Médico do Sono: O que é, o que trata e como ele pode ajudar
Tempo estimado para leitura 8 minutos
Por
Danillo Leite
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Publicado em: 04 de setembro de 2026
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Atualizado em: 04 de setembro de 2026
O Médico do Sono diagnostica e trata o que impede um sono reparador — insônia, apneia, sonolência, pernas inquietas e outros distúrbios. No Brasil, é área de atuação médica, não especialidade isolada. Quase 1 em cada 3 adultos das capitais tem sintoma de insônia e mais de um terço dos paulistanos tem apneia. Vale procurar ajuda quando ronco, pausas na respiração ou noites ruins passam a afetar trabalho, humor ou segurança. O Dr. Willian Rezende, neurologista da Clínica Regenerati, em Moema, avalia o caso, pede o exame certo e monta um plano com equipe — não um aparelho isolado.
Médico do Sono: o que faz, quando procurar e como ele pode te ajudar
O Médico do Sono é quem diagnostica e trata o que impede um sono de verdade. Não é “o cara do CPAP”. É o médico que olha o ciclo sono-vigília inteiro — da insônia à apneia, da sonolência que não fecha o olho de dia ao ronco que já virou briga no quarto.
Dormir mal não é só acordar de mau humor. Noite após noite sem sono profundo e sem sono REM, a memória não consolida, o humor desanda, o metabolismo bagunça e o risco cardiovascular sobe. O corpo simplesmente não se recupera.
Abaixo: o que a Medicina do Sono é no Brasil hoje, os números que importam em 2026, quando parar de “esperar passar” e como o Dr. Willian Rezende conduz esse cuidado.
O que é Medicina do Sono no Brasil (e por que não é especialidade isolada)
Aqui a Medicina do Sono não é uma especialidade sozinha. É área de atuação reconhecida pelo CFM desde 2011. Em 2024, a Resolução CFM nº 2.379 deixou explícito o essencial: diagnosticar doença do sono é ato médico. Interpretar polissonografia, teste domiciliar de apneia, actigrafia, teste de sonolência e sonoendoscopia — e prescrever CPAP — entra nessa conta.
Quem pode buscar o certificado: neurologista, otorrino, pneumologista, psiquiatra, pediatra, clínico e cardiologista. A cardiologia entrou na lista por um motivo óbvio: sono ruim e coração ruim andam juntos.
Na clínica, o time é grande. O Médico do Sono coordena. No entorno podem estar otorrino, pneumo, dentista do sono, fisioterapeuta, fono, nutricionista e psicólogo — este último especialmente na TCC-I, a terapia que é primeira linha para insônia crônica. Cada um no seu quadrado. O diagnóstico é do médico.
Por que isso virou assunto de saúde pública
Não é frescura de quem “não desliga o cérebro”.
A 4ª edição do EPISONO, em São Paulo, achou apneia obstrutiva em 37,1% dos adultos. Em homens, 44,9%. Em mulheres, 30,8%. Moderada: 11,5%. Grave: 7,9%. Idade, peso e sexo masculino pesam no risco.
O Vigitel do Ministério da Saúde passou a medir sono. Os números mais recentes, divulgados em 2025–2026: 31,7% dos adultos das capitais têm ao menos um sintoma de insônia (36,2% nas mulheres, 26,2% nos homens) e 20,2% dormem menos de seis horas. Em São Paulo, 20,9% dormem pouco demais. Idosos de 65 anos ou mais são o grupo que mais relata noite curta.
Traduzindo: ronco, pausa na respiração e insônia crônica saíram do “é assim mesmo” e viraram fila de consultório.
O que mudou no tratamento até 2026
O CPAP continua padrão-ouro na apneia moderada e grave. Mas o cardápio cresceu.
Tirzepatida (Mounjaro/Zepbound) virou o primeiro medicamento com indicação formal para apneia obstrutiva moderada a grave em adultos com obesidade. A FDA aprovou no fim de 2024; a Anvisa autorizou no Brasil em outubro de 2025. Não substitui avaliação médica nem serve para quem tem apneia só por anatomia de via aérea. O efeito vem, em grande parte, da perda de peso.
Exame em casa deixou de ser improviso: o teste domiciliar para apneia é ferramenta de rotina, quando bem indicado.
Dispositivo intraoral, cirurgia planejada com sonoendoscopia e reabilitação com fono/fisioterapia seguem no jogo.
Estimulação do nervo hipoglosso já é alternativa real em EUA e Europa para quem não tolera CPAP. No Brasil, ainda aguarda caminho regulatório amplo — não é o que se oferece “na próxima consulta”.
Na insônia, a base continua sendo TCC-I, não caixa de remédio. Em 2026 começa a chegar ao país uma nova geração de hipnóticos (antagonistas da orexina, como o lemborexante), com proposta diferente dos benzodiazepínicos. Medicamento nenhum dispensa diagnóstico.
Relógio, anel e app de sono ajudam a perceber padrão. Não fecham diagnóstico. Obsessão por “score de sono” vira ansiedade — e ansiedade não dorme.
Neurologista ou otorrino? O Médico do Sono certo depende do que quebrou
O otorrino olha a via aérea: nariz, palato, base da língua, epiglote. Muita apneia obstrutiva tem mais de um ponto de colapso. Por isso sonoendoscopia e cirurgia, quando fazem sentido, passam por ele.
O neurologista olha o cérebro no sono: insônia crônica, narcolepsia, pernas inquietas, sonambulismo, transtorno do comportamento do sono REM, epilepsia noturna, e o cruzamento de sono com dor, Parkinson e humor. Na apneia, ele também diagnostica, lê o exame, prescreve CPAP e puxa o restante da equipe.
Não existe um único Médico do Sono para todo mundo. Existe o especialista certo para o mecanismo errado.
Quando procurar um Médico do Sono
Ronco alto: O Inimigo Silencioso da Noite – Descubra como Vencer essa Batalha e Ter Noites de Sono Reparadoras!
Marca consulta se isso se repetir:
ronco habitual, pausa vista por quem dorme do lado ou engasgo noturno
insônia que já virou rotina
sono “completo” na cama e mesmo assim sonolência o dia inteiro
pernas inquietas, bruxismo, sonambulismo ou comportamentos estranhos durante o sono
suspeita de narcolepsia (ataque de sono, cataplexia, paralisia do sono)
dor de cabeça de manhã, queda de rendimento, hipertensão teimosa, arritmia ou refluxo noturno amarrados a noite ruim
Regra prática: se o sono ruim já rouba trabalho, direção ou paciência em casa, parou de ser detalhe.
Como o Médico do Sono investiga e trata
A consulta começa com história — inclusive a versão de quem divide a cama — e exame físico. Se precisar, entra polissonografia, teste domiciliar, actigrafia, teste de sonolência, avaliação de via aérea e laboratório.
O plano quase nunca é “um aparelho e tchau”. Pode misturar higiene do sono, TCC-I, CPAP/APAP, placa de avanço mandibular, perda de peso (incluindo, quando couber, medicação com indicação para apneia e obesidade), cirurgia, fono, fisioterapia e revisão de remédios que pioram a noite.
O Médico do Sono da Regenerati: Dr. Willian Rezende
O Dr. Willian Rezende do Carmo (CRM-SP 160.140 | RQE 50.546) é neurologista, fundador e diretor da Clínica Regenerati, em Moema. Formado pela UFMG (2009), residência em Neurologia no Hospital Odilon Behrens (2013), fellow em distúrbio do movimento na UNIFESP (2014) e capacitação em Medicina do Sono no Instituto do Sono (2015), com formação extra em dor e neuromodulação pela USP.
Atende no corpo clínico do Sírio-Libanês e também no Alemão Oswaldo Cruz e na Beneficência Portuguesa (Mirante). Na Regenerati a consulta dura cerca de uma hora. Família e cuidador entram no acompanhamento.
No consultório o recorte é o da neurologia do sono: insônia, apneia, sonolência, narcolepsia, pernas inquietas, parassonias, bruxismo e o vínculo entre noite ruim, dor crônica e doença neurodegenerativa. Quando o caso pede via aérea, placa ou reabilitação respiratória, o caminho é equipe — neurologista, otorrino, dentista e fisioterapeuta, não herói solo.
No time do sono da clínica está também o neurologista Dr. Victor Miranda, com formação específica em sono pela UNIFESP.
O que esperar na clínica (sem mistério)
O exame não é o fim. O fim é um plano que você consegue cumprir.
Acertar o diagnóstico — insônia, apneia ou os dois, que é combinação comum.
Tratar causa, não só sintoma.
Ajustar CPAP ou outra terapia até ficar usável.
Revisar remédio que rouba sono.
Acompanhar adesão, peso, pressão, humor e risco cardiovascular.
O que ainda emperra o campo: apneia subdiagnosticada, medo do CPAP, comprimido para dormir virando muleta e tela até tarde. Com método, isso vira plano. Não sentença.
Ser Médico do Sono, na prática do Dr. Willian, é devolver o que a noite ruim leva: atenção, energia e um pouco de paz.
Precisa ver um Médico do Sono?
Espasmos no Sono – O que é Espasmo no Sono – neurologista
Se você ronca, acorda cansado, vive de insônia ou alguém já viu você parar de respirar na cama, vale avaliar.
Dr. Willian Rezende do Carmo
Neurologista | Capacitação em Medicina do Sono — Instituto do Sono
Avenida Ibirapuera, 2.907, conjunto 1.618 — Moema, São Paulo
CRM-SP 160.140 | RQE 50.546
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ATENÇÃO
Conteúdo informativo, não substitui médico
Este conteúdo possui caráter informativo e não substitui o diagnóstico feito em consulta médica.
Em caso de dúvidas ou aparecimento de sintomas mencionados neste artigo procure um profissional de saúde qualificado para obter um diagnóstico preciso.
Lembre-se a automedicação pode ocasionar graves complicações.
OPINIÃO
ABCTudo Paulista
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do ABCTudo/IT9.