Incontinência urinária feminina tem cura sim!

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Mesmo que muitas pessoas ainda tenham receio de tocar no assunto com seu médico, a incontinência urinária é um problema que pode ser tratado. O uso de fraldas ou o planejamento do dia de acordo com o acesso a banheiros, por exemplo, é só uma medida paliativa, que pode ser eliminada com o tratamento adequado.

Conversamos com o médico ginecologista Dr. Carlos Del Roy CRM-SP 62.224 , que é especialista em incontinência urinária feminina, sobre as diversas abordagens terapêuticas para melhorar a qualidade de vida dessas pacientes. Continue a leitura e veja os principais detalhes da nossa conversa.

Quais são as causas da incontinência urinária?

Dr. Carlos Del Roy – A incontinência urinária não é uma doença propriamente dita. Seu aparecimento se dá, geralmente, por uma combinação de fatores, entre eles hábitos, medicamentos, diabetes avançada ou disfunções no sistema nervoso central, que levam a problemas de esvaziamento da bexiga, enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, mau funcionamento do músculo contrátil da bexiga ou alguma deficiência do esfíncter.

Então há medicamentos que podem causar o problema?

Dr. Carlos Del Roy – Sim. Existem medicamentos que podem interferir nos mecanismos de esvaziamento da bexiga. Até mesmo a queda nos níveis de estrogênio durante a menopausa pode ser um fator desencadeante. Nesses casos, precisamos alterar, como for possível, o esquema farmacoterápico dessa paciente, para minimizar o impacto sobre a bexiga.

Como é realizado o diagnóstico da incontinência urinária?

Dr. Carlos Del Roy – Na maioria das vezes, o diagnóstico é clínico, com base no relato do paciente, um exame físico e um teste para infecção de urina. Pode ser necessário que o paciente faça um “diário da bexiga”, anotando informações como a frequência da micção, quantidade de urina e eventuais perdas involuntárias e o que as desencadearam.

Como é o tratamento da incontinência urinária?

Dr. Carlos Del Roy – Utilizamos diversas abordagens terapêuticas, de acordo com o que foi observado no diagnóstico. Para a maioria das pacientes, iniciamos com uma terapia de estilo de vida, em que eliminamos possíveis hábitos desencadeantes, e estabelecemos um melhor controle da ingestão de líquidos. Também é altamente recomendada a terapia comportamental, com a realização de exercícios para os músculos pélvicos e um treinamento da bexiga, em que a paciente aprende a treinar o sistema nervoso central para controlar os impulsos fortes.

Então é possível obter uma melhora sem abordagens invasivas?

Dr. Carlos Del Roy – Com o treinamento adequado e uma boa orientação profissional, muitas pacientes podem desenvolver o controle da “mente sobre a bexiga”. Mais de 90% das mulheres que iniciam um tratamento para incontinência urinária alcançam resultados satisfatórios, sem a necessidade de cirurgia ou medicamentos.

Quando a cirurgia é indicada?

Dr. Carlos Del Roy – A cirurgia é considerada como último recurso, quando as terapias de estilo de vida e comportamental e a eliminação dos fatores desencadeantes não atingem os resultados esperados. Antes mesmo de considerar a cirurgia, podemos realizar técnicas menos invasivas, como a injeção de colágeno, esferas de carbono ou toxina botulínica.

O Doutor também enfatiza que existem casos em que a incontinência urinária é sintoma de um problema mais complexo, e a paciente não deve ter receio de conversar abertamente com o seu médico, pois atrasar o diagnóstico pode aumentar o risco de complicações.

Em seu site, o Dr. Carlos Del Roy possui diversos materiais informativos sobre as formas de tratamento para a incontinência urinária. Para saber mais sobre o assunto, acesse:

Ginecologista São Paulo

11 3887 8701

Dr Carlos Del Roy
CRM-SP 62.224
RQE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA 28.886
RQE MASTOLOGIA 28.887

https://drdelroy.com.br/precisamos-falar-sobre-incontinencia-urinaria/

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