Biodegradáveis: O que são esses Produtos?

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Por Danillo Leite
  •   Publicado em: 13 de agosto de 2019
  •   Atualizado em: 29 de abril de 2020

Serão os produtos biodegradáveis a solução para a questão do lixo nas cidades?


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Plásticos Biodegradáveis Sintéticos

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Neste grupo estão alguns tipos de polímeros sintéticos que são degradados naturalmente, ou pela adição de substâncias que podem acelerar sua degradação. Entre estes plásticos destacam-se os oxi-biodegradáveis e os poli (ε-caprolactona) (PCL). Os plásticos oxi-biodegradáveis são plásticos sintéticos em que foram incorporados aditivos químicos pró-oxidantes em sua composição, capazes de iniciar ou acelerar o processo de degradação oxidativa, gerando produtos que são biodegradáveis. O PCL é um poliéster termoplástico biodegradável e biocompatível com aplicações médicas.

Biodegradáveis: O que são esses Produtos?

Plásticos Biodegradáveis Naturais

Os polímeros biodegradáveis (canudos biodegradáveis) naturais, também chamados de biopolímeros, são todos aqueles produzidos a partir de recursos naturais e renováveis. Compreendem os polissacarídeos produzidos pelas plantas (amido de milho, mandioca, entre outros), poliésteres produzidos por microrganismos (principalmente por diversos tipos de bactérias), borrachas naturais, entre outros.
Detergentes

Entretanto, os plásticos não são os primeiros produtos a sofrerem alterações ou substituição devido ao seu impacto ambiental. Os detergentes, até 1965, utilizavam como matéria-prima alquilado ramificado (tensoativo – por definição, o tensoativo é uma substância sintética usada na fabricação de produtos de limpeza e cosméticos e que provoca a junção de substâncias que, em seu estado natural, não seriam misturadas, como é o caso da água e do óleo), cuja pouca biodegradação gerava um fenômeno de produção de espuma nos cursos de água e nas estações de tratamento. Dessa forma, os alquilados ramificados foram substituídos pelos alquilados lineares, classificados como biodegradáveis – em seguida, foram criadas leis que proibiram a utilização de alquilados ramificados. No Brasil, o Ministério da Saúde proibiu, a partir de janeiro de 1981 (Art. 68 do decreto n°79.094, revogado pelo Decreto n°8.077, de 2013), a fabricação, comercialização ou importação de saneantes de qualquer natureza (detergentes) contendo tensoativo aniônico não biodegradável.

A biodegradação de agentes tensoativos lineares pode ser divida em primaria e total (ou mineralização).

Biodegradação Primária

A biodegradação primária é aquela que ocorre quando a molécula foi oxidada ou alterada pela ação de uma bactéria, de maneira que tenha perdido as suas características de tensoativo ou que não mais responda a procedimentos analíticos específicos para a detecção do tensoativo original. Este processo se faz rapidamente na maioria dos casos, diversas bactérias especializadas são capazes de metabolizar tensoativos. Inicialmente, a biodegradação primária foi aceita como suficiente, contudo, os resíduos orgânicos são considerados estranhos ao meio ambiente.

Biodegradação Total ou Mineralização

A biodegradação total, ou mineralização, é aquela definida como sendo a conversão completa da molécula do tensoativo em CO2, H2O, sais inorgânicos e produtos associados com o processo metabólico normal da bactéria. Entenda por que os canudos plásticos não são realmente o problema do mundo.

Biodegradação é de fato a Salvação?

Com o aumento da demanda por produtos biodegradáveis, surgem novas alternativas de produtos no mercado. Cresce o número de pesquisas para o desenvolvimento de produtos convencionais, como fraldas, copos, canetas, utensílios de cozinha, roupas, entre outros, em suas versões biodegradáveis.

Apesar das vantagens propostas pelas embalagens biodegradáveis, alguns pesquisadores consideram que essa não é a melhor alternativa para alguns tipos de resíduos. Segundo o professor doutor José Carlos Pinto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os ecologistas se equivocam quando tratam o material plástico como lixo. Para o pesquisador, o resíduo deve ser tratado como matéria-prima.

Todo material plástico é, potencialmente, reciclável e reutilizável.

Para José Carlos, as Secretarias Estaduais de Meio Ambiente deveriam lutar, portanto, pela popularização da educação ambiental e pela implementação de políticas públicas de coleta seletiva e reciclagem de lixo; além disso, o governo federal deveria implementar políticas que obrigassem as grandes produtoras de plásticos a investir na reciclagem e reutilização de seus produtos.

É importante que se perceba que, se o material plástico se degradasse, como os alimentos e dejetos orgânicos, o material resultante da degradação (por exemplo, metano e gás carbônico) iria parar na atmosfera e nos mananciais aquíferos, contribuindo sobremaneira com o aquecimento global e com a degradação da qualidade das águas e dos solos.

A característica de biodegradação (talhes descartáveis) de um material pode ser muito vantajoso para o meio ambiente, porém essa não é a única solução para a diminuição da geração de resíduos. É necessário que sejam estudados todos os efeitos que a degradação de um determinado material pode causar ao meio ambiente, e, além disso, ponderar qual é o destino mais eficaz para determinado produto.

Fontes de Informações Internacionais

OPINIÃO

ABCTudo Paulista

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.

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