Hemodiálise no Mário Covas contamina 64 pacientes

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Por Danillo Leite
  •   Publicado em: 26 de fevereiro de 2018
  •   Atualizado em: 10 de dezembro de 2025

Compartilhe: Contaminação por alumínio atinge mais da metade dos pacientes em hemodiálise no Hospital Mário Covas Um caso preocupante veio à tona no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (SP): dos 120 pacientes que realizam hemodiálise na unidade, 64 apresentaram níveis elevados de alumínio no sangue – ou seja, mais da metade do total. […]


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Contaminação por alumínio atinge mais da metade dos pacientes em hemodiálise no Hospital Mário Covas

Um caso preocupante veio à tona no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André (SP): dos 120 pacientes que realizam hemodiálise na unidade, 64 apresentaram níveis elevados de alumínio no sangue – ou seja, mais da metade do total.

Os exames detectaram concentrações entre 72 e 100 microgramas de alumínio por litro de sangue, quando o limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde é de apenas 15 microgramas por litro. “É um nível muito acima do permitido e que exige atenção imediata”, alerta o diretor técnico do hospital, Alexandre Cruz Henriques.

Pacientes estão sendo acompanhados de perto

Segundo o diretor, até o momento nenhum paciente apresentou sintomas típicos de intoxicação por alumínio, como dores ósseas, fraqueza muscular, anemia resistente ou alterações neurológicas. Todos os casos identificados estão sob acompanhamento médico rigoroso, com novos exames e medidas para reduzir os níveis do metal no organismo.

Investigação já foi aberta

O hospital abriu uma sindicância interna para identificar a origem da contaminação. Entre as principais hipóteses estão problemas no processo de tratamento da água utilizada na hemodiálise ou falhas no sistema de filtragem (osmolose reversa). A unidade informou que já adotou medidas corretivas imediatas e que a qualidade da água está sendo monitorada diariamente.

A hemodiálise é um procedimento vital para pacientes com insuficiência renal grave, e a presença de alumínio em níveis elevados, mesmo sem sintomas imediatos, pode trazer riscos a médio e longo prazo, especialmente para ossos, cérebro e sangue.

A direção do Hospital Mário Covas reforçou que está totalmente comprometida com a segurança dos pacientes e que manterá a transparência durante todo o processo de investigação. Novos boletins serão divulgados assim que houver atualizações.

Ficaremos acompanhando o caso e traremos informações assim que forem divulgadas.


OPINIÃO

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