A Oliveira Lima Vai Ferver: A Chance de Ouro ou Só Mais Uma Fila?

Compartilhe: O artigo aborda a chegada do “Circuito Andreense de Empreendedorismo” ao Calçadão da Oliveira Lima, em Santo André, nesta semana de novembro de 2025. O jornalista utiliza o evento como gancho para discutir a transformação do comércio local, a nostalgia do antigo centro e a dura realidade da busca por renda e formalização no Grande ABC. O […]

Tempo estimado para leitura 5 minutos

  •   Publicado em: 11 de novembro de 2025
  •   Atualizado em: 11 de dezembro de 2025
Tempo restante: 00:00

O artigo aborda a chegada do “Circuito Andreense de Empreendedorismo” ao Calçadão da Oliveira Lima, em Santo André, nesta semana de novembro de 2025. O jornalista utiliza o evento como gancho para discutir a transformação do comércio local, a nostalgia do antigo centro e a dura realidade da busca por renda e formalização no Grande ABC. O texto mistura dicas de serviço (o que o evento oferece) com uma crônica sobre a “vida real” de quem transita pelo calçadão, destacando a importância do empreendedorismo como saída para o desemprego na região.

Pois é, meu caro andreense. Se você passou pelo Centro hoje, deve ter visto que a coisa tá diferente. Quando eu penso que já vi de tudo nesses 40 anos batendo perna na Oliveira Lima — desde a época que a gente ia no Mappin até hoje, desviando dos vendedores de capa de celular —, me aparece essa: o Calçadão virou o quartel-general do “corre”.

A Prefeitura de Santo André baixou com o Circuito Andreense de Empreendedorismo bem no meio do nosso cartão postal. A notícia oficial diz que é para “dar orientações sobre gestão, crédito e regularização”. Mas a gente, que conhece a rua, sabe o que isso significa de verdade: é a chance daquela tia que faz bolo, do vizinho que conserta computador e da molecada que tá os corre virarem “empresários” de papel passado.

 

“Quem é mais antigo lembra…” Do Glamour ao “Corre”

 

Quem é mais antigo como eu, lembra de quando ir à Oliveira Lima era um evento social. A gente colocava a melhor roupa pra ir no Cine Tangará ou tomar um café na Praça do Carmo. O Centro era chique. Hoje, a realidade é outra. O Centro é guerreiro. É o lugar da batalha diária.

Ver o Circuito de Empreendedorismo ali, no meio do burburinho, é simbólico. Antigamente, a gente ia pro Centro gastar. Hoje, muita gente vai pro Centro tentar descobrir como ganhar. E não tá errado não. O mundo mudou, e o Grande ABC — que já foi a terra das montadoras e do emprego vitalício na Volks ou na GM — hoje é a terra do empreendedor, do MEI, do “se vira nos 30”.

 

A Análise: O Que Tá Rolando no Calçadão?

 

Mas vamos ao que interessa, porque tempo é dinheiro (literalmente, pra quem tá lá na fila). O Circuito traz serviços que, normalmente, fariam você perder um dia inteiro no Poupatempo ou na Prefeitura:

  • Regularização de MEI: Sabe aquele medo da Receita Federal? Eles ajudam a resolver.
  • Crédito: Orientação do Banco do Povo. Pra quem precisa comprar uma máquina nova ou reformar a perua de cachorro-quente, isso vale ouro.
  • Consultoria do Sebrae: Dica de quem entende pra não quebrar no primeiro mês.

Isso afeta seu bolso? Diretamente. Se você tá na informalidade, morrendo de medo da fiscalização, ou se tá desempregado querendo começar algo, esse é o lugar. É o poder público indo onde o povo tá, e não o contrário. Nisso, ponto pra prefeitura.

 

A Opinião: A Fila da Esperança

 

Francamente, ver o Calçadão cheio de gente buscando empreender me dá um orgulho danado, mas também um aperto no coração. Orgulho porque o andreense não desiste. A gente é “teimoso”. Se a fábrica fechou, a gente abre uma loja de açaí. Se o escritório demitiu, a gente vira consultor.

Mas o aperto vem da realidade: as filas enormes que a gente vê nesses eventos (seja feirão de emprego ou circuito de empreendedorismo) mostram que a nossa região ainda sangra por oportunidades. O Grande ABC precisa de mais do que “dicas”. Precisa de aquecimento real da economia.

O Circuito é ótimo, é necessário. Mas ele é o curativo, não a cura. A cura vem com desenvolvimento, com indústria forte voltando, com tecnologia. Enquanto isso não vem, a gente se agarra no MEI com unhas e dentes.

 

Conclusão: Vai Encarar a Fila?

 

E aí, você vai passar lá na Oliveira Lima pra conferir? Se for, vai com paciência, leva uma água, e aproveita pra comer um pastel ali perto da estação, que é de lei.

Eu tô aqui na redação do ABCTudo, torcendo pra que cada pessoa nessa fila consiga sair de lá com um CNPJ na mão e uma esperança no bolso. Porque, no fim das contas, é o pequeno que carrega essa cidade nas costas.

Deixa seu comentário aí: você já é empreendedor ou tá pensando em virar o próprio patrão?


 

Perguntas Frequentes (FAQ)

 

1. Onde exatamente está acontecendo o evento? No Calçadão da Oliveira Lima, no Centro de Santo André. É impossível não ver as tendas e a movimentação se você estiver passando por lá.

2. Preciso pagar para ser atendido? Não. O Circuito Andreense de Empreendedorismo oferece serviços gratuitos de orientação e regularização para a população.

3. Posso abrir meu MEI na hora? Sim, a equipe técnica está preparada para auxiliar na formalização e abertura do MEI (Microempreendedor Individual), desde que você leve os documentos necessários (RG, CPF, Comprovante de Residência, etc.).

4. Isso é só para quem já tem empresa? Não! É para quem já tem negócio (formal ou informal) e quer melhorar, mas também para quem tem apenas uma ideia e quer saber como começar.

5. Até quando vai o evento? Esses circuitos costumam ser itinerantes e duram poucos dias em cada local. A notícia de hoje (10/11) confirma a presença nesta semana, então é bom correr.


OPINIÃO

ABCTudo Paulista

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.

Reportar Erro no Artigo

Copyright © Hospedado e Monitorado - ABCTUDO Todos os direitos reservados.