O Fantasma do Metanol: O Risco Volta a Assombrar o Grande ABC
Compartilhe: A Câmara de São Bernardo iniciou uma Comissão do Metanol para investigar o descarte e manuseio dessa substância tóxica por cooperativas de catadores. Este artigo do ABcTudo.com.br mergulha fundo na história, relembrando a crise da cachaça adulterada que matou dezenas de pessoas no Grande ABC nos anos 90 e 2000, e analisa o risco […]
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- O Fantasma do Metanol: O Risco que Volta a Assombrar o Grande ABC
- O Contexto (Memória de 30 anos): A "Cachaça da Morte"
- O Horror que o ABC Viveu
- O que é o Metanol?
- O Esquema Crimininoso
- A Crise em Diadema e a CPI
- A Análise (O Fato Cru): Por que a Câmara de SBC mexe nisso AGORA?
- O Risco nas Cooperativas
- O Risco Imediato (Saúde do Catador)
- O Risco Secundário (O Retorno do Fantasma)
- A Opinião (O "Bairrismo" Moderado): A Fiscalização Falhou (De novo)
- A Ponta Solta
- Não é "só" Meio Ambiente, é Saúde Pública
- Conclusão: O "Trabalho" do ABcTudo.com.br
- Perguntas Frequentes (FAQ)
A Câmara de São Bernardo iniciou uma Comissão do Metanol para investigar o descarte e manuseio dessa substância tóxica por cooperativas de catadores. Este artigo do ABcTudo.com.br mergulha fundo na história, relembrando a crise da cachaça adulterada que matou dezenas de pessoas no Grande ABC nos anos 90 e 2000, e analisa o risco que “nós”, moradores, corremos se a fiscalização falhar de novo.
O Fantasma do Metanol: O Risco que Volta a Assombrar o Grande ABC
Pois é, meu caro leitor do ABcTudo.com.br. Quando eu acho que já vi de tudo nesses 30 anos morando em Santo André e quase 25 cobrindo a região, me aparece um assunto que eu achei que estava enterrado.
Enterrado junto com as vítimas dele, aliás.
Estou falando do Metanol.
Nesta semana, a notícia que “pipocou” nos bastidores da política foi a Comissão do Metanol na Câmara de São Bernardo do Campo. Os vereadores estão ouvindo representantes de cooperativas de catadores para entender como elas estão lidando com o descarte desse produto.
Para o leitor mais novo, “Metanol” pode soar só como “álcool”. Mas para quem tem 40 anos como eu, e viveu o Grande ABC dos anos 90 e começo dos 2000, essa palavra dá calafrios.
“Nós” (e eu me incluo como jornalista) quase esquecemos o horror que essa palavra significou “pro” morador do ABC. E ver esse assunto voltando à tona, mesmo que pela porta dos fundos (a do descarte de lixo), acende um alerta vermelho gigantesco.
O Contexto (Memória de 30 anos): A “Cachaça da Morte”
Para entender a gravidade disso, “a gente” precisa voltar no tempo. E eu estava aqui, no começo do ABcTudo.com.br, quando essa história explodiu.
O Horror que o ABC Viveu
No final dos anos 90 e começo dos 2000, o Grande ABC (especialmente Diadema, São Bernardo e Santo André) foi o epicentro de uma crise de saúde pública terrível. Pessoas, a maioria em situação de rua ou de extrema vulnerabilidade, começaram a morrer.
A causa? Envenenamento por Metanol.
O que é o Metanol?
Vamos ser claros: Metanol (álcool metílico) é VENENO. É um álcool industrial, usado como solvente, em combustível de avião, na indústria química. Ele é muito mais barato que o álcool etílico (o da cerveja, o da cachaça).
O problema é que, se ingerido, mesmo em pequenas doses, ele é fatal. Ele ataca o sistema nervoso central, causa cegueira (muitos que não morreram ficaram cegos) e falência múltipla dos órgãos.
O Esquema Crimininoso
O que acontecia era um crime bárbaro. Indústrias químicas (e “nós” “tem” um Polo Petroquímico gigante em Mauá e Santo André) vendiam ou “desviavam” o Metanol “pra” engarrafadoras clandestinas.
Esses criminosos misturavam o Metanol (barato e tóxico) na cachaça “de garrafão” (o álcool etílico, “bom”) para “render” mais. A “bebida” era vendida em bares “pé sujo”, principalmente “pra” quem buscava a dose mais barata.
A Crise em Diadema e a CPI
Eu lembro da comoção. Diadema foi o epicentro. Dezenas de mortes confirmadas. “Nós ia” “pra” porta do IML quase toda semana. Foi um escândalo nacional.
Isso gerou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) gigantesca, que investigou as indústrias químicas da região, as transportadoras e os pontos de venda. A fiscalização apertou. A imprensa (e “nós” do ABcTudo.com.br “batemos” muito nisso) não deu trégua.
E, com o tempo, o assunto… sumiu.
A Análise (O Fato Cru): Por que a Câmara de SBC mexe nisso AGORA?
“Corta” “pra” 2025. O que “o pessoal” da Câmara de São Bernardo descobriu?
A Comissão do Metanol, presidida pelo vereador Dr. Manuel, não está (ainda) investigando bebida adulterada. Ela está investigando a origem do problema: o descarte irregular.
O Risco nas Cooperativas
A notícia é que os vereadores estão ouvindo as cooperativas de catadores de São Bernardo. Por quê? Porque “o pessoal” “tá” preocupado com a forma como esse material “tá” chegando nelas.
O que se suspeita é que indústrias químicas ou transportadoras da região, “pra” não pagar o custo correto do descarte(que é caro, pois é produto controlado), estão simplesmente jogando fora os galões de Metanol no lixo comum ou em ecopontos.
E quem acha? O catador.
O Risco Imediato (Saúde do Catador)
O primeiro risco é “pro” próprio trabalhador da cooperativa. Ele “tá” manuseando um produto altamente tóxico, inflamável, sem EPI (Equipamento de Proteção Individual), sem saber o que é. Ele pode se contaminar pela pele, pela inalação. É uma bomba-relógio social.
O Risco Secundário (O Retorno do Fantasma)
Aqui é onde o meu alerta de jornalista de 30 anos dispara.
Se o catador acha um galão de “álcool” (ele não sabe se é metílico ou etílico) e, em vez de descartar, ele vende “por fora” “pra” um “atravessador”?
“Nós” “tamo” reabrindo, sem querer, a porta do inferno que “a gente” fechou nos anos 2000. “Nós” “tamo” colocando a matéria-prima do veneno de volta no mercado clandestino.
A Comissão ouviu representantes de cooperativas como a Cooperluz e a Reluz. Elas são vítimas nesse processo, mas são a linha de frente. Elas precisam de treinamento e apoio “pra” saber identificar e lidar com esse lixo químico.
A Opinião (O “Bairrismo” Moderado): A Fiscalização Falhou (De novo)
Francamente, é um absurdo. “A gente paga imposto”, e “paga” caro “pra” manter os órgãos de fiscalização (como a CETESB e as secretarias de Meio Ambiente das prefeituras).
O Grande ABC é a capital da indústria química do Estado. Não é “pra” ser novidade “pra” ninguém que “nós” “produzimos” resíduo perigoso.
A Ponta Solta
Se o Metanol “tá” chegando no lixo comum a ponto de virar pauta de cooperativa, é porque a fiscalização na origem (na indústria que descarta) está falhando miseravelmente.
Onde está o rastreamento desse produto? O prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima, tem que vir a público e explicar o que a GCM Ambiental e a fiscalização da prefeitura estão fazendo. O mesmo vale “pra” Santo André, “pra” Mauá…
Não é “só” Meio Ambiente, é Saúde Pública
Esse não é um debate “só” ambiental, de “proteger o rio”. É um debate de saúde pública e segurança.
“Nós” “tá” falando de um produto que cega e mata.
A iniciativa da Câmara de São Bernardo é correta e corajosa. É “cutucar” um vespeiro que os políticos “adoram” deixar quieto, porque mexe com indústrias poderosas.
Conclusão: O “Trabalho” do ABcTudo.com.br
E aí, o que você acha? Eu tô aqui no meu ‘Trabalho’, no ABcTudo.com.br, e “nós” vai “ficar de olho” nessa Comissão.
O fantasma do metanol não pode voltar a assombrar o Grande ABC. A memória das vítimas dos anos 90/2000 exige que “a gente” não “baixe” a guarda.
A fiscalização tem que ser “pra” ontem. O treinamento das cooperativas é urgente. E as indústrias que fazem o descarte irregular têm que ser achadas e punidas com o máximo rigor.
Não é “só” lixo. É veneno.
Deixa sua opinião aí: você lembrava dessa crise? Você confia na fiscalização de produtos químicos aqui na região?
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O que é Metanol e por que ele é tão perigoso? O Metanol (ou álcool metílico) é um álcool industrial usado como solvente e combustível, extremamente tóxico “pro” ser humano. A ingestão, inalação ou contato com a pele pode causar cegueira permanente, danos ao fígado e morte.
2. O que foi a “Crise da Cachaça Adulterada” que o artigo cita? Foi uma crise de saúde pública no Grande ABC, principalmente no fim dos anos 90 e começo dos 2000. Indústrias químicas desviavam Metanol “pra” engarrafadoras clandestinas, que o misturavam na cachaça “pra” aumentar o volume. Dezenas de pessoas, principalmente vulneráveis, morreram ou ficaram cegas ao consumir a bebida envenenada.
3. O que é essa “Comissão do Metanol” em São Bernardo? É uma Comissão de vereadores na Câmara de São Bernardo criada “pra” investigar a origem e o descarte de Metanol na cidade. A preocupação é que o produto esteja sendo descartado ilegalmente no lixo comum e manuseado sem segurança por cooperativas de catadores.
4. O risco hoje é de bebida adulterada de novo? O risco imediato que a Comissão investiga é o perigo “pro” catadorque manuseia o veneno sem saber. Porém, o artigo alerta que, se esse produto descartado ilegalmente cair no mercado clandestino, o risco da cachaça adulterada pode, sim, voltar a existir.
5. Como o morador pode ajudar ou se proteger? Nunca compre bebidas (especialmente destilados como cachaça) de origem duvidosa, sem rótulo ou lacre oficial. E, caso veja descarte ilegal de produtos químicos (galões suspeitos jogados em terrenos, córregos ou ecopontos), denuncie imediatamente “pra” Defesa Civil (199) ou “pra” GCM Ambiental (153).
OPINIÃO
ABCTudo Paulista
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.
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