocolos assistenciais e integração entre equipes
Foco permanente na segurança do paciente, em conformidade com as diretrizes do SUS
O modelo garante ainda comunicação com pacientes e familiares e continuidade do cuidado ao longo de toda a internação — pilares da assistência humanizada que marcam a atuação da FUABC em seus hospitais.
A entrada da FUABC no Emílio Ribas não ocorreu de forma abrupta. A fundação adota, também neste novo contrato, o mesmo modelo faseado que caracteriza suas implantações em outras unidades pelo estado.
Fase
Período
Leitos Ativados
Fase 1
A partir de 23/04/2026
10 leitos de UTI + 28 leitos de Enfermaria
Fase 2
Após 90 dias
20 leitos de UTI + 56 leitos de Enfermaria (total previsto)
Na primeira fase, que já está em andamento, foram ativados dez leitos de UTI e 28 leitos de Enfermaria, com início da estruturação das equipes e dos fluxos assistenciais. A segunda fase, prevista para ocorrer após 90 dias, ampliará a operação para a totalidade dos leitos previstos no convênio, com plena execução da linha de cuidados — incluindo atuação de médicos diaristas, plantonistas e cobertura assistencial contínua, além da ampliação dos serviços de enfermagem.
Essa abordagem gradual não é burocracia: é metodologia. A FUABC aprendeu com suas experiências anteriores que a qualidade assistencial começa na organização dos fluxos internos, e que a pressa em ativar leitos sem estrutura pode comprometer a segurança do paciente.
O Histórico que Credenciou a FUABC
A vitória no chamamento público para o IIER não veio do nada. A Fundação do ABC carrega um histórico robusto em gestão de saúde de alta complexidade — e, especificamente em infectologia, tem credenciais difíceis de ignorar.
Criada em 1967 para fortalecer a assistência médica e a educação na região, a Fundação do ABC consolidou-se como um dos maiores complexos de gestão em saúde do país, respondendo pela gestão de 18 hospitais e 7 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs).
No campo da infectologia, a experiência vem sendo construída desde 2019, quando a FUABC assumiu a gestão do Instituto de Infectologia Emílio Ribas II — Baixada Santista (IIER2), no Guarujá. O IIER2 é referência na região da Baixada Santista e funciona 24 horas por dia, especializado no tratamento de doenças como HIV/Aids, tuberculose, leptospirose, meningites meningocócicas, hepatites e dengue. Em 2024, a unidade realizou 61 mil exames, 743 internações e 95 sessões de diálise.
O resultado dessa gestão foi reconhecido formalmente em março de 2026, quando o IIER2 conquistou a certificação ONA Nível 2 — Acreditado Pleno, concedida pela Organização Nacional de Acreditação. A nova certificação marca mais um avanço no processo contínuo de qualificação institucional iniciado com a conquista da ONA Nível 1, em setembro de 2023, desde quando a unidade passou por avaliações periódicas de manutenção e aprimoramento dos processos.
Mais do que uma plaquinha na parede, a certificação ONA significa que a FUABC demonstrou, na prática, capacidade de sustentar padrões de segurança do paciente, gestão integrada e maturidade institucional ao longo do tempo. Esse histórico pesou — e muito — na decisão do Governo do Estado de São Paulo de confiar à fundação os leitos do Emílio Ribas.
O Que o Dr. Aldemir Soares Disse — e Por Que Vale a Pena Ouvir
O presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, é um nome que carrega autoridade no setor. Médico com trajetória consolidada na gestão pública de saúde, ele foi coordenador de Serviços de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo antes de assumir a presidência da fundação.
Em sua avaliação sobre o novo convênio, Dr. Aldemir foi direto: “A FUABC já possui experiência consolidada na gestão de serviços voltados ao atendimento de doenças infecciosas, com atuação reconhecida pela qualidade assistencial. A parceria com o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Capital, representa o reconhecimento desse trabalho e amplia nossa capacidade de contribuir com um dos mais importantes centros de referência do país.”
A declaração não é vaidade institucional. É o mapa de uma estratégia: a FUABC usou o IIER2 do Guarujá como campo de prova, qualificou sua operação, obteve certificação internacional e, com esse currículo em mãos, avançou para o palco principal — o Emílio Ribas da Capital.
O Que Muda Para o Paciente do SUS
Você pode estar pensando: “Mas afinal, como isso muda a minha vida?”
Para o paciente internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, as mudanças mais concretas serão percebidas na qualidade do cuidado: equipes mais estruturadas, fluxos assistenciais mais organizados, protocolos claros e cobertura contínua — inclusive à noite, nos fins de semana e feriados. Isso pode fazer toda a diferença para quem está em uma UTI lutando contra uma doença infecciosa grave.
Para a população em geral, a parceria representa um reforço na capacidade operacional do IIER — um hospital que, historicamente, funciona sob alta demanda e recebe casos complexos de toda a região metropolitana de São Paulo. Mais leitos bem geridos significam menos gargalos, mais internações resolvidas e menos pressão sobre outros hospitais da rede pública.
Para o SUS como sistema, é um sinal de que o modelo de gestão compartilhada entre o Estado e organizações sociais de saúde com comprovada expertise — como a FUABC — pode ser um caminho real para qualificar o atendimento sem privatizar o serviço.
1. O que é a FUABC? A Fundação do ABC (FUABC) é uma organização social de saúde criada em 1967, com sede no Grande ABC. Gerencia 18 hospitais e 7 AMEs em São Paulo, incluindo o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II, no Guarujá. É 100% voltada ao atendimento do SUS.
2. O que é o Instituto de Infectologia Emílio Ribas? O Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) é uma das mais antigas instituições públicas de saúde do Brasil em atividade, especializada em doenças infecciosas e parasitárias. Atende exclusivamente pelo SUS e é referência nacional no tratamento de casos complexos, além de ser Hospital de Ensino vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
3. Quantos leitos a FUABC vai gerir no Emílio Ribas? O convênio prevê 20 leitos de UTI e 56 leitos de Enfermaria no total. A implantação é faseada: na primeira fase (a partir de 23/04/2026), foram ativados 10 leitos de UTI e 28 de enfermaria. A segunda fase, com o total previsto, ocorre após 90 dias.
4. O atendimento no Emílio Ribas continua sendo pelo SUS? Sim. O convênio não altera o modelo de atendimento público. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas continua 100% SUS. A FUABC assume a gestão operacional dos leitos, mas os pacientes continuam sendo atendidos gratuitamente, por encaminhamento da rede pública de saúde.
5. A FUABC já tem experiência em infectologia? Sim. A FUABC gerencia o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II (IIER2), no Guarujá, desde 2019 — unidade que em março de 2026 conquistou a certificação ONA Nível 2 — Acreditado Pleno, a mais alta da Organização Nacional de Acreditação.
6. O que é a certificação ONA Nível 2? A ONA Nível 2 — Acreditado Pleno é concedida pela Organização Nacional de Acreditação e representa um estágio avançado de qualidade em gestão hospitalar, com foco em segurança do paciente, gestão integrada e maturidade institucional. É a segunda das três categorias da metodologia ONA.
7. Esse modelo de gestão é privatização do SUS? Não. A gestão compartilhada com organizações sociais de saúde é um modelo previsto na legislação brasileira e distinto da privatização. A FUABC é uma entidade sem fins lucrativos, 100% voltada ao SUS, que opera com recursos públicos transferidos pelo Governo do Estado. A propriedade do hospital e a gratuidade do atendimento ao paciente são mantidas.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.