Capivara foge de córrego e é resgatada em São Caetano

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Por Danillo Leite
  •   Publicado em: 13 de setembro de 2026

Uma capivara foi resgatada na manhã deste sábado (12 de setembro de 2026) na região da Avenida Guido Aliberti, em São Caetano do Sul, após escapar provavelmente pelo volume alto do Córrego dos Meninos durante as fortes chuvas da madrugada. O animal foi capturado com apoio da Guarda Civil Municipal e de equipes da Semob(Secretaria de Mobilidade Urbana) e devolvido ao seu habitat. É o segundo resgate de capivara em menos de uma semana no município — o primeiro ocorreu no último domingo (30 de agosto), no Jardim São Caetano. O episódio reforça um fenômeno crescente nas cidades brasileiras: a presença de animais silvestres em áreas urbanas, especialmente após eventos climáticos extremos.

Capivara foge de córrego e é resgatada em São Caetano

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Capivara Escapa do Córrego dos Meninos Durante Chuvas e É Resgatada na Avenida Guido Aliberti

São Caetano do Sul amanheceu com uma ocorrência incomum neste sábado (12 de setembro de 2026): uma capivarafoi encontrada fora do Córrego dos Meninos e precisou ser resgatada por equipes do município na região da Avenida Guido Aliberti. A suspeita é que o volume elevado da água do córrego, provocado pelas fortes chuvas da madrugada, tenha feito o animal escapar por uma mureta próxima à Praça Mauá.

Moradores que avistaram o animal acionaram uma equipe da Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana) que prestava serviço na região. A ação contou com o apoio da Guarda Civil Municipal, que auxiliou na captura da capivara e na devolução ao seu habitat no córrego.

O episódio não foi isolado. Em menos de uma semana, São Caetano do Sul já registrou dois resgates do mesmo tipo de animal. O primeiro aconteceu no último domingo (30 de agosto), no Jardim São Caetano, também com sucesso na devolução do animal ao ambiente natural.

Por Que as Chuvas Fortes Deslocam as Capivaras

A explicação para o comportamento da capivara é diretamente ligada à biologia do animal e às condições climáticas desta semana. A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é o maior roedor do mundo, podendo ultrapassar 90 kg, e tem hábitos marcadamente aquáticos. Ela habita naturalmente margens de córregos, rios e represas, usando a água tanto para alimentação quanto para regulação de temperatura e refúgio de predadores.

Quando o nível da água sobe de forma brusca — como acontece após chuvas intensas —, o animal pode ser surpreendido pelo volume fora do normal e perder o controle sobre seus deslocamentos habituais. Em áreas urbanas, onde os córregos são contidos por muretas, grades e canalizações, a cheia empurra o animal para cima dessas barreiras, levando-o para a calçada, a rua ou espaços públicos próximos.

Esse fenômeno não é exclusivo de São Caetano. Em Cachoeiro de Itapemirim (ES), moradores já observaram que capivaras se deslocam para praças e ruas centrais quando o nível do rio sobe: “As capivaras ficam próximas às margens do rio. Como está muito cheio e no centro as margens estão ocupadas pelas construções, elas acabam indo para estas áreas”, explicou o biólogo Helimar Rabello ao jornal A Gazeta em ocorrência semelhante.

A Presença Crescente de Capivaras em Cidades Brasileiras

O resgate desta semana em São Caetano do Sul se insere em um fenômeno maior que vem sendo documentado em todo o Brasil: o avanço das capivaras para ambientes urbanos. Nas cidades brasileiras, esses animais podem ser vistos em parques, jardins de áreas residenciais e margens de córregos canalizados, onde se alimentam de vegetação rasteira. A espécie possui alta plasticidade ambiental — ou seja, adapta-se razoavelmente bem a ambientes com alterações humanas, desde que haja água e vegetação disponíveis.

Em Curitiba, por exemplo, estima-se que cerca de 180 capivaras vivam atualmente nas unidades de conservação da cidade, principalmente ao longo do Rio Barigui. O Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente realiza contagens anuais e monitoramento dos animais, incluindo testes laboratoriais para vigilância sanitária — já que a espécie é associada ao carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, embora em Curitiba nenhum caso tenha sido detectado nos animais da cidade.

Em Nova Odessa (SP), a presença crescente de capivaras em bairros urbanos chegou a ser debatida na Câmara Municipal em fevereiro de 2026, com moradores relatando preocupação especialmente com o risco de transmissão de doenças.

São Caetano do Sul Em Alerta Para o Fim de Semana

O resgate desta manhã acontece em um contexto de atenção climática ampliada. O estado de São Paulo atravessa um fim de semana marcado por alerta laranja do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) para tempestades severas, com risco de chuva de 30 a 60 mm/h, ventos entre 60 e 100 km/h e queda de granizo. A capital paulista acumulou cerca de 100 milímetros de chuva nos primeiros dez dias de setembro — 151,5% da média prevista para o mês inteiro, segundo a Defesa Civil do Estado.

No Grande ABC, as cidades de Mauá, Santo André, São Bernardo e Diadema já acumularam entre 70 e 78 mm em apenas três dias. São Caetano do Sul também foi atingida pelas chuvas da madrugada — e é exatamente esse volume acumulado que aumenta o nível dos córregos e empurra animais como as capivaras para fora de seu habitat.

As equipes de apoio do município seguem mobilizadas para o fim de semana, preparadas tanto para ocorrências climáticas quanto para eventos como o resgate desta manhã.

Como Agir ao Encontrar uma Capivara Fora do Habitat

A capivara é um animal silvestre protegido pela legislação brasileira — o que significa que matar, ferir, capturar ou caçar o animal é crime ambiental. Ao avistar uma capivara em área urbana, a orientação é não se aproximar, não tentar capturá-la e acionar imediatamente os órgãos competentes.

A capivara em geral não é agressiva, mas pode reagir com mordidas se se sentir encurralada ou ameaçada. Animais adultos têm dentes incisivos fortes e podem causar ferimentos sérios. Crianças e animais domésticos devem ser mantidos à distância.

Em São Caetano do Sul, emergências e ocorrências ambientais podem ser reportadas pelo Smart Sanca, pelo número 0800 7000 156. O serviço funciona 24 horas e aciona as equipes competentes para o tipo de ocorrência.

A orientação que vale também para o período de fortes chuvas deste fim de semana é a mesma: siga as recomendações de segurança, reduza deslocamentos desnecessários durante os picos de chuva e mantenha contato com os canais de emergência municipais em caso de qualquer intercorrência.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que a capivara saiu do Córrego dos Meninos em São Caetano?

A suspeita das equipes do município é que as chuvas fortes da madrugada de sábado (12) elevaram o volume da água do Córrego dos Meninos, fazendo o animal escapar por uma mureta próxima à Praça Mauá, na região da Avenida Guido Aliberti.

2. O animal foi devolvido ao seu habitat?

Sim. A capivara foi capturada com segurança por equipes da Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana) e da Guarda Civil Municipal de São Caetano do Sul e devolvida ao Córrego dos Meninos.

3. É perigoso se aproximar de uma capivara em área urbana?

A capivara não costuma ser agressiva, mas pode morder se se sentir encurralada ou ameaçada. Seus dentes incisivos são fortes e podem causar ferimentos sérios. O correto é manter distância, não tentar tocar ou capturar o animal e acionar os órgãos competentes.

4. É crime matar ou machucar uma capivara?

Sim. A capivara é um animal silvestre protegido pela legislação ambiental brasileira. Matar, ferir, capturar, perseguir ou caçar o animal configura crime ambiental passível de multa e reclusão.

5. Este foi o primeiro caso de resgate de capivara em São Caetano?

Não. Em menos de uma semana, São Caetano do Sul registrou dois resgates: o deste sábado (12), na Avenida Guido Aliberti, e outro no último domingo (30 de agosto), no Jardim São Caetano.

6. Como chamar ajuda ao avistar uma capivara em São Caetano do Sul?

Pelo Smart Sanca, no número gratuito 0800 7000 156, disponível 24 horas. O serviço aciona as equipes competentes para o tipo de ocorrência, incluindo resgate de animais silvestres.

7. As chuvas aumentam os registros de animais silvestres em áreas urbanas?

Sim. Eventos de chuva intensa elevam o nível de córregos e rios, o que pode deslocar animais que vivem nessas margens para fora do seu habitat natural. Isso é documentado com capivaras em diversas cidades brasileiras e é mais frequente durante temporadas chuvosas.

Referências:


OPINIÃO

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.

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